segunda-feira, 2 de agosto de 2010

'Coroné' Tasso Jereissati não declara jatinho ao TSE




Quem não se lembra do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), no ano passado, aos berros no plenário do Senado?



Após a denúncia de que ele gastou R$ 469 mil dos cofres públicos, com verba do Senado, para abastecer seu jatinho, ele gritava:



- O jato é meu... é meu... o dinheiro é meu! É meu! É meu!... eu tenho!



A cena transmitida ao vivo pela TV Senado, e repetida nos principais telejornais, correu o Brasil, e fez sucesso no YouTube.



Agora que o senador demo-tucano candidata-se à reeleição, o jatinho desapareceu da declaração de bens informada ao TSE

domingo, 1 de agosto de 2010

ESTRATÉGIA »


Serra e Dilma intensificam campanha em estados onde aparecem em desvantagem





Denise Rothenburg



Izabelle Torres



Publicação: 01/08/2010 10:25 Atualização: 01/08/2010 10:53



Os candidatos a presidente da República aproveitam os últimos dias anteriores aos debates e ao horário eleitoral gratuito de rádio e TV para tentar tirar a diferença onde o adversário predomina. Na última semana, por exemplo, a candidata do PT, Dilma Rousseff, investiu no Sul do país, única região em que ela apresentou queda na pesquisa de intenção de voto divulgada na sexta-feira pelo Ibope. Enquanto isso, o tucano se dedicou a caminhadas em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde a petista aparece com uma vantagem de 19 pontos percentuais sobre Serra.



No Sul, Dilma caiu de 35% para 31% segundo o Ibope, enquanto Serra subiu de 42% para 46%, o que elevou de sete para 15 pontos percentuais a diferença entre os dois candidatos. Coincidentemente, o presidente Lula concentrou a sua agenda em cidades sulistas na semana passada. O presidente foi a Santa Cruz do Sul (RS), onde visitou microusinas de biodiesel e falou da produção de alimentos. De lá, seguiu para Porto Alegre, onde participou de comício com Dilma. Ontem, Lula e Dilma apareceram juntos novamente em Curitiba onde o presidente prometeu ajudar o candidato a governador, Osmar Dias (PDT).



Nos dois discursos nos palanques sulistas, Lula criticou as “elites” e fez apelos ao voto feminino. “O Paraná poderia contribuir e ser um estado que ajudou a vencer o preconceito contra a mulher. Afinal o governo da Dilma não terá a minha cara. Terá a cara dela e mais mulheres no governo”, disse. “Somos diferentes das elites. Se alguém tem simpatia por mim, é só comparar o que somos hoje com o Brasil de 2002. Em que momento da história fomos tão respeitados?”, discursou Lula.



Enquanto isso, no Rio, Serra caminhou por mais de três horas ao lado do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito dos Santos (PSDB), e do candidato a vice presidente, deputado Índio da Costa (DEM-RJ).



Estratégias

Negociadores políticos dos candidatos afirmam que a ideia é aumentar o número de visitas aos estados em que as pesquisas mostram alguma desvantagem e nos discursos tentar buscar uma identidade entre eles e a região. Foi o que fizeram ontem. Dilma lembrou suas visitas ao Paraná na época da ditadura e disse que a região lhe trazia muitas lembranças. O PT estadual tratou de divulgar fotos em que Lula aparecia na região da Boca Maldita nos anos de 1980 quando tentava divulgar o recém-nascido PT. Serra por sua vez citou diversas vezes durante a caminhada que se preocupa com o Rio e que demonstrou isso ao escolher um vice carioca. Nas conversas com os fluminenses, o candidato garantiu que pretende prestigiar o estado e que a chapa com Índio da Costa é a prova disso.



Os analistas políticos consideram normal o fato de os candidatos escolherem terrenos onde o adversário está melhor. “Serra ainda tem o que crescer no Sul, assim como Dilma tem um palanque melhor no Rio. É natural que trabalhem agora para reduzir as diferenças e reforçar onde estão bem”, diz o cientista político Antônio Lavareda, da MCI, que tem analisado as pesquisas com uma lupa.



Lavareda atribui a diferença de 20 pontos percentuais entre Dilma e Serra no Rio ao fato de Gabeira ter apenas 14% na última pesquisa do Ibope. E para completar, esse percentual de Gabeira está hoje dividido entre dois candidatos a presidente, o tucano e a senadora Marina Silva, do PV. Não dá para esquecer ainda que o Rio serviu de palco para o primeiro comício com a presença de Lula, onde o governador-candidato, Sérgio Cabral, aparece com 58%. Se a eleição fosse hoje, Cabral venceria no primeiro turno.



