ELEIÇÕES 2010 - DISTRITO FEDERAL
Pesquisa mostra que corrida ao Buriti continua indefinida
Ana Maria Campos, do Correio Braziliense
Na véspera da eleição mais tumultuada da história do Distrito Federal, o resultado continua indefinido. Não é possível apostar em vitória no primeiro turno. O Instituto CB Data foi às ruas da capital do país entre terça-feira e ontem e aponta, em consulta estimulada — quando os nomes são apresentados ao eleitor —, que o petista Agnelo Queiroz permanece na liderança, com 41% das intenções de votos. Testada pela primeira vez pelo instituto de pesquisas, Weslian Roriz (PSC) aparece com 30%. O candidato Toninho do PSol subiu. Passou de 4% no levantamento anterior, realizado entre 19 e 22 de setembro, para 10%. O crescimento de Toninho pode acabar provocando um segundo turno. Eduardo Brandão (PV) manteve 1% das intenções de voto. Rodrigo Dantas (PSTU) pontuou pela primeira vez e aparece com 1%. Ricardo Machado (PCO), Newton Lins (PSL) e Frank Svensson (PCB) não pontuaram.
Além de Toninho, Agnelo teve crescimento registrado pelo CB Data. Na pesquisa anterior, o petista tinha 35%. Subiu, portanto, seis pontos percentuais. Weslian Roriz permaneceu no mesmo patamar do marido, Joaquim Roriz (PSC), que até a sexta-feira passada era o candidato ao Governo do Distrito Federal pela coligação Esperança Renovada. Ao apresentar os nomes ao eleitor, o Instituto CB Data identificou Weslian como “Roriz”. Este é o nome da candidata registrado pela coligação na Justiça Eleitoral e que aparecerá na urna eletrônica amanhã. Em uma avaliação sobre outro cenário, com o nome dela na cartela, a ex-primeira-dama manteve praticamente o mesmo desempenho do marido: 29%. Neste caso, Agnelo aparece com 41%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) com o número 33638/2010. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a identificação é 33433/2010. Foram entrevistadas 1.100 pessoas, com idade superior a 16 anos, entre 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.
O levantamento aponta ainda que os eleitores estão se decidindo. Votos nulos caíram de 10% para 6%. Os indecisos e votos brancos também tiveram queda de 19% para 10%. Na consolidação dos votos válidos, Agnelo chega a 49%, contra 36% de Weslian Roriz. Toninho do PSol atinge 12% e Eduardo Brandão alcança 2%. Rodrigo Dantas fica com 1%. Os demais não pontuaram.
Segundo turno
Na avaliação do coordenador da pesquisa, Adriano Cerqueira, a grande novidade da consulta é o crescimento de Toninho, considerado “surpreendente”. “Ainda não dá para saber se haverá uma solução ainda no primeiro turno, principalmente pelo desempenho de Toninho, que pode evitar um desfecho já neste domingo”, analisa. Para Cerqueira, o candidato do PSol representa uma novidade, um voto de protesto contra o passado. Ele ressalta que a campanha presidencial não traz tanto impacto favorável a Agnelo porque no DF a candidata Dilma Rousseff (PT) tem desempenho medíocre, colado ao de Marina Silva (PV) e ao de José Serra (PSDB), enquanto no resultado global do resto do país a petista tem condições de vencer no primeiro turno.
A pesquisa do Instituto CB Data fez uma simulação do segundo turno. Nessa hipótese, Agnelo venceria a disputa, com 48%. Weslian Roriz teria 33%. Os votos nulos representariam 9% do eleitorado e indecisos e votos brancos seriam 10%. O levantamento revela um detalhe: a maior parte dos eleitores que dizem votar em “Roriz” não sabem que o ex-governador foi substituído pela mulher na corrida ao Palácio do Buriti.
Na consulta espontânea, quando a pessoa aponta um candidato de sua preferência sem ser levada a escolher entre nomes indicados, Agnelo é citado por 36% dos entrevistados. Roriz aparece em seguida, com 18%. Na terceira colocação, surge Weslian Roriz, com 8%, mesmo índice registrado para Toninho do PSol. Eduardo Brandão foi citado por 1%. Os demais não pontuaram. Entre os entrevistados, 7% disseram que votarão nulo e 22% estão indecisos ou votariam em branco.
Grau de interesse
A pesquisa do Instituto CB Data avaliou também o grau de interesse da população do Distrito Federal nas eleições. O resultado foi de que, às vésperas do primeiro turno, a atenção do eleitorado ainda não está voltada a esse tema. Entre os entrevistados, 36% disseram que estão de interessados a muito interessados, enquanto 34% estão mais ou menos interessados e 28% estão desinteressados.
sábado, 2 de outubro de 2010
JN não encontrou melhores momentos de Serra no debate, para editar
O Jornal Nacional TV Globo desta sexta-feira não repetiu a manipulação de 1989 e não fez uma edição dos melhores momentos de José Serra (PSDB) e dos piores momentos de Dilma Rousseff (PT).
Por que será?
Procuraram... procuraram... e não acharam os "melhores momentos" de Serra?
Não acharam os "piores momentos" de Dilma, comparado aos demais candidatos?
"Bala de prata" no sábado?
Será que a TV Globo tentará levar ao ar algum ex-presidiário de última hora, pago para falar uma baixaria qualquer?
Ou a Globo concluiu que não vale a pena se queimar por causas perdidas?
De qualquer forma, assistir à Globo, nem pensar! Nem no sábado, e muito menos no domingo de apuração.
Dica: quem tem acesso em banda larga não precisa assistir ao JN ao vivo na TV. Pode conferir só os vídeos das notícias na internet, no endereço http://g1.globo.com/jornal-nacional/
Com a vantagem de poder assistir só as notícias que interessar.
