quarta-feira, 23 de junho de 2010

FORA SERRA

Cotado para vice de Serra, Guerra nomeia "fantasmas" no SenadoDE SÃO PAULO

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Presidente do PSDB e um dos principais cotados para ser vice na chapa de José Serra à Presidência, o senador Sérgio Guerra (PE) emprega uma família de funcionários "fantasmas" no Senado, informa reportagem de Breno Costa, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).



Segundo a reportagem, oito parentes de Caio Mário Mello Costa Oliveira, uma espécie de "faz-tudo" do senador, foram nomeados em seu escritório de apoio em Recife, mas não dão expediente nem são conhecidos por quem trabalha lá. Cinco foram nomeados no mesmo dia, em 17 de setembro de 2009. Juntos, recebem cerca de R$ 20 mil mensais.



A Folha informa que mesmo Caio Mário Mello Costa Oliveira, que efetivamente assessora o senador, não dá expediente no escritório, pelo qual é nomeado. Sérgio Guerra nomeou dois filhos, dois irmãos, três sobrinhos e uma cunhada de Caio Mário, todos como assessores parlamentares.



OUTRO LADO



Em entrevista por telefone e por escrito, Sérgio Guerra afirmou que todos os funcionários comissionados lotados no escritório dão "suporte" às suas atividades de senador em todo o Estado.



"Você acha que eu pago eles para quê? Para chupar chiclete? Eles me ajudam na política, no meu trabalho lá, de um jeito ou de outro."



O senador confirmou que seu único escritório de apoio em Pernambuco é o que foi visitado pela reportagem, em Boa Viagem, em Recife. Ao ser informado de que apenas uma secretária trabalhava no escritório, Guerra disse que ali é o local de suas "atividades mais fechadas".



Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas

PT vai entrar com ação de danos morais contra José Serra

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, anunciou na noite desde terça-feira (22), que o partido entrará amanhã com uma ação de danos morais contra José Serra, do PSDB. O pedido de reparação judicial tem como base as acusações de Serra de que o PT e a candidata Dilma Rousseff, teriam ordenado a fabricação de dossiês contra membros da campanha tucana.





A ação será protocolada no Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, onde Serra mora, pelos advogados do PT Pierpaolo Bottini e Igor Tamasuaskas. Dutra explicou que havia feito um pedido de interpelação sobre as acusações de Serra, mas que o juiz responsável entendeu que não havia dúvidas sobre as intenções do candidato tucano em atacar o PT.





As acusações são inaceitáveis. Insistimos que queremos fazer uma campanha baseada em ideias. Não vamos permitir que alguém que tem o objetivo expresso de atacar a imagem do nosso partido, que tem 30 anos de história, faça acusações infundadas. Felizmente, vivemos num estado de direito e, por isso, estamos entrando com a ação.





Ontem, em sabatina organizada pelo jornal Folha de S. Paulo, Serra afirmou que sua adversária na disputa presidencial devia ter pedido desculpas e afastado assessores de sua campanha suspeitos de envolvimento na montagem do documento.





Dilma respondeu à afirmação de Serra hoje. Dilma afirmou que é Serra quem teria de pedir desculpas pelo que classificou de "acusação falsa" relacionada a um suposto dossiê contra o ex-governador paulista.





Ele é quem tem de pedir desculpa, porque está levantando contra nós uma coisa que ele sabe que não produzimos.Eu repudio e chamo de falsa esse tipo de acusação.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Especulações sobre votos na Câmara

Câmara Legislativa em 22/06/2010 às 17:48



Eurides





Impossível saber com certeza, mas são muitas as especulações sobre de quem foram os 16 votos “sim” pela cassação de Eurides Brito (PMDB) e de quem foram os seis votos “não” e “abstenções. Cinco votos são conhecidos: os quatro petistas - Paulo Tadeu, Erika Kokay, Chico Leite e Cabo Patrício - e o distrital José Antônio Reguffe (PDT). Outros seis teriam vindo do bloco independente da Casa. Confirmados como votos pela cassação estão Jaqueline Roriz (PMN), Raimundo Ribeiro (PSDB) e Raad Massouh (DEM). Os outros três seriam do presidente da Casa, Wilson Lima (PR), Milton Barbosa (PSDB) e Paulo Roriz (DEM).



