sábado, 26 de março de 2011

GDF assumirá controle da Fácil


Da Redação em 25/03/2011 18:36:20



O Governador Agnelo Queiroz assinou um decreto às 16h30 desta sexta-feira (25/3), no Palácio do Buriti, determinando que a gestão da Fácil e do sistema de bilhetagem automático volte às mãos do Governo do Distrito Federal.O decreto será publicado no Diário Oficial do GDF na próxima segunda-feira. O GDF estuda a Fácil há três meses e resolveu reassumir o controle da empresa como um primeiro passo para uma modificação completa no sistema de transporte público. Atualmente, o governo paga mas não sabe como o dinheiro é usado. Agora terá o controle dos gastos envolvidos.



O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) deverá assumir integralmente o serviço prestado pela Fácil em um prazo de 90 dias. Para isso, solicitará à empresa uma transferência amigável e de curto prazo. Em caso de os empresários não aceitarem ou desrespeitarem o prazo proposto, o GDF pode assumir o controle da empresa baseando-se no artigo 80 da Lei das licitações (Lei 8666/93).



O DFTrans vai terceirizar a parte operacional da Fácil, destinando os cargos de gerência para servidores públicos concursados. Segundo o Secretário de Transportes do GDF, José Walter Vazquez Filho, a mudança da administração da Fácil e do sistema de bilhetagem pode ser feita até mesmo em menos de 90 dias. "A Fácil é uma empresa com um sistema inteligente e bem montado, mas está nas mãos erradas", afirmou.Informações do Correio Braziliense



O secretário disse ainda que a partir de agora o governo poderá ter uma noção de como funciona o transporte público no Distrito Federal. A ideia é que as linhas mais rentáveis (como o Grande Circular) banquem as mais caras e que licitações sejam abertas para novas linhas, quando necessário.
A imprensa esconde, nós mostramos






Jaqueline Roriz (DF) era filiada ao PSDB, em 2006, quando recebeu de Durval Barbosa dinheiro sujo para sua campanha. A cena, revelada em vídeo, pode custar o mandato da atual deputada federal, filha de Joaquim Roriz. Na ocasião, Milton Barbosa, irmão de Durval, após campanha milionária, também foi eleito deputado distrital pelo PSDB.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ex-presidente do BRB negociou empréstimo irregular para construtora








Ana Maria Campos



Publicação: 25/03/2011 07:00 Atualização: 25/03/2011 10:14



Um diálogo captado durante as investigações da Operação Aquarela, realizada pelo Ministério Público do Distrito Federal em 2007, mostra que o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Tarcísio Franklim de Moura, se envolveu diretamente na concessão e repactuação do empréstimo no valor de R$ 6,7 milhões para que a empresa WRJ Engenharia de Solos e Materiais Ltda. pudesse construir o Residencial Monet, empreendimento imobiliário localizado em Águas Claras. Mais do que isso, a escuta telefônica, autorizada pela Justiça, indica que Tarcísio Franklim cobrou propina para autorizar as operações financeiras. “Vai ter alguma coisa? É, porque... a gente tá fazendo uma coisa...”, questiona o então presidente do BRB ao ser informado por Antonio Cardoso de Oliveira, então gerente de crédito do banco, sobre detalhes da transação que beneficiaria a construtora. O funcionário respondeu, supostamente tentando disfarçar o crime: “Honorários advocatícios serão negociados diretamente com o advogado”.



Na última quarta-feira, o Correio revelou com exclusividade que Joaquim Roriz (PSC), as três filhas — Wesliane Roriz, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), e a distrital Liliane Roriz (PRTB) —, além de um neto dele, Rodrigo Domingos Roriz Abreu, são acusados de receber da empresa WRJ, como propina, 12 apartamentos no prédio pela facilitação do empréstimo que viabilizou a construção do empreendimento. Em ação de improbidade administrativa proposta na última terça-feira na 3ª Vara de Fazenda Pública do DF, os promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) do Ministério Público do DF sustentam que Roriz usou da influência política e da amizade com Tarcísio Franklim para intermediar a operação fraudulenta que resultou em prejuízos ao BRB, uma vez que o financiamento nunca foi quitado. Ele também é réu na ação.



A relação próxima e nebulosa entre Roriz e o ex-presidente do BRB veio à tona durante a Operação Aquarela. Um diálogo entre osenador do DF pelo PMDB, à época, e Tarcísio Franklim provocou o escândalo que ficou conhecido como a Bezerra de Ouro. A conversa interceptada pela Polícia Civil do DF mostrou uma negociação sobre a partilha de um cheque, no valor de R$ 2,2 milhões, do empresário Nenê Constantino na tesouraria do BRB.