Geralmente fica disponível cerca de meia-hora ou pouco mais após o fim do telejornal.
O Jornal Nacional TV Globo desta sexta-feira não repetiu a manipulação de 1989 e não fez uma edição dos melhores momentos de José Serra (PSDB) e dos piores momentos de Dilma Rousseff (PT).
Por que será?
Procuraram... procuraram... e não acharam os "melhores momentos" de Serra?
Não acharam os "piores momentos" de Dilma, comparado aos demais candidatos?
"Bala de prata" no sábado?
Será que a TV Globo tentará levar ao ar algum ex-presidiário de última hora, pago para falar uma baixaria qualquer?
Ou a Globo concluiu que não vale a pena se queimar por causas perdidas?
De qualquer forma, assistir à Globo, nem pensar! Nem no sábado, e muito menos no domingo de apuração.
Dica: quem tem acesso em banda larga não precisa assistir ao JN ao vivo na TV. Pode conferir só os vídeos das notícias na internet, no endereço http://g1.globo.com/jornal-nacional/
Com a vantagem de poder assistir só as notícias que interessar.
Geralmente fica disponível cerca de meia-hora ou pouco mais após o fim do telejornal.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma mantém 55% e seria eleita
Candidata oscila um ponto para baixo e chega a 48% quando são considerados votos brancos e nulos; Serra sobe um e aparece com 27%
Matheus Pichonelli, iG São Paulo
01/10/2010 18:13
No penúltimo tracking Vox Populi/Band/iG, divulgado nesta sexta-feira, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), aparece com 48% das intenções de voto, um a menos do que no dia anterior. O tucano José Serra oscilou um ponto para cima e aparece agora com 27% das preferências, enquanto Marina Silva (PV) continua com 12%. Como os demais candidatos não chegam a 1%, Dilma permanece com 55% dos votos válidos e seria eleita já no próximo domingo.
Dilma interrompe campanha para ir a batizado do neto
Serra diz que não sabia de apoio de Jefferson a Plínio
Em caminhada tumultuada, Marina rebate declarações de Serra na TV
Para ganhar no primeiro turno, a candidata precisa de 50% dos votos válidos (quando não são considerados os brancos e nulos) mais um. A diferença, hoje, de Dilma para a soma dos demais candidatos é de nove pontos – a distância, porém, já chegou a 23 pontos, no tracking do último dia 12.
Hoje, 4% dos eleitores afirmam que pretendem anular ou votar em branco. Outros 9% seguem indecisos ou não revelam o candidato de sua preferência.
O levantamento divulgado nesta sexta-feira ainda não capta os efeitos do debate com os presidenciáveis no dia anterior, transmitido pela TV Globo – já que a pesquisa foi feita no mesmo dia do encontro com os candidatos. O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27.428/10.
De acordo com o tracking, Dilma Rousseff permanece à frente dos adversários em todas as regiões do País. Destaque para o Nordeste, onde ela tem 64% das preferências, seguida de Serra (18%) e Marina (8%).
O pior cenário para a ex-ministra da Casa Civil é no Sudeste. Na região, ela tem 41% das intenções de voto. Serra, que governava o Estado de São Paulo até abril, tem 28% das preferências na região, seguido pela candidata do PV, que tem 14%. A região onde o tucano tem mais votos, no entanto, é o Sul (35%). Se as eleições fossem hoje, Marina teria mais votos nas regiões Norte e Centro Oeste: 18%.
Candidata oscila um ponto para baixo e chega a 48% quando são considerados votos brancos e nulos; Serra sobe um e aparece com 27%
Matheus Pichonelli, iG São Paulo
01/10/2010 18:13
No penúltimo tracking Vox Populi/Band/iG, divulgado nesta sexta-feira, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), aparece com 48% das intenções de voto, um a menos do que no dia anterior. O tucano José Serra oscilou um ponto para cima e aparece agora com 27% das preferências, enquanto Marina Silva (PV) continua com 12%. Como os demais candidatos não chegam a 1%, Dilma permanece com 55% dos votos válidos e seria eleita já no próximo domingo.
Dilma interrompe campanha para ir a batizado do neto
Serra diz que não sabia de apoio de Jefferson a Plínio
Em caminhada tumultuada, Marina rebate declarações de Serra na TV
Para ganhar no primeiro turno, a candidata precisa de 50% dos votos válidos (quando não são considerados os brancos e nulos) mais um. A diferença, hoje, de Dilma para a soma dos demais candidatos é de nove pontos – a distância, porém, já chegou a 23 pontos, no tracking do último dia 12.
Hoje, 4% dos eleitores afirmam que pretendem anular ou votar em branco. Outros 9% seguem indecisos ou não revelam o candidato de sua preferência.
O levantamento divulgado nesta sexta-feira ainda não capta os efeitos do debate com os presidenciáveis no dia anterior, transmitido pela TV Globo – já que a pesquisa foi feita no mesmo dia do encontro com os candidatos. O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27.428/10.
De acordo com o tracking, Dilma Rousseff permanece à frente dos adversários em todas as regiões do País. Destaque para o Nordeste, onde ela tem 64% das preferências, seguida de Serra (18%) e Marina (8%).
O pior cenário para a ex-ministra da Casa Civil é no Sudeste. Na região, ela tem 41% das intenções de voto. Serra, que governava o Estado de São Paulo até abril, tem 28% das preferências na região, seguido pela candidata do PV, que tem 14%. A região onde o tucano tem mais votos, no entanto, é o Sul (35%). Se as eleições fossem hoje, Marina teria mais votos nas regiões Norte e Centro Oeste: 18%.