Serra ainda tem o que crescer no Sul, assim como Dilma tem um palanque melhor no Rio. É natural que trabalhem agora para reduzir as diferenças e reforçar onde estão bem”

Antônio Lavareda, cientista político







O número

5

pontos percentuais é a vantagem de Dilma sobre Serra, segundo o Ibope





Análise

Tática arriscada



A estratégia de jogar no campo do adversário pode ajudar, mas alguns especialistas a consideram meio arriscada. No caso de José Serra, há quem recorde que ele tem um terreno mais promissor para ampliar a diferença sobre Dilma Rousseff, que é São Paulo, o estado que governou.



O Ibope apresentou o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, com 50% das intenções de voto, e Aloizio Mercadante (PT), com 14%. Serra apareceu com 44% e Dilma com 33%, uma diferença de 11 pontos percentuais. Como em São Paulo, cada ponto são 300 mil votos, são 3,3 milhões de votos de vantagem para Serra.



O PSDB já calculou que precisaria de uma vantagem acima de 6 milhões de votos em São Paulo para compensar a vantagem de Dilma no Norte e Nordeste e Centro Oeste. Se conquistar os seis pontos percentuais que o separam de Alckmin, Serra terá bem mais do que essa margem de seis milhões. (DR)
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Critério e rigor na balança



Ministros substitutos do TSE, Henrique Neves e Joelson Dias são os que mais penalizaram os candidatos ao Palácio do Planalto





Diego Abreu



Publicação: 01/08/2010 10:29



Responsáveis pela maior parte das multas aplicadas neste ano ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos candidatos ao Palácio do Planalto, os ministros substitutos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves e Joelson Dias são apontados por advogados eleitorais como criteriosos e rigorosos. Não à toa, já distribuíram juntos 10 multas entre o presidente Lula e os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Um advogado ouvido pelo Correio destacou que ambos se pautam pela análise técnica e pelo equilíbrio. Já penalizaram e inocentaram tanto candidatos do governo quanto da oposição.



Ambos desempenham papel de fundamental importância neste momento que precede as eleições: são os responsáveis por analisar os processos de propaganda eleitoral antecipada. Apesar de não ser membro efetivo da Corte Eleitoral, Neves diz que se dedica à função tanto quanto os ministros titulares.



Às vezes, até vira noites trabalhando. “Os prazos da lei são muito curtos. Temos que dar decisões quase que imediatamente, em 24 horas. Há dias em que examinamos cinco ou seis processos, e eu leio todos do começo ao fim. Por isso, de vez em quando, tenho que virar as noites”, conta Henrique Neves.



Além de ter multado duas vezes Lula e Dilma e uma vez Serra e seu candidato a vice, Índio da Costa (DEM), Henrique Neves inovou ao determinar que o provedor Google prestasse informações sobre os dados do responsável pelo conteúdo de um site que apoia Dilma. Ele é um dos ministros mais presentes à Corte Eleitoral. É difícil um dia em que não esteja lá, mesmo no recesso do Judiciário. Diariamente, Neves é visto fumando na área externa do prédio do TSE. Esse é o momento mais adequado para jornalistas e advogados conversarem com o magistrado, que começou a advogar na área eleitoral em 1989.



Discrição

Joelson Dias é mais discreto. Não gosta de dar entrevistas e costuma ser objetivo nas atuações em plenário, sem se alongar nos debates. Mas surgiu sob os holofotes no momento pré-eleitoral por ter sido o primeiro ministro a multar Lula por propaganda eleitoral antecipada. A decisão de penalizar o presidente em R$ 5 mil, tomada em março, ganhou grande repercussão. Desde então, o presidente foi punido em outras cinco ocasiões — totalizando R$ 42,5 mil em multas.



No meio jurídico, Henrique Neves e Joelson Dias são tidos como experientes advogados eleitorais. Já prestaram serviços para a maior parte dos grandes partidos políticos. Eles têm como atribuição principal apreciar as irregularidades na atuação de candidatos e agentes públicos em ano eleitoral. A resolução que regulamenta as eleições estabelece que três juízes auxiliares sejam destacados para analisar as representações, reclamações e pedidos de resposta. Além de Neves e Dias, oriundos da vaga de advogados, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi também atua como substituta no TSE.