As maiores especulações tratam dos últimos cinco votos, que poderiam ter sido dado pelos demais distritais alvos de processos por quebra de decoro parlamentar. Entre eles, estariam Geraldo Naves (DEM) e Roney Nemer (PMDB). A favor de Eurides Britos, alguns palpites: Benedito Domingos (PP), Cristiano Araújo (PTB) e dr Charles (PTB). A contabilidade, porém, é só especulação. A votação secreta assegura aos distritais a eterna dúvida sobre seus votos.

Eurides Brito tem o mandato cassado

A deputada Eurides Brito (PMDB) teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar. Com votação secreta entre os distritais, a sessão especial, aberta ao público e à imprensa, iniciou no plenário da Câmara Legislativa por volta das 15h30 desta terça-feira (22). Foram 16 votos a favor da cassação, três votos contra, três abstenções e um impedimento. Eurides perde seus direitos políticos por 8 anos.







O deputado Roberto Lucena (PR) se declarou impedido de votar, pois estava ocupando a vaga da distrital e o deputado Benício Tavares (PMDB) estava ausente, pois informou ter uma consulta médica no momento da votação.







Eurides é acusada de participar de um suposto esquema de corrupção no DF. Ela foi flagrada em vídeo recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do GDF e principal delator do esquema.







O Tribunal de Justiça do Distrito do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) havia concedido, no final da tarde de segunda-feira (21), mandado de segurança à Eurides, o que determinou que a votação dos distritais em plenário seja secreta. No início da tarde de hoje, os parlamentares ainda estavam em dúvida se a sessão também deveria ser fechada, mas o presidente da Casa, Wilson Lima, anunciou que a sessão "extraordinária ou especial" para a votação final do processo de quebra de decoro seria aberta.

SERÁ QUE DEUS É CULPADO ?

Finalmente a verdade é dita na TV Americana.A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:

'Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?'Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:

'Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós.Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas.
Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou.
Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?'


À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc...

Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas...A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.

Logo depois o Dr.. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos:

'Um perito nesse assunto deve saber o que está falando'.E então concordamos com ele.

Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal.Então foi decidido que nenhum professor poderia tocar nos alunos...(há diferença entre disciplinar e tocar).

Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem.E nós aceitamos sem ao menos questionar.

Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade.E nós dissemos: 'Está bem!'  

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino.
Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet.
E nós dissemos:


'Está bem, isto é democracia, e eles tem o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso'.

Agora nós estamos nos perguntando porque nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado;porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios...

Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender:nós colhemos só aquilo que semeamos!!!
Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus:
'Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?'
A resposta dele:
'Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!!!'


É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno.É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina.

É triste como alguém diz:'Eu creio em Deus'.Mas ainda assim segue a satanás, que, por sinal,também 'Crê' em Deus.É engraçado como somos rápidos para julgar mas não queremos ser julgados!

Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros!

É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho.

É triste ver como as pessoas ficam inflamadas a respeito de Cristo no domingo, mas depois se transformam em cristãos invisíveis pelo resto da semana.

Você mesmo pode não querer reenviar esta mensagem a muitos de sua lista de endereços porque você não tem certeza a respeito de como a receberão, ou do que pensarão a seu respeito, por lhes ter enviado.

Não é verdade?Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que Deus pensa...

PARE E PENSE:


"Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam." João 15.6

Se nos perguntamos: "Será que hoje Deus ainda quer dar um avivamento?", percebemos o que devemos fazer. Pois o contrário de avivamento é um coração rebelde, o lento entorpecimento e, por fim, a morte espiritual. Crentes tornam-se ramos inúteis, que não servem para mais nada do que serem lançados no fogo para serem queimados. A essência das palavras de Jesus é clara: em todo tempo somos testemunhas de Jesus, ou a favor dEle ou contra Ele. Pois um ramo na videira é um ramo destinado a dar frutos. Quando encosto o meu ouvido à Bíblia, ouço, pelo Espírito Santo de Deus, o chamado para o avivamento dos cristãos que atualmente vegetam, e, como que sonhando, estão sem poder, sem autoridade e sem frutos. Por que você acha que tantas doutrinas erradas e demoníacas experimentam um avanço tão poderoso hoje em dia? Porque falta o movimento contrário, que vem do alto, através do Espírito de Deus, por intermédio de crentes fervorosos. Por isso o Espírito Santo tenta despertar e animar você nesse instante: "...arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor."