01/10/2010
16:19
PF apreende 1.600 cestas básicas que seriam trocadas por votos para Weslian
Agentes da Polícia Federal acabam de apreender 1.600 cestas básicas que seriam distribuídas a eleitores de Weslian Roriz (PSC), em troca de votos. A apreensão foi realizada na Divisão de Obras da Administração Regional de Planaltina, espécie de subprefeitura do governo do Distrito Federal. O grupo Roriz recebeu o apoio formal do governador do DF, Rogério Rosso.
16:19
PF apreende 1.600 cestas básicas que seriam trocadas por votos para Weslian
Agentes da Polícia Federal acabam de apreender 1.600 cestas básicas que seriam distribuídas a eleitores de Weslian Roriz (PSC), em troca de votos. A apreensão foi realizada na Divisão de Obras da Administração Regional de Planaltina, espécie de subprefeitura do governo do Distrito Federal. O grupo Roriz recebeu o apoio formal do governador do DF, Rogério Rosso.
Avaliação positiva do governo bate recorde com 77%, diz Ibope
Popularidade de Lula manteve-se em 85%, aponta pesquisa.
Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria.
Robson Bonin
Do G1, em Brasília
A pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta sexta-feira (1), mostra um recorde na aprovação do governo e a manutenção da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No levantamento realizado entre 25 e 27 de setembro, a aprovação do governo atingiu inéditos 77% e o desempenho pessoal de Lula manteve-se em 85%.
O Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 191 municípios e a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Em dezembro de 2009, quando a CNI divulgou o último levantamento, a popularidade do governo era de 75%.
A avaliação positiva do governo e do presidente Lula são fatores apontados pelo Ibope para justificar o desempenho da candidata do PT, Dilma Rousseff, na disputa pela Presidência da República contra o oposicionista José Serra (PSDB) e contra a candidata do PV, Marina Silva.
Na última quarta-feira, a CNI já havia divulgado parte da pesquisa referente à corrida eleitoral para a Presidência da República. Dilma Rousseff apareceu com 50% das intenções de voto contra 27% de José Serra (PSDB). Marina Silva (PV) registrou 13%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Brancos ou nulos somaram 4%. Não souberam ou não responderam, 4%. Os demais candidatos juntos somaram 1% das intenções de voto.
No cálculo de votos válidos, no qual a taxa de votos brancos, nulos e indecisos é excluída, Dilma tem 55% contra 30% de Serra e 14% de Marina. “Nesse cenário, a eleição se resolve no primeiro turno”, diz o diretor operacional da CNI, Rafael Lucchesi.
Popularidade de Lula manteve-se em 85%, aponta pesquisa.
Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria.
Robson Bonin
Do G1, em Brasília
A pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta sexta-feira (1), mostra um recorde na aprovação do governo e a manutenção da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No levantamento realizado entre 25 e 27 de setembro, a aprovação do governo atingiu inéditos 77% e o desempenho pessoal de Lula manteve-se em 85%.
O Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 191 municípios e a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Em dezembro de 2009, quando a CNI divulgou o último levantamento, a popularidade do governo era de 75%.
A avaliação positiva do governo e do presidente Lula são fatores apontados pelo Ibope para justificar o desempenho da candidata do PT, Dilma Rousseff, na disputa pela Presidência da República contra o oposicionista José Serra (PSDB) e contra a candidata do PV, Marina Silva.
Na última quarta-feira, a CNI já havia divulgado parte da pesquisa referente à corrida eleitoral para a Presidência da República. Dilma Rousseff apareceu com 50% das intenções de voto contra 27% de José Serra (PSDB). Marina Silva (PV) registrou 13%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Brancos ou nulos somaram 4%. Não souberam ou não responderam, 4%. Os demais candidatos juntos somaram 1% das intenções de voto.
No cálculo de votos válidos, no qual a taxa de votos brancos, nulos e indecisos é excluída, Dilma tem 55% contra 30% de Serra e 14% de Marina. “Nesse cenário, a eleição se resolve no primeiro turno”, diz o diretor operacional da CNI, Rafael Lucchesi.
No DF, Agnelo abre 23,3% sobre Weslian e já somaria 56% dos votos válidos
Pesquisa do instituto Exata Opinião Pública, que acaba de ser divulgada, mostra que o candidato do PT ao governo do DF, Agnelo Queiroz, atingiu 46,9% das intenções de voto, contra 24,6% atribuídos a Weslian Roriz, candidata do PSC. Toninho do PSOL está em terceiro, com 11,2%, seguido de Eduardo Brandão (PV), com 1,6%, Rodrigo Dantas (PSTU), com 0,3%, Frank Svenson (PCB) 0,2% e Newton Lins (PSL) 0,2%. Indecisos somam 10,4% e Nulos/brancos 5,1%. Neste momento, Agneto já tem 56,2% dos votos válidos, contra 29,5% da candidata do PSC. O favoritismo de Agnelo fica evidenciado também nas referências espontâneas de intenção de votos: o petista soma 38,5%, contra 19,4% de Weslian e 6,8% de Toninho do PSOL. Foram entrevistados 2 mil eleitores em todo o Distrito Federal e pesquisa foi registrada no TRE sob o nº 33648/2010.
Newton Lins desiste e apoia Agnelo Queiroz
Candidato da Coligação Quero Mudar renuncia para declarar apoio ao petista, contra Weslian Roriz
Tamanho da Fonte Redação Jornal Coletivo
Newton Lins (PSL), que até há pouco estava candidato ao governo do DF pela Coligação Quero Mudar, resolveu desistir de sua candidatura e apoiar Agnelo Queiroz (PT). A decisão aconteceu depois de uma reunião entre membros das duas coligações na noite de ontem. Com as urnas já lacradas, a foto, o nome e o número de Newton Lins estarão na urna eletrônica do domingo, mas, se ele oficializar na Justiça Eleitoral sua renúncia, os votos que receber serão anulados.
