Mais apoios no 2º turno
Tadeu Filippelli tem tido papel protagonista na costura de apoios políticosDo Jornal da Comunidade
Com duas semanas para o fim das eleições, cresce o apoio à candidatura de Agnelo Queiroz (PT), primeiro pelo reforço de candidatos que já foram eleitos e que estão, desde o começo, na coligação Um Novo Caminho. Agora, até mesmo aliados que têm trocado de lado estão mobilizando em favor da chapa de Agnelo.
Quem garante é o vice na chapa, o deputado federal Tadeu Filippelli (PMDB). Ele já foi o deputado federal eleito com a maior votação no DF. Este ano, protagonizou a aliança histórica com o PT, comprando muitas brigas para garantir que se repetisse, no DF, o mesmo arco de aliança do âmbito nacional, na chapa formada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB). Filippelli concedeu ao Jornal da Comunidade entrevista em que conta sobre o segundo turno e os apoios que a chapa tem recebido depois do 3 de outubro.
O que muda na campanha de segundo turno?
Muita coisa, principalmente no que se refere à estratégia. Não muda nada nos valores que balizam a campanha, que continua rigorosamente limpa, criteriosa, porém o tipo de trabalho muda bastante. Nós damos atenção às articulações, apoios, etc. O trabalho externo de campanha passa a ser reforçado por aquelas lideranças já consagradas, que traduzem esse trabalho.
Existe algum tipo de reposicionamento?
Não existe da parte do Agnelo, da minha pessoa, reposicionamento do ponto de vista de articulação. Isso resultou na ajuda do Newton Lins (ex-candidato ao GDF pelo PSL) e também em uma manifestação do PV em relação ao apoiamento do nosso núcleo.
Que tipo de resposta a coligação vai dar para o que vocês mesmos chamaram de campanha “suja”?
Essa campanha sórdida existe desde o começo. Eles (o grupo que apoia Roriz) foram extremamente agressivos, de baixíssimo nível. Claro que nós precisamos neutralizar esses ataques, mas nós não produzimos nenhum ataque. Pelo menos não houve denúncia nenhuma até o momento de qualquer tipo de documento apócrifo contra o grupo da Weslian Roriz.
O senhor acha que a campanha pode descambar para a baixaria?
Sem dúvida nenhuma. Este é o último recurso que eles têm, dada a consolidação da intenção de votos e este é o perfil da equipe que trabalha na orientação da campanha [de Weslian Roriz]. Todos os nomes que a gente ouve, como o coordenador, como o conselheiro da campanha, mesmo formais ou informais, historicamente, são ligados a procedimentos de campanha não muito ortodoxos.
Há muita gente procurando vocês para declarar apoio?
Muita. Daqueles que foram eleitos e mesmo alguns suplentes, existe uma manifestação muito grande com relação a isso, muitos não formalmente, para que não sejam penalizados. Já há aqueles que não ficaram presos a essas formalidades, candidatos com belas votações, pessoas que declararam abertamente, publicamente, que estão trabalhando para a coligação Um Novo Caminho.
Esses apoios serão públicos?
Nos próximos meses, nós faremos uma grande reunião, somente de candidatos que deixaram aquela trincheira e vieram para nosso lado. Se você contabilizar o que representa isso em termos de pessoas no meio da comunidade, buscando votos, pessoas que já foram testadas pelas urnas, já foram medidas de alguma forma são mais algumas centenas de milhares de votos.
Qual o balanço da eleição até aqui?
O primeiro turno foi vitorioso, nós fomos vitoriosos de forma inquestionável. Saímos no começo da campnha de nove pontos e chegamos à eleição com 49. Ou seja, em três meses, houve uma subida de 40 pontos, demonstrando uma belíssima vitória. Além disso, fizemos os dois senadores, situação essa jamais vista na história de Brasília. Elegemos a maioria das vagas para a Câmara Federal e a maioria na bancada distrital, e para o segundo turno, até o momento, estamos vendo a tendência da vitória da coligação Um Novo Caminho.
Coligação tem conversado com outros partidos?
Temos muitos partidos que aderiram e fecharam posicionamento em torno da nossa união. O PTN, por exemplo, só está formalmente do outro lado, pois a grande maioria dos candidatos está do nosso lado. Além disso, candidatos de diversos outros partidos já estão trabalhando com a gente, do nosso lado, de maneira aberta, clara. Gente do DEM, do PSC, do PRTB, do PSDB.
Há alguma preocupação com o feriado prolongado no fim de semana da eleição?
Muita. É impossível não haver. Mas as pessoas precisam saber que não se pode trocar quatro dias de feriado por quatro anos de governo. Brasília teve uma experiência muito dura no último ano, e há grande conscientização, não dá para botar em risco a próxima administração. A experiência que Brasília viveu não permite mais quatro anos de uma gestão que não seja extremamente boa. Por isso, fazemos um apelo à população para que vá às urnas no segundo turno.

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