terça-feira, 5 de outubro de 2010

Em reunião com membros da coligação, Agnelo pede o apoio de outros partidos

Em reunião com representantes de 13 partidos da coligação Um Novo Caminho, o candidato Agnelo Queiroz (PT) agradeceu os esforços na campanha do primeiro turno e traçou as estratégias para o segundo. O encontro teve início às 9h, na casa do presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), Roberto Wagner, no Lago Sul, e terminou por volta das 10h30. Na reta final, dois outros partidos anuciaram apoio: PPL e PSL.




O petista afirmou que vai tentar aproximação com outros partidos, inclusive com o de Toninho do PSol, que já declarou que votará nulo. "Passei 45 dias apanhando durante a disputa, isso é normal. Cada um tem que definir seu projeto. Mas agora, como estamos no segundo turno, é importante que as pessoas se posicionem", cobra Agnelo. O apoio do PV de Eduardo Brandão também é alvo dos interesses do PT, mas o ex-candidato do Partido Verde ainda não manifestou preferência.

PT e Roriz vão para o cara a cara no segundo turno das eleições no DF Durante a reunião, Agnelo destacou a importancia de todos trabalharem intensivamente no segundo turno. O candidato demonstrou confiança e garantiu que vai manter o mesmo ritmo adotado desde o início: corpo a corpo junto à população. Uma das estratégias que ficaram definidas foi o reforço da campanha para ampliar a margem nas cidades em que não venceu e manter os votos garantidos onde ganhou.



Após o encontro, Agnelo seguiu até a casa de José Antônio Reguffe, eleito deputado federal com mais de 250 mil votos, pedir pessoalmente que ele reforce a campanha na reta final. A estratégia é convocar os deputados distritais e federais, eleittos ou não, para atuar na disputa. De acordo com coordenadores da campanha, a agenta de Agnelo será independente, para otimizar o campo de atuação deles.
Lula entra nas negociações por apoio de Marina




O ministro Alexandre Padilha, disse que Lula entrará nas negociações pelo apoio de Marina Silva no 2º turno:



"A coordenação de campanha, o presidente, todo mundo vai conversar. Vamos fazer conversas com a Marina, tanto os ministros que foram colegas dela e os governadores que foram colegas dela...



... A coordenação da campanha está pensando a estratégia de conversa com a Marina. A Marina foi ministra do nosso governo, tem vários governadores e senadores eleitos que foram companheiros de ministério da Marina, outros foram companheiros de Senado da Marina, parceiros, senadores reeleitos. O próprio presidente do partido, o nosso coordenador da campanha, o Dutra, foi colega de Senado da Marina. Então nós vamos conversar, sim, com a companheira Marina, não só com ela, mas também com o conjunto de partidos que apoiaram, com as associações e organizações que a apoiaram", explicou Padilha.

Padre Leo criticando Serra e FHC por permitir o aborto no Brasil

O fim da maldição no Senado


Artigos em 05/10/2010 às 8:56



senadores





Por Marcello Xavier*



Desde que o Distrito Federal ganhou autonomia política - e o brasiliense conquistou o direito de escolher pelo voto direto seus candidatos - nunca um senador eleito na nova capital do país começou e terminou um mandato de oito anos no Senado Federal. A história da política no DF envolvendo os senadores é marcada por morte, cassações e renúncias.



Primeiro senador eleito pelo DF em 1990, Valmir Campelo (PTB) se licenciou do cargo para disputar o governo local em 1994 contra Cristovam Buarque (PT). Depois da derrota nas urnas, retomou as atividades parlamentares. Três anos depois renunciou ao mandato após ser indicado pelo Senado Federal ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).



Segundo senador eleito em Brasília na disputa de 1994 Lauro Campos mudou do PT para o PDT durante o mandato. Quase completou as duas legislaturas (oito anos). Morreu em janeiro de 2003.



O então deputado distrital Luiz Estevão foi guinado ao Senado com votação histórica em 1998. Era à época um dos mais jovens senadores. Mas sua passagem pelo Congresso foi meteórica. Não durou pouco mais de um ano. Em 2000, o peemedebista acabou cassado e perdeu o mandato após ser envolvido no escândalo das obras de construção do novo Fórum do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo.