"Os prazos da lei são muito curtos. Há dias em que examinamos cinco ou seis processos”

Henrique Neves, ministro substituto do TSE

Do Correio Braziliense

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Donos de colchões repletos de reais



Contabilizadas as declarações de renda dos deputados federais que concorrem nas eleições de outubro, 112 afirmam guardar dinheiro em casa, num total de R$ 17 milhões. Prática não é ilegal, mas causa estranhamento



Bertha Maakaroun



Publicação: 01/08/2010 10:22



Você guardaria R$ 10 mil em casa? Se acha pouco, que tal R$ 100 mil sob o colchão? Ainda considera pouco? O que acharia de dormir sobre R$ 1 milhão? Talvez você não cometa essa imprudência. Mas 112 dos 513 deputados federais que estão concorrendo a algum mandato nestas eleições declararam à Justiça Eleitoral manter sob sua guarda em espécie quantias que variam de míseros R$ 13,02 a R$ 1,3 milhão, que somam R$ 17.021.275, 36.



Campeão da prática, o deputado federal Aníbal Ferreira Gomes (PMDB-CE) informou ter R$ 1,3 milhão em dinheiro — o equivalente a 19% de seu patrimônio declarado de R$ 6,8 milhões. Em segundo lugar no ranking está o deputado federal José Chaves (PTB-PE): informa ter R$ 1.046.399,50 em espécie, a título de “adiantamento para aumento de capital na NTA Administração e Participações Ltda.”, além de outros R$ 30 mil em dinheiro, que correspondem a 14,15% do seu patrimônio declarado de R$ 7,043 milhões. O deputado federal Alexandre Cardoso (PSB-RJ) declarou ter R$ 1 milhão em espécie, 30,75% de seu patrimônio informado, de R$ 3,251 milhões. Da mesma forma, Renato Amary (PSDB-SP) e Bonifácio Andrada (PSDB-MG) informaram manter, nessa ordem, R$ 990 mil e R$ 850 mil em dinheiro fora do banco. O montante corresponde a 77,2% dos bens de Amary, que somam R$ 1,28 milhão, e a 8,7% do patrimônio assinalado por Andrada, de R$ 9,69 milhões.



Os valores em espécie declarados pelos 112 deputados federais variam enormemente. O menor foi informado por Bispo Rodovalho (PP-DF): R$ 13,02. Vinte e oito desses parlamentares que declararam os menores volumes(1) em dinheiro vivo mantêm até R$ 27 mil em espécie, como é o caso de Paulo Bauer (PSDB-SC). No extremo oposto, os 28 que guardam as maiores somas chegam a acumular entre R$ 175 mil, caso do deputado federal Carlos Melles (DEM-MG), e R$ 1,3 milhão, como faz Aníbal Gomes.



São Paulo, seguido por Minas Gerais — estados que têm as maiores bancadas, de respectivamente 70 e 53 deputados — apresentam o maior número de parlamentares cheios de dinheiro em casa, respectivamente 21 e 16. Um terço da bancada de 30 do Paraná e 8 dos 22 representantes do Ceará adotam o expediente(2). No Rio, há sete na bancada de 46 que informam somas em dinheiro em sua declaração.



Desvantagens

Exclusivamente sob a perspectiva das finanças, consultores ouvidos pela reportagem são unânimes: manter dinheiro vivo em casa não é racional. Além de colocar os moradores da casa sob a insegurança e a mira de assaltantes, a moeda deixa de ser remunerada por uma gama de investimentos existentes no mercado financeiro.



Em rápida projeção, Paulo Vieira, professor de economia e consultor de finanças pessoais, demonstra que R$ 17 milhões aplicados em um fundo conservador de investimento, de 1% ao mês, ao fim de um ano, com a capitalização, renderiam juros de R$ 2 milhões. “Além disso, há um processo inflacionário, ainda que baixo, mas existe. Se você começar o ano com R$ 100 mil sob o colchão, em dezembro poderá comprar apenas cerca de R$ 95 mil”, considera. “Tanto dinheiro em casa levanta indagações, pois as desvantagens com a prática são muito grandes”, acrescenta.



Os deputados que declaram acumular reservas em casa consideram a prática natural. Depois de demonstrar surpresa com o fato de em sua declaração constar R$ 1,3 milhão em espécie, o deputado Aníbal Gomes pede um tempo: “Não sei, vou falar com o meu contador”. Em seguida, ele informa: “O contador está me dizendo que esse montante é o acumulado em vários anos, de vendas de imóveis, de fazendas, meus rendimentos”. Em seguida, continua: “Mas não olho esse negócio de Imposto de Renda, não. O certo é que estou cada dia mais pobre desde que cheguei à Câmara dos Deputados”.