Esse episódio resultou numa outra ação de improbidade administrativa contra Roriz, Constantino e Tarcísio Franklim, protocolada pelos promotores do Ncoc em abril do ano passado. A estrutura do banco foi usada para saque de um cheque milionário do Banco do Brasil. Nesse caso, o ex-governador sempre sustentou que a operação envolveu um negócio particular, um empréstimo de Nenê Constantino para a compra do embrião de uma bezerra. O MP não confia nessa versão.



Os donos da construtora WRJ, os irmãos Renato e Roberto Cortopassi, também são réus na ação relacionada ao Residencial Monet. Durante os desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, a Polícia Federal e o MP realizaram busca e apreensão na sede da empresa. Nos computadores, foram encontrados supostos contratos de gaveta que tratam da compra e venda dos 12 apartamentos no Monet para familiares de Roriz.



O porta-voz da família Roriz, Paulo Fona, afirma que a negociação nunca ocorreu. Eles teriam chegado a pensar em comprar os imóveis, mas nada teria sido concretizado. De acordo com o MP, os apartamentos foram vendidos em contratos de gaveta, sem escritura, em nome da família Roriz. Dados contábeis apreendidos da WRJ indicam que a empresa simulou a venda dos imóveis para a COSS Construções, que também pertencia aos Cortopassi, para justificar o negócio. Liliane afirma que nunca tomou conhecimento de qualquer transação envolvendo o prédio. Hoje, os apartamentos estão em nome do BRB. O banco executou a WRJ porque o empréstimo não foi quitado.



Lavagem de dinheiro

Em junho de 2007, a Polícia Civil do DF, numa ação conjunta com o Ministério Público do DF, prendeu 19 pessoas, entre as quais o ex-presidente do BRB Tarcísio Franklim de Moura e o então coordenador da Associação Nacional dos Bancos (Asbace), Juarez Cançado. Foi uma investigação sobre lavagem de dinheiro desviado de contratos do BRB.





Confira áudio com os diálogos que confirmam o envolvimento de Tarcísio Franklim no caso



Roriz considerou a decisão do Supremo ‘tardia‘


Carlos Honorato em 25/03/2011 08:24:51



Do G1



O ex-governador do Distrito Federal (DF) Joaquim Roriz considerou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que invalidou a Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2010 como "tardia". Segundo o assessor de imprensa da família Roriz, Paulo Fona, o ex-governador comentou a decisão na manhã desta quinta-feira (24) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde se recupera de uma cirurgia no coração realizada na última segunda-feira (21).



“Ele [Roriz] comentou que a decisão do Supremo foi de acordo com o que ele sempre disse, que a lei não poderia retroagir. Ele disse que a decisão foi tardia e lamenta que o povo do Distrito Federal não tenha conseguido fazer sua escolha”, disse Fona.



Roriz desistiu de disputar o governo do DF nas eleições de outubro, depois de ter tido a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que baseou a decisão na Lei da Ficha Limpa. A lei impedia a candidatura de políticos com condenações em órgãos colegiados da Justiça ou que renunciaram ao mandato para escapar de processo de cassação.



Em 2007 , Roriz renunciou ao mandato de senador antes que uma investigação fosse iniciada no Conselho de Ética do Senado para investigar supostas irregularidades cometidas pelo então senador.



O Supremo Tribunal Federal (STF), que julgava um recurso de Roriz, chegou a um empate na decisão, e suspendeu a sessão no dia 23 de setembro, por tempo indeterminado. Sem a garantia da candidatura, Roriz resolveu desistir de concorrer ao cargo.



Segundo o assessor, Roriz tem previsão de alta para a próxima semana, quando deve retornar a Brasília. O ex-governador está acompanhado da mulher, Weslian e das filhas, entre elas a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN). Nesta quinta-feira (23), o Conselho de Ética da Câmara instaurou processo por quebra de decoro, que pode resultar na cassação do mandato da deputada.



A representação que pede a perda do mandato da deputada do PMN foi apresentada pelo PSOL, depois da revelação de um vídeo em que a Jaqueline aparece, ao lado do marido, Manoel Neto, recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, pivô do escândalo de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília. Segundo o assessor da família Roriz, Jaqueline só deve retornar para Brasília na próxima semana.
Procurador quer suspender o mandato de Raad Massouh


Da redação em 25/03/2011 08:27:34



A Procuradoria Regional Eleitoral do Distrito Federal (PRE/DF) pediu a cassação do mandato do deputado distrital Raad Massouh (DEM). O parlamentar, que atualmente ocupa a cadeira de primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara Legislativa, teve as contas de campanha desaprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), em 2010.