Em 2001, José Roberto Arruda à época no PSDB subiu à tribuna do Senado. Chorou pelos filhos em Plenário e implorou para ficar. Ao perceber que teria o mandato cassado, renunciou depois de revelado o escândalo da violação do painel de votação do Senado.



Paulo Octávio (PFL) também abriu mão do cargo de senador para disputar a vaga de vice-governador na chapa de Arruda ao governo do DF em 2006.



O ex-governador Joaquim Roriz - que até semana passada tentava voltar ao governo do DF - também renunciou à cadeira dele no Senado para evitar a cassação depois de ser ligado a mais um – dentre tantos – escândalo.



Quando fevereiro chegar e uma nova legislatura se iniciar no Congresso, o atual senador Cristovam Buarque (PDT) terá quebrado a “maldição do Senado”. Apesar de ter mudado de partido – começou o mandato no PT – será o único político eleito do DF que a concluir os oito anos no Senado.



A população de Brasília certamente espera que Cristavam repita o feito nos próximos anos. E que Rodrigo Rolemberg (PSB) - o segundo mais votado nesse pleito - siga o exemplo de Buarque. O DF não merece mais estar nas páginas policiais.



*Marcello Xavier é pernambucano, jornalista e morou em Brasília onde atuou como jornalista político por vários anos. Hoje mora em Natal (RN), mas continua acompanhando a política da capital.
Onda desinfetante






A contabilização dos votos para o Senado revelou derrotas para alguns dos mais influentes e conhecidos personagens do cenário político nacional. "Figurões" de oposição, tidos como barbada no início da campanha, amargaram derrotas nas urnas por todo o país.





A mais retumbante delas talvez seja a do ex-presidente nacional do PSDB, o cearense Tasso Jereissati(o homem do, tenho jatinho porque posso). O ex-governador foi uma das vozes mais raivosa da oposição no Senado durante os oito anos do governo Lula, e chegou a ser cotado para ser o vice da chapa de José Serra à Presidência da República. No final da campanha, ele acabou sendo superado pelo ex-ministro Eunício Oliveira (PMDB) e pelo petista José Pimentel (PT).





Outro crítico ferrenho do governo Lula no Senado que não conseguiu a reeleição foi o amazonense Artur Virgílio (aquele que queria dar uma surra no Presidente Lula). O tucano terminou a disputa em terceiro, sendo superado por Vanessa Grazziotin (PCdoB). A outra vaga ficou com o ex-governador Eduardo Braga (PMDB).





Outro que faz parte da oposição desde que Cabral chegou ao Brasil é que não conseguiu renovar sua vaga no Senado foi Marco Maciel. Vice-presidente durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso, acabou superado nas urnas por Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT).





Pior aconteceu com o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia. Pai do presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia(ambos do partido de Herr Jorge Bornhausen que queria cabar com a nossa raça), César Maia usou a força do seu capital político para indicar o deputado fluminense Indio da Costa (DEM-RJ) como vice na chapa de José Serra. Maia começou a campanha como um dos favoritos à vaga ao lado de Marcelo Crivella (PRB) e o ex-prefeito de Nova Iguaçú Lindberg Farias (PT) .Casar Maia, no final, amargou uma melancólica quarta colocação.





Terceira colocada na eleição presidencial de 2006 com 6.575.393 votos, a alagoana Heloísa Helena fracassou em sua tentativa de retornar ao Senado. Ela conseguiu apenas 417.636 votos dos seus conterrâneos e terminou em terceiro lugar. As duas vagas do Estado ficaram com Benedito de Lira (PP) e Renan Calheiros (PMDB).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cabo Patrício

 Os integrantes do blog Vestindo a Camisa parabenizam o deputado Cabo Patrício pela sua reeleição e por te sido o 4ºmais votado do DF. Torcemos para que tenha uma atuação brilhante como a conquistada na atual legislatura e continue a representar o Gama e a todos os moradores do DF com dignidade e honestidade.
 Agora nos uniremos para eleger o governador Agnelo Queiroz no 2º turno, bem como a presidenta Dilma.
 Parabéns deputado Cabo Patrício por mais essa conquista.