Cabo Patrício trabalhando com Responsabilidade

7ª CRI
22/06/2010
Cabo Patrício comemora inauguração
de piscina construída com sua emenda
ImageO deputado Cabo Patrício comemorou a inauguração da piscina da 7ª Companhia Regional de Incêndio, em Brazlândia, na semana passada. A obra foi possível graças a uma emenda dele, destinada em 2008, para a conclusão do parque aquático. “A construção da piscina é um exemplo de bom uso do dinheiro público, já que irá beneficiar centenas de crianças de Brazlândia que participam dos projetos desenvolvidos na Companhia”, afirmou Patrício. O parlamentar lembra que a sugestão para a elaboração da emenda partiu dos praças que trabalham na 7ª CRI. “Projetos como esse mantém as crianças longe da criminalidade e distante das drogas”, destacou. O valor empenhado foi de R$ 120 mil.
 

Roriz perde DEM e PSDB

Partidos estão ressabiados por enquadramento do ex-governador na Ficha Limpa





Isabel Paz

isabel.paz@jornaldebrasilia.com.br







A possibilidade de ser tragado pela Lei da Ficha Limpa ameaça provocar duas baixas entre os apoios à candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Em reunião realizada ontem, na residência de Roriz, o DEM e o PSDB sinalizaram que desistirão de apoiá-lo na chapa majoritária, composta também por Jofran Frejat (PR), para a disputa do Palácio do Buriti.

Ainda acreditando que em mais uma rodada de conversas poderá reverter a situação, Roriz convidou os dirigentes para outra reunião, prevista para amanhã.







A Lei da Ficha Limpa provocou um intenso debate dentro do grupo que apoia a candidatura do ex-governador. Ontem, em encontro com os dirigentes regionais do PR, PSDB, DEM, PTdoB, PSDC, PRTB e PMN, Roriz teria reafirmado que permanece no pleito para o Buriti. No entanto, a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ameaça sua participação e o desenho político da capital para a próxima eleição pode ser refeito. "Se antes já tínhamos dificuldades, agora, depois da decisão do TSE, só aumentou", disse o presidente do Democratas do DF, senador Adelmir Santana.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

União PT-PMDB é um ‘gesto de amor’ por Brasília

nelo em Blog | Fotos
Com o placar de 97 a 22, o diretório regional do PMDB no Distrito Federal decidiu apoiar a candidatura do deputado federal Tadeu Filippelli como vice na chapa de Agnelo Queiroz (PT) para governador. O resultado reflete a batalha democrática superada pela legenda, o que legitima a chapa. O PMDB foi o quarto partido a lançar apoio a Agnelo neste sábado (19), após o PCdoB, PSB e PDT. O evento contou com a presença de lideranças dos partidos da coligação, incluindo o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato ao Senado.
No espírito de acabar com a angustia da sociedade, disse Filippelli, o PT e o PMDB deixaram de lado as diferenças políticas para sanar essa  vontade. “Pela primeira vez na história de Brasília estamos vendo essa coligação. A angústia da sociedade é muito maior que nossas diferenças políticas, por isso temos orgulho de comemorar essa vitoria. Aqui não tem perdedor, nem vencedor e houve sim uma escolha madura”, declarou. O deputado também lembrou ter sido líder oposição durante o governo Cristovam Buarque (PDT), mas agora reconhece “as últimas transformações do nosso país, com as quais o PMDB contribuiu”. “É um desfecho inquestionável”, resumiu.
Com a voz rouca após uma seqüência de quatro convenções neste sábado, em um discurso forte e emocionado, o candidato do PT Agnelo Queiroz encerrou a noite agradecendo o apoio peemedebista. “Agradeço ao PMDB por esse gesto de confiança, por essa decisão histórica aprovada aqui. Agradeço a toda militância. Já estávamos unidos em nível federal e agora estamos unidos em nível local pela nossa cidade. O que esta sendo feito no plano federal, faremos no plano local e com o apoio do governo federal. Governaremos junto com o PMDB para construir projetos para os idosos, mulheres, segurança púbica, o direito sagrado da política habitacional. E faremos dessa cidade a mais esportiva desse País para nossa juventude”. Para Agnelo a união foi “um gesto de amor a Brasília”.
Confira as fotos.