Após constatar as irregularidades, o procurador regional eleitoral, Renato Brill de Góes, protocolou uma representação contra o político reeleito. Raad utilizou o prazo regimental para se defender. E garante que devolveu o dinheiro doado por uma empresa durante o período eleitoral e que é questionado. Na última terça-feira, no entanto, Brill apresentou as alegações finais reforçando a opinião de cassar o deputado. O caso seguirá para o TRE e deverá ser analisado em plenário, ainda sem data definida.



Entre as irregularidades identificadas pelo procurador está o recebimento de R$ 30 mil oriundos de uma empresa de veículos criada no mesmo ano do pleito. O artigo 16 da Resolução nº 23.217 da legislação eleitoral veda tal prática (leia O que diz a lei). Além disso, Brill questiona a falta de recibo eleitoral e documentação dos carros utilizados durante a corrida pelos votos. Segundo o Ministério Público, o candidato havia declarado as despesas com combustível e lubrificantes, mas não mencionou os automóveis na prestação de contas.



As irregularidades somam R$ 34 mil — ou 25% dos R$133.845 declarados. “Entender que esse percentual representa irregularidade pequena, como quer fazer parecer a defesa, equivale a reforçar a tese de que a prestação de contas de campanha eleitoral é um procedimento de faz de conta”, afirma Brill. Segundo ele, nesse caso, o princípio da moralidade administrativa foi afetado.Informações do Correio Braziliense
Dilma pede urgência na votação do acordo de Itaipu assinado por Lula com Paraguai




A pedido do governo Dilma, a Câmara dos deputados vai analisar na próxima quarta-feira (30), em sessão extraordinária, o projeto que eleva de US$ 120 para US$ 360 milhões por ano, os repasses financeiros do Brasil para o Paraguai pelo consumo do excedente de energia produzida pela usina hidrelétrica de Itaipu (PDC 2600/10).



O projeto referenda no Congresso, o acordo assinado em 2009 pelo então presidente Lula e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.



O chanceler brasileiro, Antônio Patriota, visitou o Paraguai em janeiro para agendar uma visita da presidenta Dilma. Ela deverá visitar o país vizinho em poucas semanas e até lá quer resolver o assunto no Congresso. O governo paraguaio vem cobrando do Brasil a aprovação do projeto, e o clima da visita de Dilma ao país causaria mal-estar diplomático sem nenhum gesto para o acordo entrar em vigor, o que depende do Congresso.



Quando Lula visitou o Paraguai na quarta-feira, para participar de um seminário sobre educação, o assunto foi tratado durante o encontro com o presidente Lugo. As autoridades paraguaias pediram à Lula para interceder politicamente, como líder do PT. O assunto foi notícia na imprensa paraguaia, mas a imprensa demo-tucana brasileira está fazendo greve de notícias sobre Lula.



A oposição demo-tucana e o PIG vão criticar a presidenta Dilma, a base governista e Lula, olhando apenas o aspecto financeiro superficial. Mas o acordo ainda é vantajoso para o Brasil, porque o preço pago ao Paraguai pela compra de energia, ainda assim é baixo. Além disso, interessa aos brasileiros, que o Paraguai também usufrua de suas riquezas com justiça, para debelar atividades criminosas, que onerariam os custos cada vez mais elevados de vigilância das fronteiras. É mais barato e dá mais retorno investir em políticas de desenvolvimento econômico e social para nossos vizinhos, do que ser obrigado a gastar mais e mais com equipamento bélico para vigiar fronteiras. Além disso o Paraguai seguindo o caminho do Brasil e se tornando um país de classe média, comprará mais produtos brasileiros.
Procurador teve reunião secreta com o demo Arruda no caso mensalão do DEM






O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, escondeu um encontro secreto que teve com o ex-governador José Roberto Arruda. A reunião sigilosa entre investigador e investigado, que durou pelo menos uma hora, ocorreu fora da sede da Procuradoria-Geral e sem a presença dos advogados de Arruda. O teor da conversa foi o esquema de corrupção no Distrito Federal, mas Gurgel não o relatou nos autos do inquérito conduzido pela subprocuradora Raquel Dodge no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela, aliás, foi excluída do encontro.