Segundo sua assessoria de imprensa, o apoio acontece, em grande parte, por repúdio à postura de Joaquim Roriz que, impedido de participar das eleições, indicou sua mulher para concorrer por ele. A ação é uma forma de tentar ajudar Agnelo a ganhar ainda no primeiro turno. Sua assessoria não soube, entretanto, se já foi acordado qualquer tipo de participação de Newton Lins ou de seu partido em um governo Agnelo.
Candidato da Coligação Quero Mudar renuncia para declarar apoio ao petista, contra Weslian Roriz
Tamanho da Fonte Redação Jornal Coletivo
Newton Lins (PSL), que até há pouco estava candidato ao governo do DF pela Coligação Quero Mudar, resolveu desistir de sua candidatura e apoiar Agnelo Queiroz (PT). A decisão aconteceu depois de uma reunião entre membros das duas coligações na noite de ontem. Com as urnas já lacradas, a foto, o nome e o número de Newton Lins estarão na urna eletrônica do domingo, mas, se ele oficializar na Justiça Eleitoral sua renúncia, os votos que receber serão anulados.
Segundo sua assessoria de imprensa, o apoio acontece, em grande parte, por repúdio à postura de Joaquim Roriz que, impedido de participar das eleições, indicou sua mulher para concorrer por ele. A ação é uma forma de tentar ajudar Agnelo a ganhar ainda no primeiro turno. Sua assessoria não soube, entretanto, se já foi acordado qualquer tipo de participação de Newton Lins ou de seu partido em um governo Agnelo.
Confronto e apresentação de propostas no último debate
Evento teve bom desempenho de Agnelo Queiroz, enquanto Weslian ‘assinou embaixo’ de todas as proposições feitas pelos seus adversários
Tamanho da Fonte Redação Jornal Coletivo
Realizado hoje pelo SBT, o último debate entre os candidatos ao GDF foi marcado pelos atritos entre Agnelo Queiroz (PT) e Toninho (PSOL) e a política paz e amor dos candidatos Eduardo Brandão (PV) e Weslian Roriz (PSC). O debate conseguiu mostrar posições diferentes dos aspirantes ao Buriti, que tiveram o último contato com os eleitores pela televisão.
Foto: Toninho Tavares
Os candidatos nos estúdios do SBT, durante intervalo no debate entre eles hoje. Agnelo se destacou e foi o melhor entre os debatedoresNo primeiro bloco, os candidatos responderam à mesma pergunta, que tratava da primeira medida que tomariam caso eleitos. O primeiro foi Brandão, que prometeu adotar medidas nas áreas básicas. Logo depois, Toninho prometeu um governo honesto e investimentos em áreas consideradas prioritárias. O terceiro foi Agnelo, que afirmou que combaterá a crise política e moral que assolou Brasília nos últimos meses, reafirmou que assumirá a Secretaria de Saúde e acabará com a “bagunça”. Por último, foi a vez de Weslian, que usou apenas um minuto e 20 segundos do seu tempo para prometer que dará amor às famílias.
No segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si, com direito a réplica e tréplica. O bloco foi marcado por Toninho e Agnelo, em meio à matéria de hoje do Correio Braziliense em que Maninha, ex-secretária de Saúde e esposa de Toninho, tem seu nome envolvido no sumiço de dinheiro do órgão. No fim do bloco Weslian perguntou a Agnelo sobre a Copa de 2014 em Brasília e, ao fim da resposta do petista, a candidata concordou com ele.
No terceiro bloco, os candidatos novamente trocaram perguntas e falaram sobre educação, energia limpa, entre outros assuntos. A pergunta de maior impacto foi de Brandão para Weslian, que teve de responder aos motivos que a levaram a se tornar candidata mesmo sem preparo e se a decisão partira de Joaquim Roriz (PSC). “Não foi decisão do meu marido. A decisão foi minha. Nunca fui alheia [aos seus governos] sempre participei e fui eu quem decidi”, respondeu.
O último bloco foi reservado às considerações finais. Dona Weslian prometeu governar ao lado de Jofran Frejat (PR), seu vice e do seu marido Roriz. Agnelo afirmou que faltam três dias para resgatar um sonho e que a Saúde é prioridade. Toninho pediu para que o eleitor vote no melhor para a cidade e afirmou que o Correio se comportou de forma fascista e antiética. Por último, Brandão disse que Brasília já foi a melhor cidade para se viver e que o eleitor deve entrar na “onda verde”.
Só Weslian não quis dar entrevista depois do evento
Depois do debate, Agnelo disse aos jornalistas presentes que candidato que está sendo investigado ou que tem dívidas com a Justiça não terá participação no seu governo. A candidata Weslian, escoltada por um segurança da emissora e pelo seu assessor de imprensa Paulo Fona, se recusou a falar com a imprensa. Já Toninho voltou a criticar a matéria do Correio a três dias da votação e afirmou que a “guerra está aberta”.
Brandão disse que o horário não era propício para o comportamento que seus adversários tiveram diante das câmeras, já que toda a família se reúne diante da TV e afirmou que ganhou pontos com o confronto entre seus adversários, além de criticar a candidatura de Weslian Roriz.