Ex-caixa de campanha do PSDB movimentou US$ 56 milhões no esquema Banestado

Enquanto o livro do Amarury Ribeiro Júnior não sai, segue uma reportagem do próprio Amaury na revista IstoÉ, edição 1741, de 12 de fevereiro de 2003:



Conta tucano



Investigações revelam que o ex-caixa de campanha do PSDB movimentou US$ 56 milhões por intermédio de contas no Banestado dos EUA

Amaury Ribeiro Jr. - Foz do Iguaçu, Sônia Filgueiras e Weiller Diniz



Documentos a que ISTOÉ teve acesso começam a esclarecer por que o laudo de exame financeiro nº 675/2002, elaborado pelos peritos criminais da PF Renato Rodrigues Barbosa, Eurico Montenegro e Emanuel Coelho, ficou engavetado nos últimos seis meses do governo FHC, quando a instituição era comandada por Agílio Monteiro e Itanor Carneiro. Nas 1.057 páginas que detalham todas as remessas feitas por doleiros por intermédio da agência do banco Banestado em Nova York está documentado o caminho que o caixa de campanha de FHC e do então candidato José Serra, Ricardo Sérgio Oliveira, usou para enviar US$ 56 milhões ao Exterior entre 1996 e 1997. O laudo dos peritos mostra que, nas suas operações, o tesoureiro utilizava o doleiro Alberto Youssef, também contratado por Fernandinho Beira-Mar para remeter dinheiro sujo do narcotráfico para o Exterior. Os peritos descobriram que todo o dinheiro enviado por Ricardo Sérgio ia parar na camuflada conta número 310035, no banco Chase Manhattan também em Nova York (hoje JP Morgan Chase), batizada com o intrigante nome “Tucano”. De acordo com documentos obtidos por ISTOÉ, em apenas dois dias – 15 e 16 de outubro de 1996 – a Tucano recebeu US$ 1,5 milhão. A papelada reunida pelos peritos indica que o nome dado à conta não é uma casualidade.



Os dois responsáveis pela administração da dinheirama, segundo a perícia, são figurinhas carimbadas nos principais escândalos envolvendo o processo de privatização das teles e auxiliares diretos de Ricardo Sérgio: João Bosco Madeiro da Costa, ex-diretor da Previ (o fundo de pensão do Banco do Brasil) e ex-assessor do caixa tucano na diretoria internacional do BB, e o advogado americano David Spencer. A perícia revela ainda que Spencer é procurador de Ricardo Sérgio em vários paraísos fiscais. Ao perseguir a trilha do dinheiro, os peritos descobriram que os milhões de Ricardo Sérgio deixavam o País por intermédio de uma rede de laranjas paraguaios e uruguaios contratados por Youssef e eram depositados na conta 1461-9, na agência do Banestado em Nova York antes de pousar na emplumada Tucano, que contava com uma proteção especial para dificultar sua localização. Ela estava registrada dentro de outra conta no Chase em nome da empresa Beacon Hill Service Corporation. De lá, o dinheiro era distribuído para contas de Ricardo Sérgio e de João Bosco em paraísos fiscais no Caribe.



A perícia traz outras provas contundentes. A PF conseguiu comprovar que parte do dinheiro enviado por intermédio do Banestado retornou ao Brasil para concretizar negócios desse mesmo grupo. Segundo o laudo, o dinheiro voltava embarcado em uma conta-ônibus junto com recursos de várias offshores (empresas em paraísos fiscais com proprietários sigilosos) operada pelo próprio João Bosco. Os peritos conseguiram, por exemplo, identificar o retorno de US$ 2 milhões utilizados para comprar um apartamento de luxo no Rio de Janeiro em nome da Rio Trading, uma empresa instalada nas Ilhas Virgens Britânicas. Foram rastreados também imóveis em nome da Antar, sediada no mesmo paraíso, em nome de Ronaldo de Souza, que, segundo a PF, é sócio, procurador e testa-de-ferro de Ricardo Sérgio. Pelas características dos depósitos, que eram frequentes, suspeita-se que, por esse mesmo duto de lavagem, também passaram contribuições de campanha. Além disso, Youssef tinha em sua carteira principalmente dois tipos de clientes: narcotraficantes e políticos. O laudo concluiu ainda que Ricardo Sérgio, enquanto ocupava o cargo de diretor internacional do BB, ajudou a montar o esquema bancário que operava com dinheiro de doleiros na fronteira, depois transferido para a agência nova-iorquina do Banestado.