A reunião, inusitada dentro de uma investigação deste porte, ocorreu no dia 2 de setembro de 2010, às 8h, no gabinete do procurador Alexandre Camanho, no 11.º andar da Procuradoria Regional, um prédio que fica a cinco quilômetros da sede da PGR, em Brasília, onde trabalham Gurgel e a própria Raquel Dodge.





Arruda ainda não prestou nenhum depoimento oficial no inquérito que tramita no STJ e investiga o chamado "mensalão do DEM" no Distrito Federal. Quando foi ouvido na prisão, em março de 2010, o ex-governador permaneceu em silêncio.





No encontro em setembro, Gurgel teria pedido uma ajuda informal ao ex-governador, mas nenhum dos presentes diz o que Arruda ganharia em troca.





No dia 9 de setembro, uma semana depois de encontrar o procurador-geral, Arruda concedeu uma entrevista à revista Veja, só publicada na semana passada, em que menciona nomes de senadores e deputados do DEM, seu ex-partido, que teriam sido ajudados financeiramente por ele durante sua gestão no governo do DF. Por terem foro privilegiado, esses parlamentares só podem ser investigados pelo procurador-geral da República.





Até hoje aguarda-se a denúncia à Justiça contra os envolvidos no escândalo, que estourou em 2009 na "Operação Caixa de Pandora" com base em depoimentos de Durval Barbosa, delator do esquema. Obrigado a deixar o DEM, Arruda foi cassado e passou dois meses preso.Informações Estado

quinta-feira, 24 de março de 2011

GDF na Hora do Planeta


GDF, Meio Ambiente em 24/03/2011 às 18:46



Agnelo, WWF





O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, assinou na tarde desta quinta-feira (24) o termo de adesão à Hora do Planeta. Com o ato, o Distrito Federal se une às 3.800 cidades que vão apagar as luzes de seus principais monumentos para demonstrar que estão preocupadas com o aquecimento global. Neste sábado (26), das 20h30 às 21h30, o GDF vai apagar as luzes dos seguintes monumentos: Palácio do Buriti e Anexo, Memorial JK, Teatro Nacional, Catedral, Museu do Índio, Complexo Cultural da República e Ponte JK.



“Nossa cidade tem que ser o símbolo da sustentabilidade e tomar parte na luta pela defesa do clima, da preservação da água e das nossas riquezas naturais, para garantir o nosso futuro”, afirmou o governador.
Petistas em defesa de Chico Leite


Câmara Legislativa, GDF em 24/03/2011 às 18:35



Leite





O líder do bloco PT-PRB, deputado Chico Vigilante, divulgou nota sobre denúncia contra seu colega de partido Chico Leite. Confira:



“Tendo em vista notícia que envolve o nome do deputado Chico Leite (PT) em denúncia de suposta participação do esquema de corrupção revelado pela Operação Caixa de Pandora, publicado no Portal IG na tarde desta quinta-feira (24).



Afirmo que acreditamos na honestidade e seriedade do deputado Chico Leite. Portanto, ele tem a nossa solidariedade e apreço. Mas exigimos que tudo seja apurado com rigor para que não paire nenhuma dúvida sobre a bancada do Partido dos Trabalhadores nesta Casa.



Acabo de conversar com o deputado Chico Leite. Ele me disse que vai entrar ainda hoje com pedido de investigação junto a Mesa Diretora da Câmara Legislativa para que a Corregedoria investigue a conduta ética dele nesta Casa.”
Chico Leite se defende


Câmara Legislativa, GDF em 24/03/2011 às 18:03



Pandora





O deputado distrital Chico Leite (PT) disse ao iG que o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) é um ‘mentiroso contumaz’ e que o depoimento prestado ao Ministério Público faz parte de um plano de vingança. ‘Tenho certeza que ele está fazendo isso pois fui o relator do processo de impeachment na Câmara (de Brasília)’.



Leite negou qualquer pedido de ajuda a Arruda, mas confirmou o encontro com o ex-governador na casa do ex-Procurador-Geral de Justiça Leonardo Bandarra. Segundo ele, no final de janeiro de 2008 os três se reuniram. Na pauta, estaria um pleito do sindicato de professores de Brasília.’Existiu um encontro antes da greve dos professores, no final de janeiro de 2008. O coordenador do sindicato me pediu para intermediar um encontro com o governador pois ele não queria cumprir o plano de cargos e carreira (…) Como líder da oposição eu levava a categoria para o debate’, disse.