Evento teve bom desempenho de Agnelo Queiroz, enquanto Weslian ‘assinou embaixo’ de todas as proposições feitas pelos seus adversários
Tamanho da Fonte Redação Jornal Coletivo
Realizado hoje pelo SBT, o último debate entre os candidatos ao GDF foi marcado pelos atritos entre Agnelo Queiroz (PT) e Toninho (PSOL) e a política paz e amor dos candidatos Eduardo Brandão (PV) e Weslian Roriz (PSC). O debate conseguiu mostrar posições diferentes dos aspirantes ao Buriti, que tiveram o último contato com os eleitores pela televisão.
Foto: Toninho Tavares
Os candidatos nos estúdios do SBT, durante intervalo no debate entre eles hoje. Agnelo se destacou e foi o melhor entre os debatedoresNo primeiro bloco, os candidatos responderam à mesma pergunta, que tratava da primeira medida que tomariam caso eleitos. O primeiro foi Brandão, que prometeu adotar medidas nas áreas básicas. Logo depois, Toninho prometeu um governo honesto e investimentos em áreas consideradas prioritárias. O terceiro foi Agnelo, que afirmou que combaterá a crise política e moral que assolou Brasília nos últimos meses, reafirmou que assumirá a Secretaria de Saúde e acabará com a “bagunça”. Por último, foi a vez de Weslian, que usou apenas um minuto e 20 segundos do seu tempo para prometer que dará amor às famílias.
No segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si, com direito a réplica e tréplica. O bloco foi marcado por Toninho e Agnelo, em meio à matéria de hoje do Correio Braziliense em que Maninha, ex-secretária de Saúde e esposa de Toninho, tem seu nome envolvido no sumiço de dinheiro do órgão. No fim do bloco Weslian perguntou a Agnelo sobre a Copa de 2014 em Brasília e, ao fim da resposta do petista, a candidata concordou com ele.
No terceiro bloco, os candidatos novamente trocaram perguntas e falaram sobre educação, energia limpa, entre outros assuntos. A pergunta de maior impacto foi de Brandão para Weslian, que teve de responder aos motivos que a levaram a se tornar candidata mesmo sem preparo e se a decisão partira de Joaquim Roriz (PSC). “Não foi decisão do meu marido. A decisão foi minha. Nunca fui alheia [aos seus governos] sempre participei e fui eu quem decidi”, respondeu.
O último bloco foi reservado às considerações finais. Dona Weslian prometeu governar ao lado de Jofran Frejat (PR), seu vice e do seu marido Roriz. Agnelo afirmou que faltam três dias para resgatar um sonho e que a Saúde é prioridade. Toninho pediu para que o eleitor vote no melhor para a cidade e afirmou que o Correio se comportou de forma fascista e antiética. Por último, Brandão disse que Brasília já foi a melhor cidade para se viver e que o eleitor deve entrar na “onda verde”.
Só Weslian não quis dar entrevista depois do evento
Depois do debate, Agnelo disse aos jornalistas presentes que candidato que está sendo investigado ou que tem dívidas com a Justiça não terá participação no seu governo. A candidata Weslian, escoltada por um segurança da emissora e pelo seu assessor de imprensa Paulo Fona, se recusou a falar com a imprensa. Já Toninho voltou a criticar a matéria do Correio a três dias da votação e afirmou que a “guerra está aberta”.
Brandão disse que o horário não era propício para o comportamento que seus adversários tiveram diante das câmeras, já que toda a família se reúne diante da TV e afirmou que ganhou pontos com o confronto entre seus adversários, além de criticar a candidatura de Weslian Roriz.
Vídeo confirma nosso 'furo' sobre manobra para afastar Ayres Britto do caso Roriz
20:44 30.09.2010 - Atualizado à 00:07 - Gravação em vídeo, divulgada nesta quinta-feira, confirma revelação desta coluna, em 16 de setembro último, sobre entendimentos mantidos pelo ex-candidato a governador do DF Joaquim Roriz com o advogado Adriano Borges, genro do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, para tornar o magistrado impedido de participar do julgamento do seu recurso no STF. O impedimento seria configurado com o simples ingresso de Borges no processo como um dos advogados de Roriz. Ele mantém um escritório de advocacia com sua mulher, Adriele, filha do ministro. Quando esta coluna apurava a notícia, Adriano Borges declarou que apenas havia sido “consultado” sobre a hipótese de atuar no caso e que recebera um advogado de Roriz para “ser gentil com o colega”, mas que recusou a oferta de trabalho.
Genro de ministro se ofereceu - Eládio Carneiro, advogado de Roriz, afirmou que Adriano foi quem se ofereceu para atuar no caso e que pedira “uma fortuna” a título de honorários, o que inviabilizou a parceria. Esta coluna divulgou inclusive e-mails de Adriano Borges informando seus dados para a procuração em que a defesa de Roriz subestabeleceria para ele a tarefa de defender o então cadidato.
Ayres Britto ainda não era relator - Toda a negociação ocorreu entre a impugnação da candidatura, no Tribunal Superior Eleitoral, e a apresentação do recurso extraordinário no STF. O ministro Carlos Ayres Brito já não integrava o TSE e ainda não havia sido indicado relator do caso no Supremo. Como o ministro já manifestara posição favorável à vigência imediata da Lei do Ficha Limpa, na ocasião já era listado entre os votos contrários à pretensão de Roriz, por isso torná-lo impedido abriria caminho para que o então candidato saísse vitorioso do STF.
Gravação revela a negociação - A gravação mostra uma reunião entre Joaquim Roriz e Adriano Borges, na tarde de 3 de setembro, no escritório do ex-governador, em sua casa no Setor de Mansões Park Way, de Brasília.
Adriano Borges: “Eu posso então colocar esse pro-labore e o êxito... Eu preciso fazer um ajuste com meu pessoal”.