Os documentos anexados ao laudo provam o envolvimento do advogado e procurador de Ricardo Sérgio, David Spencer, na abertura e movimentação da conta 1461-9, em nome da empresa June International Corporation. Um ofício do gerente do Banestado, Ercio Santos, encaminhado ao doleiro Youssef em 20 de agosto de 1996, atribui a Spencer a responsabilidade pela abertura da conta. “Segue cópia dos documentos referentes à abertura da June, em 8 de agosto de 1996. Recebemos hoje do David Spencer”, diz a primeira linha da correspondência na qual Ercio informa Youssef a respeito dos procedimentos para movimentação da conta. Na carta, Youssef é tratado intimamente por “Beto” e, ao se despedir, o gerente manda “um grande abraço”. Ercio Santos sabia que mexia com dinheiro sujo. Informa, no documento, que preferiu não enviar selo da June por malote para não chamar a atenção. O selo, uma espécie de carimbo metálico, traz a identificação da empresa no paraíso fiscal onde foi instalada. A perícia comprovou também que, além do dinheiro do tucanato, Spencer ajudou a lavar recursos desviados do Banco Noroeste e do Nacional. Casado com uma brasileira, o americano conheceu Ricardo Sérgio no Brasil quando o ex-diretor do BB ocupava um cargo de direção no Citibank. Por falar português fluentemente, tornou-se advogado de banqueiros brasileiros no Exterior.



Como procurador de Ricardo Sérgio, conforme o relatório, Spencer abriu em 1989 a empresa Andover International Corporation nas Ilhas Virgens Britânicas. Spencer – que era também tabelião em Nova York – tinha respaldo legal para fechar as compras de imóveis no Brasil em nome das empresas offshore de Ricardo Sérgio e sua turma, mantendo os nomes dos verdadeiros donos em sigilo. Em uma dessas operações em 1989, por exemplo, Spencer lavrou uma procuração em nome do engenheiro Roberto Visneviski, outro sócio do tesoureiro tucano, para representar a empresa Andover na compra de um conjunto de salas na avenida Paulista, avaliado em R$ 1 milhão. Para especialistas em lavagem de dinheiro, a operação é suspeita porque Visneviski assina duas vezes a transação: como vendedor e como comprador. “Obviamente, a Andover é do próprio Ricardo Sérgio. Foi uma operação clássica de internação de dinheiro”, avalia o jurista Heleno Torres, um especialista na investigação de operações de lavagem. Essa é apenas uma das 137 contas que já estão periciadas nos inquéritos. Por elas trafegaram US$ 30 bilhões. A polícia calcula que mais de 90% dessa montanha de dinheiro é ilegal, mais da metade resultado de sonegação de impostos através de caixa 2.



Reação – As denúncias publicadas na última edição de ISTOÉ que revelaram a sangria via Banestado caíram como uma bomba dentro do governo. Já no sábado 1º, um assessor direto do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, procurou o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, pedindo informações sobre o laudo. Depois de conversar com o delegado Antônio Carlos Carvalho de Souza, atual responsável pelo caso, e com os peritos que trabalharam no escândalo, Lacerda comandou o reagrupamento de todos os policiais que já participaram da operação. Na quinta-feira 6, o chefe da PF reuniu a equipe e determinou a criação de uma força-tarefa da PF em parceria com o Ministério Público e com a Justiça. Além de Carvalho, o delegado José Francisco Castilho Neto e os peritos Eurico Montenegro e Renato Rodrigues, que buscaram junto ao FBI e organizaram toda a documentação existente hoje no Brasil, estão de volta às investigações. Os três haviam sido colocados na geladeira durante a administração tucana na PF. “É o maior caso de evasão de divisas que eu conheço”, admitiu Lacerda na quinta-feira 6. “Vamos investigar tudo e não cederemos a pressões de qualquer natureza”, adverte o ministro Márcio Thomaz Bastos, antecipando-se a eventuais novos nomes que o dossiê-bomba da PF venha a revelar.