O deputado ainda comentou que pedir ‘estrutura de campanha’ para Arruda não faria sentido. ‘Como eu ia pedir alguma coisa para o adversário?’. E disse que nunca obteve nenhum tipo de favor do ex-governador.



Por fim o deputado disse que tudo não passa de ‘um jogo sujo de Arruda que quer jogar lama em todo mundo para ver se a sujeira se torna normal’. E que a população do Distrito Federal conhece sua conduta e não vai dar ouvidos às acusações.
'Deputado do PT me pediu dinheiro', diz Arruda à Justiça


Ex-governador diz em depoimento que Chico Leite pediu recursos para tentar concorrer ao Senado

Adriano Ceolin e Severino Motta, iG Brasília
24/03/2011 16:37

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (ex-DEM) afirmou à Justiça que o deputado distrital Chico Leite (PT) participou do esquema de corrupção revelado pela Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal. É o primeiro parlamentar petista citado no escândalo. O iG obteve acesso a trechos do depoimento do ex-governador, prestado depois da eleição de 2010.
 
Arruda contou que Chico lhe pediu dinheiro em reunião realizada na casa do ex-procurador-geral do Distrito Federal Leonardo Bandarra. Ele é acusado de cobrar R$ 1,6 milhão de Durval Barbosa, delator do esquema. Em troca, o então procurador-geral tinha de blindar o governo contra investigações e fornecer informações privilegiadas. O petista confirma o encontro, mas nega ter sido beneficiado.


Deputado distrital em segundo mandato, Chico Leite é promotor de Justiça desde 1989 e colega de Bandarra no Ministério Público. Afastado do cargo, ele se elegeu pela primeira vez em 2003 pelo PC do B. Em 2006, migrou para o PT. Em 2010, tinha planos de se lançar candidato ao Senado.




“Eu tive vários encontros na casa dele (Bandarra), sempre chamado por ele. Eu diria que três ou quatro. Eu me recordo muito bem de dois. Um, onde estava o deputado Chico Leite pedindo dinheiro para campanha”, disse, de acordo com trechos do depoimento de Arruda à Justiça.



O iG entrou em contato com os escritórios de advocacia que defendem Arruda e Bandarra no processo, mas nenhum deles apresentou resposta até a publicação desta reportagem.



Leite queria concorrer ao Senado

Leite não concorreu ao Senado por falta de espaço no PT. O partido lançou uma chapa em parceria com o PDT e o PSB. Ex-colega de Leite no PC do B, Agnelo Queiroz (PT) disputou o cargo de governador. Os candidatos ao Senado do grupo foram Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg. Todos foram eleitos.




O ex-governador afirmou que o deputado reclamou do PT na conversa realizada casa de Bandarra: “Chico Leite fez uma série de críticas ao partido dele, as divisões internas, enfim, que gostaria de sair candidato ao Senado e para isso precisava de espaço na imprensa e dinheiro para campanha”.



Segundo Arruda, o encontro foi intermediado pelo então secretário da Casa Civil, José Geraldo Maciel. O ex-governador afirma que delegou a Maciel as negociações com Chico Leite. “(...) após esse encontro o meu chefe da Casa Civil e o deputado Chico Leite tiveram vários outros encontros, eu acho que não preciso entrar no detalhe (...)”, afirmou



O ex-governador deixou claro que Bandarra estava ajudando Chico Leite. “O encontro foi marcado para isso”, disse. “Inclusive vamos dizer, as ajudas que o deputado pediu, algumas delas foram dadas posteriormente. Não todas da maneira que ele queria”, ressaltou Arruda, de acordo com trecho obtido pelo iG.

Arruda quer delação premiada




Desde o fim do ano passado, especula-se em Brasília que Arruda busca um acordo de delação premiada para apontar políticos nacionais que receberam recursos do esquema revelado no fim de 2009. Até agora nunca havia sido aventada a participação de um integrante do PT.



Os advogados de Arruda ainda sustentam que ele é inocente. Os trechos do depoimento lidos por esta reportagem denotam que Arruda está disposto a ajudar. “Eu já perdi tudo que eu tinha que perder, eu agora vou me pautar absolutamente pela verdade (...)”, disse.