                   Equipe Veste a Camisa

Agnelo Queiroz agradece militância e se mostra confiante para segundo turno

Palanque da coligação Novo Caminho: segundo turno esvaziou a festa




Com a ida do candidato ao Governo do Distrito Federal e da postulante à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores, respectivamente, Agnelo Queiroz e Dilma Rousseff, para o segundo turno, a festa preparada para comemorar a vitória deles acabou cedo. Por volta de 21h30, as cerca de 800 pessoas que compareceram ao Ginásio Nilson Nelson começaram a deixar o local.



Mesmo com o resultado deste primeiro turno, Agnelo compareceu ao evento – ao contrário de Dilma –, onde já estavam candidatos da coligação Novo Caminho, inclusive Cristovam Buarque (PDF-DF) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), vencedores da corrida ao Senado. O postulante à chefia do executivo local, agradeceu a militância e comemorou o fato de a coligação ter conseguido eleger vários deputados federais e distritais, além dos dois senadores. Ele se disse muito satisfeito com o resultado do primeiro turno. “Não liquidamos a fatura por um ponto”.



O almejante ao Palácio do Buriti destacou sua pretensão de “encerrar um ciclo de corrupção, desorganização, falta de planejamento, bagunça e estímulo ao crime”. Para Agnelo, 70% dos votos contra o que chamou de atraso (confira, abaixo, a porcentagem de votos de cada concorrente ao GDF), demonstram que o povo está com ele. Nesta etapa, antes do segundo turno em 31 de outubro, vai fazer campanha com mais garra e determinação. “É uma honra ter metade dos votos válidos na cidade. Falta pouco para garantir o sonho da mudança. Agora vamos botar grande margem de frente”.



O vice da coligação ao GDF, Tadeu Filippelli, destacou que a aliança do grupo não foi feita por conveniência ou projeto pessoal. “Queríamos lutar por Brasília. A luta não é partidária, é pelo DF”. Apesar de ter sido vaiado por alguns, e aplaudido por outros, ele agradeceu o apoio da militância. “Começamos com nove pontos e agora tivemos 49. Vocês (referindo-se aos eleitores) nos levaram a esse lugar.”



Os vencedores na corrida ao Senado, Cristovam e Rollemberg, também discursaram. Reeleito, Cristovam disse não se sentir em condições de comemorar nada até a vitória de Agnelo. “Fui eleito, mas faço parte de um processo. Queira fazer um compromisso de estar junto. Amanhã vou estar nas ruas para o DF ter um governador de quem se orgulhe e não de quem sinta vergonha.” O senador afirmou que, ao ver que a disputa pelo GDF foi para segundo turno, sentiu-se constrangido diante dos brasileiros “que devem estar se perguntando o que está acontecendo aqui. Nós daremos a resposta em três semanas”. Cristovam declarou esperar que o Partido Verde e o Partido Socialismo e Liberdade se juntem à campanha da coligação Novo Caminho.



Rollemberg também agradeceu o que chamou de uma votação histórica. “Serei o senador de todos os partidos da coligação.” O senador eleito disse que vai retomar a campanha em apoio a candidato ao Palácio do Buriti. “Disse ao Agnelo ontem que já estava com saudades da campanha. Por quase 30 dias teremos a oportunidade de estar de novo nas ruas. Estou pronto para, amanhã, a partir de 6h, tomarmos juntos todas as ruas.”



Primeiro turno

Com 100 % das urnas apuradas, o Distrito Federal terá segundo turno para governador. O candidato petista Agnelo Queiroz, que começou a corrida eleitoral como segundo colocado, aparece com 48,41% dos votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele disputará a vaga ao Palácio do Buriti com Weslian Roriz (PSC), segunda colocada com 31,49%.