Ao ser informado que liderava o ranking do dinheiro em espécie da Câmara, Aníbal disse: “Graças a Deus Ele foi generoso comigo. Mas na realidade quem faz o meu imposto é o meu contador. Vou vendendo, digo o que adquiri e ele vai fazendo”. Já o deputado federal Bonifácio Andrada (PSDB-MG) justifica: “Guardei o dinheiro em casa porque tenho medo de o banco quebrar. Gosto de ter é debaixo do colchão”.



1 - Atitude curiosa

O advogado tributarista Cid Viegas Rangel afirma que não existe vantagem em manter grandes somas em casa. “O mercado financeiro nacional é estável, o sistema bancário, consistente e, por isso, a atitude desperta a atenção, mesmo que não exista nada que a proíba”, diz. Para Rangel, pode existir um candidato que não acredite na estabilidade bancária, mas essa ideia é praticamente inconcebível nos tempos atuais.



2 - Pouco racional

Apesar de contrariar as leis de mercado, ter dinheiro no colchão não é ilegal, mas a prática tem despertado curiosidade, até pelo conservadorismo do método. O procurador-geral eleitoral de Minas, Felipe Peixoto, responsável pela fiscalização das eleições de 2010, explicou que manter valores em casa não é ilegal, mas é “estranhíssimo”. Para ele, ter valores altos sob sua guarda não se justifica se consideradas a violência atual, a estabilidade financeira do país e ainda todas as facilidades bancárias.



O contador está me dizendo que esse montante é o acumulado em anos. O certo é que estou cada dia mais pobre desde que cheguei à Câmara”

Anibal Gomes (PMDB-CE), deputado federal





Guardei o dinheiro em casa porque tenho medo de o banco quebrar. Gosto de ter é debaixo do colchão”

Bonifácio Andrada (PSDB-MG), deputado federal

Jornal de Brasília de 01 de agosto de 2010

Lula diz vai participar todos os dias do programa de TV de Dilma



Ao participar do comício da candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, em Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que os opositores não vão conseguir tirá-lo da campanha. Lula reclamou do que ele chamou de tentativas de afastá-lo do palanque e disse que estará “todos os dias” no programa de televisão de Dilma.







“Eles vão ter que ver a minha cara todos os dias na televisão, pedindo voto para minha companheira Dilma Rousseff. Quero lembrar a vocês que isso que fizemos aqui [comício] é apenas o embrião do que vai ocorrer na campanha. A campanha está começando agora e espero voltar aqui mais vezes”, disse Lula.







Lula disse ainda que “os capitalistas” brasileiros nunca souberam conduzir a economia do país. “A elite não sabia o que era capitalismo. Precisou que um metalúrgico socialista chegasse ao poder para ensinar a fazer capitalismo neste país. Nós dissemos para o FMI [Fundo Monetário Internacional] que estávamos cansados de gritar fora FMI. Devolvemos US$ 16 bilhões para eles e hoje eles nos devem US$ 14 bilhões que nós emprestamos para ajudar a salvar da crise as economias dos Estados Unidos e da Europa”.







“A mesma elite que levou Getúlio Vargas a dar um tiro no coração, matou Jânio Quadros e fez João Goulart renunciar. Eu disse a essa elite que eu não estarei no gabinete lendo o jornal deles, mas na rua, com o povo brasileiro que vai decidir o destino desse país”.







O presidente disse que sempre acreditou que Dilma iria construir um leque de alianças até maior do que ele conseguiu reunir nas suas campanhas de 2002 e 2006. “Dilma tem apoio de todas as centrais sindicais, da União Nacional dos Estudantes (UNE), dos estudantes secundaristas, de todas as conferências e movimentos. Eu vejo que ela continua construindo esses apoios”.







Lula disse que o PT gaúcho deve continuar com a política de alianças. “O PT aqui começou a perder quando começou a adotar uma postura de autosuficiência e de pouca humildade. Estou alegre de ver o nosso querido Collares [ex-governador pelo PDT] fazendo campanha para a Dilma e para o Tarso Genro”.