Joaquim Roriz: “Eu gostaria da sinceridade sobre o voto do seu sogro”.
Adriano Borges: “A única coisa que eu tô precisando é que ele não leve... Com isso, ele não vai participar... Tá impedido”.
Joaquim Roriz: “Então é o êxito”.
Em seguida, Roriz comemora: “Com isso eu ganho folgado”.
Queixa-crime contra ministro, filha e genro - O advogado Eri Varela, ligado a Roriz, anunciou que vai ingressar nesta sexta-feira no Supremo com uma queixa-crime contra o ministro Carlos Ayres Britto, sua filha, Adriele, e o genro, Adriano Borges. Varela foi quem apresentou a gravação em que Adriano e o então candidato discutem uma forma de interferir no resultado do julgamento que o STF faria sobre recurso que o ex-governador moveu contra sua inclusão na lei do Ficha Limpa decidida pela Justiça Eleitoral. No video, Borges e Roriz negociam honorários de R$ 4,5 milhões. Eri Varela diz ainda que a representação incluirá o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, cujo nome é citado num trecho do vídeo.
Debate na Globo: Dilma ganhou em termos de conquista e confirmação de votos
Melhores momentos de Dilma no debate da TV Globo
Para quem já assistiu os outros debates, este foi morno, porque não teve surpresas, as perguntas não foram tão polêmicas, os candidatos repetiram muito do que já disseram nos outros debates, e apenas umas poucas respostas foram mais acaloradas. Evitou-se agressões pessoais e baixaria, a exceção de Serra que deixou escapar um "coice" em Marina.
Ninguém deve ter tirado votos dos outros a ponto de mexer muito no atual quadro.
É bem provável que Dilma tenha recuperado os votos que, dizem, havida perdido.
Ninguém se sobressaiu muito perante os indecisos.
Nesse contexto, melhor para Dilma, por ser a candidata que representa a continuação do governo Lula. Basta um indeciso não ver uma clara vantagem nos outros candidatos, que é grande a chance dele votar em Dilma.
Dilma ganhou no conteúdo e na mensagem. Não cometeu nenhum deslize, neutralizou bem as investidas de Marina, e passou sua mensagem propositiva como nenhum adversário conseguiu.
Serra foi o candidato do contra, e derrapou feio quando deu "coice" em Marina
Serra não foi tão mal como das outras vezes, mas foi mal. Foi o candidato errado na hora errada. Ao fazer oposição sistemática à um governo que só 4% reprovam, quanto melhor seu desempenho como opositor, pior seu desempenho nas urnas.
Como Serra e seus marqueteiros sabem disso, deve ter sido um gesto calculado de desespero, tipo tudo ou nada: deve acreditar que já não tem mais votos a perder, e que só resta agora tentar tirar votos de Dilma, mesmo que vá para Marina, Plínio ou seja lá quem for.
O erro de cálculo de Serra pode ser o eleitor indeciso enxergar Dilma como vítima de um ardil. Serra usou e abusou de criticá-la de forma desleal, escolhendo Marina ou Plínio para perguntar, e criticando Dilma na réplica. Errou a mão, deu para o telespectador perceber o jogo desleal e trapaceiro, porque ele não escolhia perguntar para Dilma, e ficava criticando ela pelas costas, quando ela não podia se defender.
Serra também sofre o problema de mentir, o que é percebido sobretudo pelos paulistas: quando critica o governo federal em temas como saúde, segurança, falta de moradias, catástrofes, metrô, transporte, funcionalismo, e diz que vai resolver tudo isso no Brasil inteiro, perde eleitores em São Paulo, porque sua gestão como governador e prefeito, deixou muito a desejar em todas essas áreas. O paulista sabe das promessas não cumpridas dele como prefeito e governador, e que não terá como cumprir como presidente.
Além disso, ele perde eleitores mais esclarecidos ao mentir, quando criticou tarifas como de telefone, cujas agências reguladoras apenas conferem o reajuste, porque o índice foi determinado no contrato de concessão durante as privatizações, até que se renove as concessões.
Por fim teve um momento acima do tom, quando distribuiu um coice em Marina, ao dizer “Não use sua régua pra medir os outros”... porque não gostou da pergunta de Marina questionando ele por só agora defender o bolsa-família, quando os tucanos e o DEMos tem um histórico de criticar o programa.
Enfim, Serra deve ter sido quem mais perdeu votos.
Dilma levou a melhor contra Marina e foi a mais propositiva
Dilma duelou contra 3, mas os 3 não tinham munição suficiente para abalá-la. E ainda pode ter tirado vantagem do fato, por ter ficado na posição de vítima de um linchamento.
Quando Serra, Marina e Plínio perguntaram entre si, Serra atacou Dilma sistematicamente sem que ela tivesse direito de se defender. Marina e Plínio, algumas vezes, entraram nesse jogo.
Apesar dessa desvantagem numérica, Dilma se saiu bem. De novo, quando teve a palavra, fixou-se na agenda positiva do governo, defendendo o "Minha Casa, Minha Vida", o PAC, a geração de empregos, as ferrovias, os programas sociais, as UPP's. Foi a candidata que deu mais motivos a um eleitor para votar nela.
Ela foi muito feliz logo na primeira pergunta.
Marina perguntou sobre o trabalho informal.
Dilma fez a festa, falando dos recordes de empregos gerados no governo Lula, em torno de 15 milhões até o final do ano, e destacou também aumento do crédito durante o governo Lula e o combate à crise. Fez um golaço.