O candidato Toninho do PSol está em terceiro, com 14,25%. Em quarto aparece Eduardo Brandão (PV), com 5,64%. Rodrigo Dantas (PSTU), tem 0,2% dos votos.
2º turno: Dilma larga com 47 milhões de votos. Serra com 32,9




O resultado da eleição foi segundo turno. Faltou pouco para liquidar a eleição no primeiro turno, mas faltou.



Agora é completar o que faltou no segundo turno.



Se a maioria do eleitorado quis segundo turno, temos que respeitar a vontade do povo brasileiro, e acabar de fazer o que ficou faltando: esclarecer o que não foi esclarecido.



É hora de desintoxicar o veneno dos boatos mentirosos. Dilma e Lula sempre respeitaram, ouviram, dialogaram e negociaram com movimentos sociais, buscando consensos. Com grupos religiosos, que não deixam de ser uma forma de movimento social da sociedade organizada, também é a mesma coisa. É preciso reunir, dialogar, esclarecer, estabelecer compromissos e acabar com mal entendidos de uma vez por todas.



O segundo turno será um pouco diferente do primeiro. O "bateu, levou", pode ser aplicado, porque não há uma terceira via para correr por fora. Historicamente quando 2 candidatos brigam, muitos eleitores migram para um terceiro que corre por fora. Por isso, quando Dilma estava na frente com folga era interessante evitar a baixaria de Serra, respondendo o mínimo necessário. Quando só tem 2 na disputa, não tem para onde perder votos, e dá para responder melhor, sem perder votos.



De qualquer forma, o maior desafio é pautar a campanha para os temas políticos, com confronto dos dois projetos nacionais e suas diferenças que estão em jogo. Serra, pelo seu modus operandi, vai fugir desses temas que lhe são desfavoráveis.



Vai procurar despolitizar, desconstruir a adversária com infâmias, vai querer transformar a eleição num paredão do BBB (Big Brother Brasil).



Vai usar a imprensa para atacar na desconstrução da imagem de Dilma com difamação pelas bordas, acusando gente do PT ou do governo, soltando seus dossiês para a Folha e para a Veja, arregimentando ex-presidiários, e baixarias do gênero.



A imprensa é a artilharia. A infantaria é a internet, com sua rede de empresas pagas para fazer spam para espalhar boatos sujos, calúnias e difamação. Fizeram isso no primeiro turno. E continuarão fazendo. A campanha de Dilma tem que tratar de monitorar e reagir mais rapidamente do que no primeiro turno, tanto aos ataques da imprensa como pela internet.



A vantagem no segundo turno é que Serra não terá como se esconder, não poderá fazer perguntas pelas costas para Marina ou Plínio, nos debates. Não poderá escapar do confronto frente a frente. Não poderá esconder seu passado do que fez na constituinte, como deputado, como senador, como Ministro de FHC, como prefeito e como governador.



Dilma inicia o segundo turno com mais de 47 milhões de votos (mais do que os 46,6 milhões que Lula teve no 1º turno de 2006, apesar do eleitorado ser menor naquele ano).



Serra teve quase 33 milhões de votos (bem menos do que os 40 milhões que Alckmin teve no primeiro turno, apesar do eleitorado ser maior nesse ano).



Marina conseguiu uma excelente votação, de quase 20 milhões de votos. Bem acima das expectativas. Em termos de votação está de parabéns. Em termos políticos ainda é preciso decifrar o significado dessa vitória, e saber como ela própria vai se posicionar politicamente. De qualquer forma seus votos devem ir para Serra no caso do eleitor anti-Lula, e ir para Dilma no caso do eleitor que gosta de Lula, uma vez que se consiga desfazer os boatos que levaram muita gente a mudar o voto de Dilma para Marina.
Senado fica livra de antigos coronéis




Perderam a eleição para o senado:

- Arthur Virgílio (PSDB/AM);

- Tasso Jereissati (PSDB/CE);

- Marco Maciel (DEMos/PE);

- Heráclito Fortes (DEMos/PI);



Da leva da oposição raivosa só se reelegeu José Agripino Maia (DEMos/RN).
segunda-feira, 4 de outubro de 2010