Pela primeira vez, Lula discursou depois de Dilma, que se mostrou mais descontraída no comício em Porto Alegre do que em eventos anteriores de campanha. Lula também buscou valorizar a mulher e disse que quem sabe “gerar, parir e administrar” outro ser humano terá sensibilidade suficiente para conduzir o país. “Gerir esse país não pode ser apenas com a sabedoria da cabeça. Tem que misturar a sabedoria da cabeça com a sensibilidade do coração”.
Candidatos ao GDF se preparam para enfrentar maratona no rádio e na TV






Natasha Dal Molin



natasha.dalmolin@jornaldebrasilia.com.br







Os principais candidatos ao Governo do Distrito Federal se enfrentarão ainda na primeira quinzena deste mês. O clima de campanha, que segue ameno, promete acirrar quando Joaquim Roriz (PSC), Agnelo Queiroz (PT), Toninho do PSol (PSol) e Eduardo Brandão (PV) se encontrarem nos debates políticos em emissoras de rádio e TV.







As equipes já participam de encontros com os organizadores dos debates para se informarem sobre as regras, tempo que será disponibilizado e os principais assuntos que entrarão na pauta. Os responsáveis pela comunicação e marketing dos candidatos ao governo se esmeram em treinamentos para que, sob os olhares atentos dos espectadores e diante dos principais adversários, os candidatos não façam feio. E mais: para que consigam abocanhar mais votos, não só por meio das propostas, mas na exposição do ponto fraco dos adversários.







Para o cientista político Danilo Silvestre, a melhor opção para conhecer o candidato é o horário eleitoral e o material de divulgação. Mas no que diz respeito às propostas, o debate político é o melhor para comparar os candidatos. "O debate político, se bem conduzido, pode trazer a campanha para um nível mais programático. No entanto, se não for bem orientado, pode transformar-se em um palco para acusações, deixando de lado o que deve ser discutido, que são as propostas".







O professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, também aposta muito mais nos debates como definidores de rumos nas eleições. "O horário eleitoral gratuito é enfadonho e muita gente acaba desligando a televisão nessa hora". Apesar da elevada audiência dos debates, o especialista destaca a particularidade do eleitor brasiliense: "Aqui, ou a pessoa é Roriz, ou é anti-Roriz. Quem é a favor dele não vai mudar de ideia por causa do debate". Para Fleischer, o debate poderá atingir os indecisos, que nas pesquisas estão em número elevado.
Agnelo vai estrutrurar a Praça do Bicalho


01/08/2010



Saudado pela alcunha de “o próximo governador do DF”, Agnelo Queiroz terminou a manhã deste domingo na feira da Praça do Bicalho. O candidato da coligação Um Novo Caminho ao governo do DF caminhou e conversou com os trabalhadores e moradores que faziam as tradicionais compras de domingo. O produtor rural Anderson Carvalho, de 35 anos, aproveitou para conversar com Agnelo. “Do jeito que tá não pode ficar e eu acredito que o Agnelo pode mudar tudo isso. Ele sabe a responsabilidade que está assumindo e, eu tenho certeza, que ele dá conta”, enfatizou.



O vice na chapa, Tadeu Filippelli, afirmou que a feira já uma tradição de Taguatinga. Ele garantiu que o novo governo vai melhorar a infra-estrutura do comércio local. “Vamos colocar banheiros públicos, bancos e outras coisas que vão proporcionar mais conforto para feirantes e visistantes”, falou.



Agnelo Queiroz também declarou que a feira não é somente um comércio. “O pessoal não vem aqui só para fazer compras. Esta feira tem que ser mais um dos atrativos de Taguatinga”, afirmou.
Cristovam debate com internautas


01/08/2010









O senador, e candidato à reeleição, Cristovam Buarque vai participar amanhã de um bate-papo com os eleitores. À partir das 11hrs, Cristovam vai conversar sobre os problemas de Brasília, educação, saúde e todas as propostas da coligação Um Novo Caminho. Os internautas poderão participar acessando o site SouAgnelo13.
Agnelo ouve reinvidicações dos produtores rurais


01/08/2010



Na manhã deste domingo, o candidato da coligação Novo Caminho Agnelo Queiroz esteve na Feira do Produtor de Vicente Pires. Agnelo cumprimentou e conversou com vários feirantes e afirmou: “Vou dar mais infra-estrutura e melhorar a vida dos produtores rurais do DF”. Feirante há 12 anos, o produtor rural Oliveira Fernandes, 74 anos, era um dos mais animados, vestido de vermelho e carregando vários adesivos da coligação pelo corpo. “O governo tem que ajudar a gente. Estamos precisando deles”, declarou.