Marina perdeu um pouco o rumo, e tentou dar uma de jornalista do PIG, dizendo que ela não respondeu (respondeu sim, pois geração de empregos formais é a solução da informalidade), e Marina foi pior na réplica ao defender, ainda que disfarçadamente, o discurso neoliberal de seu vice, de que é preciso sacrificar direitos trabalhistas para "facilitar a contratação".
Dilma defendeu a manutenção dos direitos trabalhistas, e o crescimento para continuar gerando empregos. Fez outro golaço.
Em outros embates com Marina, Dilma também foi bem ao falar em soluções práticas, concretas, para problemas reais da população. Era uma forma de denunciar o discurso rebuscado de transversalidade de Marina (que agrada muita gente), mas desinformado e vazio de respostas que os brasileiros precisam para seus problemas.
Ao responder Plínio sobre partidos e transparência nas doações de campanha, disse: "Nós registramos todas as doações, que são oficiais na minha campanha, todas elas, no Tribunal Superior Eleitoral".
A platéia riu, e Dilma deu uma resposta brilhante, de improviso:
"E gostaria de deixar claro que todas as doações são oficiais. Lamento os risos de quem tem outras práticas. A minha não é essa".
Marina: fixação em princípios e desinformação
Marina apostou mais na imagem do que no conteúdo. De certa forma ela consegue fazer o que Serra tentou a campanha inteira: angariar votos apenas com a imagem pessoal, numa espécie de populismo sustentável.
Diversificou o discurso para além dos temas ambientais (apesar de sempre recorrer à eles quando não tinha respostas), e usou e abusou do artifício de falar rebuscado, falando apenas em princípios, mas apostando na desinformação sobre logística, PAC, ferrovias, sem propostas de governo. Talvez impressione desavisados, mas perde consistência entre eleitores bem informados e que estão interessados em respostas para os assuntos abordados.
Marina deve ter tirado votos de Serra, mas não deve ter tirado votos de Dilma, pelo contrário. É mais fácil que Dilma tenha tirado votos de Marina, porque nos embates diretos entre as duas, Dilma saiu-se melhor, e apresentou respostas ao eleitor.
Plínio foi Plínio
Plínio foi melhor do que no debate anterior, e se aproximou do desempenho dos primeiros debates, abdicando das piadas. Fugiu do populismo denuncista que usou no último debate, e foi bastante ideológico, fiel a seu eleitorado. Fez um bonita consideração final. Mas deve ter ficado com seu mesmo eleitorado fiel que já tinha.
Quem não viu os outros debates, pode ter uma percepção um pouco diferente, ao ver os candidatos debatendo pela primeira vez, mas não deve fugir muito desta visão que tivemos.
Em tempo: Dilma pouco citou o presidente Lula, e muita gente deve achar que foi um erro. Não foi. Acredito que pesquisas devem atestar que todo mundo já sabe que ela é a candidata dele. Então passa a ser mais importante realçar ela mesma.
Melhores momentos de Dilma no debate da TV Globo
Para quem já assistiu os outros debates, este foi morno, porque não teve surpresas, as perguntas não foram tão polêmicas, os candidatos repetiram muito do que já disseram nos outros debates, e apenas umas poucas respostas foram mais acaloradas. Evitou-se agressões pessoais e baixaria, a exceção de Serra que deixou escapar um "coice" em Marina.
Ninguém deve ter tirado votos dos outros a ponto de mexer muito no atual quadro.
É bem provável que Dilma tenha recuperado os votos que, dizem, havida perdido.
Ninguém se sobressaiu muito perante os indecisos.
Nesse contexto, melhor para Dilma, por ser a candidata que representa a continuação do governo Lula. Basta um indeciso não ver uma clara vantagem nos outros candidatos, que é grande a chance dele votar em Dilma.
Dilma ganhou no conteúdo e na mensagem. Não cometeu nenhum deslize, neutralizou bem as investidas de Marina, e passou sua mensagem propositiva como nenhum adversário conseguiu.
Serra foi o candidato do contra, e derrapou feio quando deu "coice" em Marina
Serra não foi tão mal como das outras vezes, mas foi mal. Foi o candidato errado na hora errada. Ao fazer oposição sistemática à um governo que só 4% reprovam, quanto melhor seu desempenho como opositor, pior seu desempenho nas urnas.
Como Serra e seus marqueteiros sabem disso, deve ter sido um gesto calculado de desespero, tipo tudo ou nada: deve acreditar que já não tem mais votos a perder, e que só resta agora tentar tirar votos de Dilma, mesmo que vá para Marina, Plínio ou seja lá quem for.
O erro de cálculo de Serra pode ser o eleitor indeciso enxergar Dilma como vítima de um ardil. Serra usou e abusou de criticá-la de forma desleal, escolhendo Marina ou Plínio para perguntar, e criticando Dilma na réplica. Errou a mão, deu para o telespectador perceber o jogo desleal e trapaceiro, porque ele não escolhia perguntar para Dilma, e ficava criticando ela pelas costas, quando ela não podia se defender.
Serra também sofre o problema de mentir, o que é percebido sobretudo pelos paulistas: quando critica o governo federal em temas como saúde, segurança, falta de moradias, catástrofes, metrô, transporte, funcionalismo, e diz que vai resolver tudo isso no Brasil inteiro, perde eleitores em São Paulo, porque sua gestão como governador e prefeito, deixou muito a desejar em todas essas áreas. O paulista sabe das promessas não cumpridas dele como prefeito e governador, e que não terá como cumprir como presidente.
Além disso, ele perde eleitores mais esclarecidos ao mentir, quando criticou tarifas como de telefone, cujas agências reguladoras apenas conferem o reajuste, porque o índice foi determinado no contrato de concessão durante as privatizações, até que se renove as concessões.