PT e PMDB comporão folgada maioria





Se Dilma Rousseff (PT) vencer a disputa pela Presidência no segundo turno, terá no Senado uma maioria que pode facilitar a aprovação de emendas constitucionais. Os dois partidos que compõem a chapa de Dilma à Presidência, PT e PMDB, devem somar 35 senadores - 15 do PT e 20 do PMDB, contra os 8 do PT e os 18 do PMDB que compõem a bancada atual. Esses senadores, somados aos do PP, PR, PCdoB, PDT, PSB e PRB, que compuseram a bancada governista de Lula nesta legislatura, poderão somar 53 votos no plenário. Com 49, é possível a aprovação de emendas constitucionais.





O PMDB será o partido mais forte no Senado, com 20 senadores. O PT deve ficar com a segunda maior bancada, passando de oito para 15 senadores. O partido de Dilma tem um senador com quatro anos de mandato e ganha dois suplentes na mesma situação - Aníbal Dias, que substitui Tião Viana (PT), eleito governador do Acre, e Ana Rita Esgário, que é suplente de Renato Casagrande (PSB), eleito governador do Espírito Santo. O partido conseguiu emplacar o senador José Pimentel no Ceará que, junto com o pemedebista Eunício Oliveira, tiraram a vaga do senador Tasso Jereissati. Elegeu Walter Pinheiro (BA) - ele e sua companheira de chapa, Lídice da Mata (PSB), tiraram César Borges (PR) do páreo. O PT também levou para o Senado, para um mandato de oito anos, o irmão de Tião Viana, Jorge Viana (AC). Elegeu Marta Suplicy (SP), o ex-governador Wellington Dias (PI), Lindberg Farias (RJ), Gleisi Hoffman (PR), Ângela Portela (RR), Paulo Paim (RS) e Fátima Cleide (RO).





Se for somado o PTB, cujo presidente, Roberto Jefferson, se aliou a José Serra (PTB), mas a bancada normalmente se alinhou aos governistas nas duas administrações de Lula, serão mais cinco ou seis senadores (se o tucano Marconi Perillo vencer a disputa para o governo de Goiás, deixa sua cadeira para um petebista) que poderão compensar eventuais traições da "bancada oposicionista" do PMDB. Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE), que mantém uma posição independente em relação ao partido de Michel Temer, serão reforçados pela eleição do ex-governador de Santa Catarina, Luiz Henrique.





Os aliados ao candidato José Serra (PSDB) tiveram um desempenho fraco nessas eleições para o Senado. O PSDB perdeu numericamente - sairá dos atuais 14 para nove ou dez, dependendo da vitória ou derrota do senador Marconi Perillo na disputa do segundo turno ao governo de Goiás - e saiu do 3 de outubro sem lideranças importantes no Senado. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), perdeu para a candidata do PCdoB, Vanessa Grazziottin, e para o ex-governador Eduardo Braga (PMDB). O ex-presidente do PSDB, Tasso Jereissati, perdeu sua vaga para Eunício Lima (PMDB) e José Pimentel (PT). É sua primeira derrota, desde que iniciou a carreira política.





O DEM também perdeu duplamente. Sua bancada caiu de 14 senadores para 6 - e nessa batalha eleitoral deixou para trás Marco Maciel (PE), que teve sua primeira derrota na vida política, e Heráclito Fortes (PI). Marco Maciel foi um dos fundadores do partido. Era da Arena, o partido de apoio ao governo militar, foi para o PDS, que o sucedeu, e foi um dos líderes da dissidência que elegeu Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985, e posteriormente fundou o PFL.





Não foi reeleito também o senador Efraim de Morais (DEM-PB). A vitória do DEM na disputa por dois governos de Estado também beneficiou a bancada dilmista: Rosalba Ciarlini (RN) e Raimundo Colombo (SC) tinham mais quatro anos de mandato no Senado e serão obrigados a renunciar para assumir os governos. Ambos deixam suas cadeiras para os pemedebistas Garibaldi Alves (pai) e Casildo Maldaner, seus suplentes.