Agnelo estava em companhia dos candidatos ao senado Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg e experimentou vários produtos, como frutas e legumes. “Vamos dar mais infra-estrutura e mais incentivos aos produtores rurais, oferecendo facilidade de crédito”, avisou Rollemberg. Sabendo da formação médica de Agnelo, a dona de casa Divina Aparecida do Vale, 47 anos, dirigiu-se ao candidato e pediu um olhar mais atento sobre a saúde pública: “Não tem lógica não conseguir conulta nos hospitais. A saúde está um caos mas, se ele colocar como prioridade, eu tenho certeza que ele pode mudar isso”.

Revista Istoé de 31 de julho de 2010

Todos querem ser Lula


Não importa o partido, pouco importa o credo, hoje no Brasil quase todos candidatos prometem ser uma extensão de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo as pesquisas, o presidente é capaz de influenciar quase dois terços do eleitorado brasileiro

Sérgio Pardellas







CLONES

Candidatos de todos os partidos acreditam que o melhor atalho para chegar ao poder é copiar Lula







Próximo de deixar o poder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exerce um papel, nessas eleições, que nenhum de seus antecessores imaginou cumprir, mesmo os mais populares, como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Em fim de governo, ele não é diretamente atacado por ninguém e, apesar de não ser candidato a nada, transformou-se no personagem central da disputa. Segundo a última pesquisa Datafolha, Lula exerce influência sobre quase dois terços do eleitorado – 42% dizem que votarão “com certeza” no candidato apoiado pelo presidente e 23% afirmam que “talvez” o façam. Por isso, na eleição presidencial, Lula é o principal cabo eleitoral. Herdeira de parte da popularidade do presidente, Dilma Rousseff já combina os eventos de campanha com a agenda do Planalto. Nas disputas estaduais, os candidatos também se esforçam para colar sua imagem à de Lula, independentemente dos partidos políticos aos quais são filiados. Além de implorar pela mensagem de apoio no rádio e tevê, fazem questão da companhia do presidente em seus santinhos. Adversários tentam aderir de alguma maneira. Oposicionistas fazem questão de posar ao lado de Lula no material de campanha. “Apoio Lula desde 2006”, justifica o candidato ao governo do Piauí, João Vicente Claudino (PTB), que faz oposição ao PT no Estado.



De olho nos votos que podem receber em outubro, outros candidatos nas disputas regionais tentam se confundir com o presidente ao registrar o nome “Lula” no TSE, e até moldam as feições do rosto para, propositalmente, ficarem parecidos com ele. É o caso do ex-coveiro Luiz da Silva, candidato a deputado federal por São Paulo. Além de ter batizado o nome “Lula” na urna eletrônica, Luiz ficou parecido fisicamente com o presidente da República ao deixar a barba crescer. A semelhança foi atestada pelo próprio presidente. “Quando nos encontramos, recentemente, Lula disse que nunca tinha visto alguém tão parecido com ele”, afirma Luiz da Silva. O candidato conta com apenas dez segundos no horário eleitoral gratuito na televisão, mas aposta no fato de ser homônimo e na semelhança com Lula para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. “Perdi outras duas eleições, mas, na ocasião, Lula nem era presidente ainda”, disse. Há ainda “Lulas” na Bahia e no Pará. Um deles é o paraense Angelo da Silva Pereira, candidato a deputado estadual pela segunda vez. Natural de Lauro de Freitas, o baiano Luis “Lula” Maciel admite que o nome ajuda a ganhar eleição. “Já fui duas vezes vereador. Em 2004 e 2008”, diz ele, que também concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa.







Nas eleições estaduais, a disputa pelo uso da imagem de Lula no material de campanha é tão acalorada que foi parar na Justiça. No Piauí, Wilson Martins (PSB) recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral para impedir Claudino (PTB) de aparecer ao lado de Lula em cartazes e santinhos. No Ceará, a coligação do atual governador e candidato à reeleição, Cid Gomes (PSB), pretende fazer o mesmo com o candidato do PR, Lúcio Alcântara, cujo candidato ao Senado é Alexandre Pereira, do PPS, partido que faz contundente oposição ao presidente. “Vamos questionar o uso de cartazes em que Lúcio aparece ao lado de Lula”, disse Cid Gomes, por intermédio de sua assessoria. Há outra situação esdrúxula em Fortaleza: tanto José Pimentel (PT) quanto Eunício Oliveira (PMDB) se proclamam “o senador de Lula”. Na Paraíba, a situação é parecida. O PT também não aceita que o candidato ao governo Ricardo Coutinho (PSB) mencione Lula no jingle. Os petistas apoiam José Maranhão (PMDB).