Por fim teve um momento acima do tom, quando distribuiu um coice em Marina, ao dizer “Não use sua régua pra medir os outros”... porque não gostou da pergunta de Marina questionando ele por só agora defender o bolsa-família, quando os tucanos e o DEMos tem um histórico de criticar o programa.
Enfim, Serra deve ter sido quem mais perdeu votos.
Dilma levou a melhor contra Marina e foi a mais propositiva
Dilma duelou contra 3, mas os 3 não tinham munição suficiente para abalá-la. E ainda pode ter tirado vantagem do fato, por ter ficado na posição de vítima de um linchamento.
Quando Serra, Marina e Plínio perguntaram entre si, Serra atacou Dilma sistematicamente sem que ela tivesse direito de se defender. Marina e Plínio, algumas vezes, entraram nesse jogo.
Apesar dessa desvantagem numérica, Dilma se saiu bem. De novo, quando teve a palavra, fixou-se na agenda positiva do governo, defendendo o "Minha Casa, Minha Vida", o PAC, a geração de empregos, as ferrovias, os programas sociais, as UPP's. Foi a candidata que deu mais motivos a um eleitor para votar nela.
Ela foi muito feliz logo na primeira pergunta.
Marina perguntou sobre o trabalho informal.
Dilma fez a festa, falando dos recordes de empregos gerados no governo Lula, em torno de 15 milhões até o final do ano, e destacou também aumento do crédito durante o governo Lula e o combate à crise. Fez um golaço.
Marina perdeu um pouco o rumo, e tentou dar uma de jornalista do PIG, dizendo que ela não respondeu (respondeu sim, pois geração de empregos formais é a solução da informalidade), e Marina foi pior na réplica ao defender, ainda que disfarçadamente, o discurso neoliberal de seu vice, de que é preciso sacrificar direitos trabalhistas para "facilitar a contratação".
Dilma defendeu a manutenção dos direitos trabalhistas, e o crescimento para continuar gerando empregos. Fez outro golaço.
Em outros embates com Marina, Dilma também foi bem ao falar em soluções práticas, concretas, para problemas reais da população. Era uma forma de denunciar o discurso rebuscado de transversalidade de Marina (que agrada muita gente), mas desinformado e vazio de respostas que os brasileiros precisam para seus problemas.
Ao responder Plínio sobre partidos e transparência nas doações de campanha, disse: "Nós registramos todas as doações, que são oficiais na minha campanha, todas elas, no Tribunal Superior Eleitoral".
A platéia riu, e Dilma deu uma resposta brilhante, de improviso:
"E gostaria de deixar claro que todas as doações são oficiais. Lamento os risos de quem tem outras práticas. A minha não é essa".
Marina: fixação em princípios e desinformação
Marina apostou mais na imagem do que no conteúdo. De certa forma ela consegue fazer o que Serra tentou a campanha inteira: angariar votos apenas com a imagem pessoal, numa espécie de populismo sustentável.
Diversificou o discurso para além dos temas ambientais (apesar de sempre recorrer à eles quando não tinha respostas), e usou e abusou do artifício de falar rebuscado, falando apenas em princípios, mas apostando na desinformação sobre logística, PAC, ferrovias, sem propostas de governo. Talvez impressione desavisados, mas perde consistência entre eleitores bem informados e que estão interessados em respostas para os assuntos abordados.
Marina deve ter tirado votos de Serra, mas não deve ter tirado votos de Dilma, pelo contrário. É mais fácil que Dilma tenha tirado votos de Marina, porque nos embates diretos entre as duas, Dilma saiu-se melhor, e apresentou respostas ao eleitor.
Plínio foi Plínio
Plínio foi melhor do que no debate anterior, e se aproximou do desempenho dos primeiros debates, abdicando das piadas. Fugiu do populismo denuncista que usou no último debate, e foi bastante ideológico, fiel a seu eleitorado. Fez um bonita consideração final. Mas deve ter ficado com seu mesmo eleitorado fiel que já tinha.
Quem não viu os outros debates, pode ter uma percepção um pouco diferente, ao ver os candidatos debatendo pela primeira vez, mas não deve fugir muito desta visão que tivemos.
Em tempo: Dilma pouco citou o presidente Lula, e muita gente deve achar que foi um erro. Não foi. Acredito que pesquisas devem atestar que todo mundo já sabe que ela é a candidata dele. Então passa a ser mais importante realçar ela mesma.
Após debate da TV Globo, Marina fala em tom de derrota
Era 1h10 da madrugada quando a candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, entrou na área de imprensa do debate da TV Globo para conceder entrevista.
Sem citar nomes, ela criticou seus dois principais adversários, mas praticamente assumiu a derrota:
"Sei que existem aqueles que até podem ir para o segundo turno. Aqueles que vão ganhar perdendo porque fizeram alianças incoerentes e inconsistentes. E aqueles que vão perder perdendo porque fizeram um festival de promessas que não se sustentam", afirmou Marina, referindo-se a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), respectivamente. "Se eu perder, perco ganhando", completou. (Do Correio Brasiliense)
Era 1h10 da madrugada quando a candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, entrou na área de imprensa do debate da TV Globo para conceder entrevista.
Sem citar nomes, ela criticou seus dois principais adversários, mas praticamente assumiu a derrota:
"Sei que existem aqueles que até podem ir para o segundo turno. Aqueles que vão ganhar perdendo porque fizeram alianças incoerentes e inconsistentes. E aqueles que vão perder perdendo porque fizeram um festival de promessas que não se sustentam", afirmou Marina, referindo-se a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), respectivamente. "Se eu perder, perco ganhando", completou. (Do Correio Brasiliense)
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