Na semana passada, as revistas "Veja" e "Época" publicaram entrevista de Arruda em que o ex-governador afirma ter ajudado financeiramente e politicamente os integrantes do DEM, seu ex-partido, como deputado ACM Neto (BA) e o senador José Agripino (RN). Todos negaram as acusações.
Sarney diz que decisão do STF sobre Lei da Ficha Limpa frustra a sociedade








Super Rádio Tupi - RJ



Publicação: 24/03/2011 11:43 Atualização:



A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que adiou para 2012 a aplicação da Lei da Ficha Limpa frustrou a sociedade, que se mobilizou na coleta de assinaturas para propor um projeto com o objetivo “purificar o processo eleitoral”, avaliou hoje (24) o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Segundo ele, decisão “não se discute, se cumpre”. Sarney acrescentou, no entanto, que a medida não deve ter sido bem recebida pelos senadores, que aprovaram o projeto de iniciativa popular por unanimidade, a partir de uma ampla discussão.



Apesar de perder dois senadores, por conta dos efeitos da lei, o PMDB no Senado manterá a maior representatividade na Casa. Hoje, o partido tem 19 senadores. Com a provável saída de Vicentinho Alves (PR-TO) e Marinor Brito (P-SOL-PA), os peemedebistas poderão manter esse número, praticamente um quarto da representatividade da Casa, com o ingresso de Marcelo Miranda (TO) e Jader Barbalho (PA), respectivamente.



Deve deixar o Senado Gilvam Borges (PMDB-AP), para dar lugar a João Alberto Capiberibe (PSB-AP). Com isso, os socialistas passarão a ter quatro senadores. “Eu não tenho mais o que fazer, agora é cumprir a decisão do Supremo. Retorno ao estado para trabalhar nas bases do PMDB”, resignou-se Borges.



Gilvam Borges destacou, entretanto, que o caso de Jader Barbalho ainda é uma incógnita. No Pará, o petista Paulo Rocha deverá também reivindicar a vaga, uma vez que já houve “um julgamento anterior” sobre o caso de Barbalho. “Esse deve ser o único caso em que ainda haverá algum imbróglio”, avaliou Borges.



O senador Wilson Santiago (PMDB-PB), segundo vice-presidente da Casa, também pode ter que deixar a vaga para Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).



Com isso, o PSDB aumentaria a bancada no Senado de dez para 11 parlamentares. O PR, que tem quatro senadores, passaria a contar com três a partir da saída de Vicentinho Alves (TO).
Os Roriz - Família que se corrompe unida permanece unida




Família do ex-governador, incluindo duas filhas parlamentares, ‘ganhou’ 12 apartamentos em condomínio de luxo



Vannildo Mendes, O Estado de S. Paulo



O ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, suas três filhas e um neto, maior de idade, tornaram-se réus em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do DF e Territórios na 3.ª Vara de Fazenda Pública. Só a mulher escapou. Eles são acusados de ganhar, a título de propina, em 2006, quando Roriz era governador, 12 apartamentos de alto padrão no condomínio residencial Monet, construído com ajuda de dinheiro público.



O suposto presente, segundo as investigações, foi dado pela construtora WRJ Engenharia, a título de retribuição por um financiamento de R$ 6,7 milhões, obtido no banco estatal BRB, a mando de Roriz, para construção do condomínio. Um contrato de gaveta, apreendido em operação da Polícia Federal em 2010, comprovou que os imóveis foram repassados de forma camuflada ao clã Roriz.



Além de Roriz, são réus na ação suas filhas Jaqueline (deputada federal pelo PMN), Liliane (deputada distrital pelo PRTB) e Weslliane Neuls (empresária), e seu neto, Rodrigo Roriz.



Dois filhos de Liliane e um de Jaqueline deixaram de ser citados na ação, embora tenham recebido também apartamentos, porque eram menores de idade e foram representados pelas mães no negócio. Os donos da construtora e diretores do BRB envolvidos na fraude também são réus. A ação é assinada por cinco promotores do Núcleo de Combate a Organizações Criminosas.



A descoberta da fraude ocorreu em 2009, já no governo de José Roberto Arruda, preso e afastado do cargo por envolvimento no "mensalão do DEM". Como a construtora não pagou o empréstimo, o BRB, por ordem judicial, tomou os apartamentos para cobrir o prejuízo. Os moradores entraram com uma ação civil pública para não perder os imóveis. Descobriu-se então que os recibos do clã Roriz eram fajutos.



(Coment[ário: Quando se pensa que se viu tudo em matéria de falcatruas ou de suspeitas de falcatruas cometidas por Roriz e seu clã, aparece sempre algo novo. Pronta recuperação ao ex-governador, hospitalizado em São Paulo! Ele tem muitas coisas a acertar com a Justiça.)