Em Mato Grosso, Mauro Mendes (PSB), aspirante ao governo, sonha com a presença de Lula em seu palanque. O candidato ao Senado, o petista Carlos Abicalil, no entanto, já obteve de José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT, o compromisso de que Lula só aparecerá ao lado de seu aliado, o peemedebista Silval Barbosa. O problema, neste caso, é que o próprio Lula tem dito, em conversas reservadas, que não pretende se expor muito nessa primeira fase das eleições. Pelo menos nas disputas regionais. Ele revelou, em recente reunião em Brasília, que só vai entrar em campo quando o cenário estadual estiver mais definido. “O presidente quer entrar para decidir”, disse um ministro próximo de Lula.



A influência de Lula nas eleições pode ser medida pelas recentes pesquisas. Além da do Datafolha, segundo a qual Lula tem hoje 77% de popularidade, um levantamento encomendado pelo PSDB, ao qual ISTOÉ teve acesso, revela que o presidente é visto por parte expressiva da população como o “político ideal”. Isto explica a posição de Serra, que evita ataques frontais ao presidente e elogia com entusiasmo seus programas sociais.



É na onda de popularidade de Lula que Dilma pretende surfar. Os dividendos eleitorais já podem ser contabilizados pela candidata petista. As duas subidas de Dilma nas pesquisas eleitorais, desde o fim do ano passado, coincidem com um aumento no percentual de eleitores informados sobre o fato de que ela é a candidata do presidente. O Datafolha estabelece uma relação direta entre a informação sobre a opção de Lula na campanha e o desempenho de Dilma. Em maio, quando Dilma subiu sete pontos percentuais e empatou com José Serra com 37% das intenções de voto, os índices dos que tinham conhecimento sobre quem Lula apoiava aumentaram de 61% para 71%. Um quinto dos eleitores de Serra ainda afirma que pretende votar “com certeza” na pessoa apoiada por Lula. Ou seja, o PT aposta que ainda há uma boa margem para migração de votos de Serra para Dilma, quando estes supostos desavisados descobrirem a preferência de Lula.







Ao contrário do seu comportamento em relação às eleições estaduais, Lula não esconde de ninguém que fará de tudo para eleger Dilma sua sucessora. Neste e nos próximos dois fins de semana, Lula terá compromissos casados com os de sua candidata à Presidência. A agenda deste fim de semana prevê a ida da dupla ao Rio Grande do Sul e ao Paraná. O itinerário incluiu uma volta à Boca Maldita, movimentado centro curitibano. Na semana que vem o destino será Minas Gerais, Estado em que Dilma tem crescido nos últimos meses. Nos dias 13 e 14 de agosto, Lula e Dilma farão visita a uma porta de fábrica na região do ABC. Com a ida ao berço político do presidente, a petista realizará um desejo alimentado por todos os candidatos: o de ser cada vez mais Lula.

Colaborou Alan Rodrigues
Os dois mais fortes candidatos ao governo não pretendem falar em Pandora



Isabel Paz e

Natasha Dal Molin

isabel.paz@jornaldebrasilia.com.br

natasha.dalmolin@jornaldebrasilia.com.br







Um dos maiores esquemas de desvio de dinheiro público no GDF, denunciado na Operação Caixa de Pandora, não será tema abordado nos programas eleitorais dos dois principais candidatos ao Palácio do Buriti. Apesar de explorar a necessidade de mudança, a coligação Esperança Renovada, liderada pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC), não fará referência ao "Mensalão do DEM" nos sete minutos e quarenta e cinco segundos de tempo destinado para a propaganda eleitoral na televisão. Seu principal adversário, o petista Agnelo Queiroz, mantém comportamento semelhante e garante priorizar as propostas, diferente dos partidos menores que partirão para o ataque.







Perto de concluir o programa da chapa majoritária, que deverá ser veiculado a partir do dia 18 do próximo mês, os candidatos preparam o discurso. Na busca do voto, cada partido segue uma linha estratégica. "Fomos os primeiros a liderar os movimentos e vamos continuar com as denúncias", disse Toninho do PSOL, candidato ao governo.