O grupo, reforçado por dois escrivãos, voltará aos EUA nas próximas semanas para buscar os documentos que trazem as movimentações bancárias no biênio 1998-1999. Até agora, o trabalho dos peritos foi um exercício de abnegação. “O número de peritos é pequeno para o volume de informações que está sendo investigado”, diz o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Roosevelt Júnior. A divulgação do laudo também provocou uma corrida de procuradores que investigam separadamente casos de lavagem em vários Estados. O procurador Guilherme Schelb, que apura outros casos de lavagem, pediu o bloqueio das três contas suíças do contrabandista e traficante foragido João Arcanjo Ribeiro. O procurador Luís Francisco de Souza, que rastreia os passos de Ricardo Sérgio, também quer ter acesso aos laudos produzidos pela PF. O cearense José Gerin não perdeu tempo. Desembarcou em Foz do Iguaçu esta semana para buscar detalhes sobre a quadrilha de doleiros que opera na região Nordeste, entre eles Wilson Roberto Landim, preso há duas semanas, que, pelos documentos, remeteu para o Exterior quase US$ 1 milhão em apenas seis meses.



OS BONS COMPANHEIROS



Principal articulador da formação dos consórcios que disputaram o leilão das empresas de telecomunicações, o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, saiu das sombras do tucanato ao ser captado num grampo do BNDES em que dizia ao ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros que iria conceder uma carta de fiança ao consórcio coordenado pelo Banco Opportunity. “Estamos agindo no limite da irresponsabilidade”, disse Ricardo Sérgio no grampo.



Depois da revelação, Ricardo Sérgio passou a sofrer uma série de investigações no MP e na PF. Acusado de receber propina de empresas que participaram da privatização, Ricardo Sérgio está sendo investigado também por enriquecimento ilícito.



Ao assumir o cargo em 1994, convidou para chefe de gabinete o seu fiel escudeiro João Bosco Madeiro da Costa. Por indicação do ex-diretor do BB, Madeiro foi posteriormente para o cargo de diretor de investimentos da Previ, o milionário fundo de pensão do BB que participa do controle acionário da maior parte das teles privatizadas. Relatórios da Secretaria de Previdência Complementar, do Ministério da Previdência, revelaram que Madeiro centralizava todo o poder de negociação do fundo com grandes empresas. Segundo o Ministério Público, Madeiro também é suspeito de enriquecimento ilícito.

PSDB mente. A imprensa esconde. Nós desmascaramos e mostramos a verdade

A oposição reagiu com críticas ao discurso da ex ministra Dilma Rousseff , durante o lançamento da sua pré-candidatura no encerramento do 4º Congresso Nacional do PT. Dirigentes do PSDB e do DEM negaram que no governo de Fernando Henrique tenha sido cogitada a privatização de estatais como Petrobras, Banco do Brasil, CEF e Furnas, como sugeriu Dilma. Classificaram as afirmações da pré-candidata do PT à Presidência de delírio, mentira e até mesmo de "conversa de elefante".Ontem, durante entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, o candidato José Serra (PSDB),cogitou a volta das privatizações começando por rodovias.





Por esse motivo, nós fomos investigar se a candidata à presidência Dilma Rousseff mentiu quando disse que Furnas seria privatizada por o ex presidente Fernando Henrique Cardoso. (Lembrando que, o candidato tucanoJosé Serra, fez parte do governo FHC). . E veja o que descobrimos...(Clique nas imagens para ler)





















A COPEL também estava na fila das privatizações do setor elétrico.









Resultado da nossa investigação:Mais uma vez o PSDB foi desmascarado. Dilma NÃO mentiu!





FURNAS sempre foi uma empresa de ponta no setor de energia elétrica brasileiro. Ao longo dos seus 47 anos, só foi crescendo em níveis de Brasil e internacional. No governo Fernando Henrique Cardoso, numa tentativa de desmonte do Estado brasileiro como um todo, eles quiseram privatizar FURNAS.





Proibiram os concursos públicos e a Empresa, para continuar funcionando, teve que contratar empregados via empresas interpostas. E a lista de Furnas, conhece? Leia aqui

domingo, 20 de junho de 2010

DEM longe de Roriz

A direção nacional do DEM decidiu vetar o apoio do partido, no DF, à eventual candidatura de Joaquim Roriz (PSC) para governador. Até porque, como tem lembrado o presidente democrata Rodrigo Maia em conversas reservadas, foi Roriz quem detonou o arquirival Arruda.