Se PSDB, DEM, PSOL, PMN, PPS e PSC, partidos que fizeram oposição a Lula, constituírem um bloco, somarão apenas 20 ou 21 senadores, com algum reforço da bancada antipetista do PMDB. Serão 9 ou 10 do PSDB, 6 do DEM, dois do PSOL, um do PMN, um do PPS - o ex-presidente da República Itamar Franco (MG) - e 1 do PSC.





O PTB deve manter senadores com posições absolutamente autônomas em relação à direção do partido. Fernando Collor, que não deverá ir a segundo turno nas eleições para o governo de Alagoas, volta ao plenário do Senado. Ele esteve afinado com o PT no processo eleitoral. Gim Argello (DF), que tem mais quatro anos de mandato, é alinhado ao governo. O ex-governador do Piauí, João Claudino, que levou uma das duas vagas do Estado, também se aliou com Dilma Rousseff (PT) nas eleições. Armando Pinheiro Neto, eleito em Pernambuco, é governista.





Na bancada que foi para as eleições apoiando Dilma Rousseff, mantém-se forte o presidente do Senado, José Sarney. Ele elegeu dois senadores de seu grupo no Maranhão, Edson Lobão e João Alberto, ambos do PMDB, e Gilvam Borges no Amapá. No caso do Amapá, o principal adversário do grupo de Sarney no Estado, João Capiberibe, teve sua candidatura impugnada pelo TSE, pela Lei Ficha Limpa, mas sua exclusão do pleito facilitou a eleição do candidato do PSOL, Randolfe Rodrigues.





Outro Estado que sofreu o efeito Ficha Limpa foi a Paraíba. Com a candidatura impugnada, saiu do pleito o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), abrindo espaço para a eleição de dois pemedebistas, Vital do Rego Filho e Wilson Santiago (PMDB).Valor

domingo, 3 de outubro de 2010

Deputados federais


Reguffe (PDT) - 266,3 mil votos

Paulo Tadeu (PT) - 164,4 mil

Magela (PT) - 82,3 mil

Érika Kokay (PT) - 72,6 mil



Jaqueline Roriz (PMN) - 99,9 mil

Izalci (PR) - 97,8 mil

Ronaldo Fonseca (PR) - 67,8 mil



Pitiman (PMDB) - 51,4 mil



Observação: 99,95% dos votos apurados
03/10/2010 18h56 - Atualizado em 03/10/2010 19h04


DF elege Cristovam e Rollemberg para o Senado

Com 89,47% das urnas apuradas, candidato do PDT tinha 37,31% dos votos.

Com 33,15% dos votos pelo TSE, candidato do PSB também se elegeu.

Do G1, em São Paulo



imprimir Os candidatos Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) foram eleitos neste domingo (3) para o Senado pelo Distrito Federal.



A eleição de ambos foi definida com 89,47% das urnas apuradas, às 18h53.



Buarque registrava 37,31% dos votos e Rollemberg, 33,15%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Agnelo e Weslian disputarão segundo turno ao governo do DF






Publicação: 03/10/2010 19:58 Atualização: 03/10/2010 20:26



Com 99.95 % das urnas apuradas, Distrito Federal terá segundo turno para governador. O candidato petista Agnelo Queiroz aparece com 48.41% dos votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele disputará a vaga ao Palácio do Buriti com Weslian Roriz (PSC), segunda colocada com 31.49%.



O candidato Toninho do PSol está em terceiro, com 14.25%. Em quarto aparece Eduardo Brandão (PV), com 5.64%. Rodrigo Dantas (PSTU), tem 0,2% dos votos.



Agnelo chegou ao Ginásio Nilson Nelson, por volta de 20h, acompanhado dos filhos e esposa. No local, há uma festa preparada para os candidatos da Coligação Novo Caminho. Ele deve falar em istantes sobre a ida para o segundo turno.



Weslian Roriz também deve falar em instantes. Ela acompanhou a apuração em sua residência, no Park Way, e abriu os portões ao eleitores. No momento, os militantes fazem fazem uma festa em comemoração a ida da mulher do ex-governador Joaquim Roriz para o segundo turno.