Toninho garantiu que utilizará as duas inserções diárias que o partido dispõe para relembrar o episódio ao eleitor. "A população tem que saber que nas duas grandes coligações (Agnelo e Roriz) há pessoas que aparecem ou são citadas nas denúncias", disse. Ao avaliar se há vantagem em omitir o assunto, Paulo Kramer, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), sintetizou: "Não se fala em corda em casa de enforcado".
Em busca do eleitor »


Enquanto Agnelo Queiroz (PT) passou o dia em Ceilândia, Joaquim Roriz (PSC) fez comício no Recanto das Emas





Noelle Oliveira



Publicação: 01/08/2010 08:25





O petista almoçou em um restaurante na Expansão do Setor O

A disputa pelo Governo do Distrito Federal começou cedo ontem em Taguatinga. Às 5h30, o candidato Agnelo Queiroz (PT) já estava na cidade para dar entrevista a uma rádio comunitária. De lá, ele seguiu para a Asa Sul, onde participou de um congresso de funcionários do Banco Regional de Brasília (BRB). Na ocasião, Agnelo prometeu a representantes do Sindicato dos Bancários o fortalecimento do BRB não só para o DF , mas também para toda a região próxima. "Trata-se de uma instituição poderosa para o desenvolvimento econômico do DF, que passou por uma tentativa de privatização que a vulnerabilizou bastante", considerou o candidato. Em contrapartida, os sindicalistas apresentaram propostas a serem incorporadas ao plano de governo do candidato e afirmaram que iriam avaliar a possibilidade de um apoio aberto a Agnelo por parte da categoria.



Às 12h, o candidato chegou a Ceilândia Sul, onde inaugurou um comitê. No final da tarde, outro centro para organização da campanha também foi aberto. Para essa segunda solenidade ele contou com o reforço do vice, Tadeu Filipelli (PMDB), dos candidatos ao Senado Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), do candidato a deputado distrital Chico Vigilante (PT) e também do petista Geraldo Magela, que concorre a uma vaga para deputado federal.



Força de Ceilândia

Os membros da coligação discursaram e pediram votos para o candidato da legenda. "Ceilândia é uma cidade que conta com um eleitorado muito importante, além de ser um local com grande força econômica. Queremos incrementar esse potencial produtivo da cidade, promovendo uma expansão", afirmou Agnelo. O candidato Geraldo Magela aproveitou a ocasião para pedir votos para Vigilante. "Esse comitê que estamos inaugurando é um sinal de resistência. Queremos eleger um ceilandense para a Câmara Legislativa", discursou. Um pouco antes, também em clima de campanha, Filipelli já havia inaugurado um fórum comunitário no condomínio Sol Nascente.





Depois de cancelar um compromisso, Roriz foi recebido por 5 mil apoiadores em um evento da coligação

Com a população local, Agnelo almoçou em um restaurante na Expansão do Setor "O", onde aproveitou para fazer um corpo a corpo com funcionários e clientes dos estabelecimentos comerciais na avenida principal. Acompanhado em parte do percurso pelo vice, o candidato ainda foi surpreendido por eleitores que não sabiam da união entre o PT e o PMDB. "Jurava que o Filipelli ainda estava com o Roriz. É bom eles virem aqui que a gente entende melhor", considerou o vendedor de verduras da região Osvaldo Saturnino, 56 anos. Aos moradores da cidade o candidato ao Buriti prometeu mudanças principalmente nas áreas da saúde e da segurança. Além disso, antes de deixar o local, ele ainda se reuniu com um pároco e com lideranças da cidade e cumpriu dois outros compromissos de campanha.



Fogos

Já a agenda do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) estava mais calma. Um desentendimento com o até ontem apoiador Alberto Fraga (DEM) - que luta por uma cadeira no Senado Federal - acabou cancelando a primeira atividade, que era justamente a inauguração de um comitê do democrata no Recanto das Emas, marcada para às 18h. O último compromisso também aconteceu na cidade, onde 5 mil pessoas se reuniram para prestigiar um comício de Roriz, que chegou ao local com mais de uma hora de atraso e foi recebido com uma grande queima de fogos de artifício. Passava das 20h, quando ele saudou os eleitores. "Não há nada mais bonito do que estar no meio do povo e ouvir esses fogos. Estou muito feliz de estar aqui."

Agenda Agnelo dia 01 de agosto de 2010

Agnelo Queiroz (Coligação Um Novo Caminho)




9h - Feira do Produtor de Vicente Pires



11h - Visita à Feira da Praça do Bicalho