A verdadeira face de José Serra
- O desrespeito de Serra com o Espírito Santo -
O registro do acontecimento que se faz abaixo é rigorosamente verdadeiro e eu testemunhei o ocorrido. Faço-o com o intuito de contribuir com a escolha consciente do voto de cada cidadão brasileiro, especialmente dos capixabas, diretamente atingidos. Já relatei o fato diversas vezes, porém, agora o faço por escrito para deixar claro nosso compromisso em defender o ES. Que cada um faça a sua avaliação acrescentando esta informação fidedigna.
Primeiro ato – audiência concedida pelo então Ministro do Planejamento José Serra ao Governador Vitor Buaiz
Em meados de 1995, no início de sua administração, o então governador do ES Vitor Buaiz solicitou uma audiência ao Ministro do Planejamento de FHC, José Serra, em Brasília. O assunto a ser tratado era o desdobramento da privatização da Escelsa que havia sido feita no final do governo anterior. O Governo do Estado tinha necessidade de tomar posição sobre o assunto, dada a importância da empresa para o Espírito Santo.
Acompanhavam o Governador na audiência, o então Senador José Inácio Ferreira, o então Deputado Federal Vasco Alves, o então Presidente da Assembléia Legislativa Deputado Ricardo Ferraço, eu mesmo, como Diretor de Operações do Bandes e o então Secretário de Obras Fernando Betarello. Também entraram na sala da audiência, mas afastados da mesa de reunião, a assessora de comunicação do governador e um jornalista capixaba, correspondente em Brasília de um jornal do Estado. É bom dizer que o Governador chegava com sua comitiva sem, evidentemente, ter qualquer responsabilidade pela presença do jornalista que os seguia. Alguns minutos depois do inicio da audiência, o então Ministro Serra interrompeu intempestivamente o diálogo com o governador e, não satisfeito, deu-lhe uma bronca, dizendo que não havia condições de continuar a reunião, quando constatou que em cima da mesa havia um gravador, o qual tinha sido colocado pelo jornalista capixaba. O governador Vitor Buaiz e todos nós ficamos desconcertados diante daquela inesperada agressividade. Logo em seguida, mesmo após intervenções apaziguadoras do então Senador José Inácio, a audiência se encerrou de forma grotesca.
Segundo Ato - Encontro de Governadores no Palácio da Liberdade em Belo Horizonte (Minas Gerais)
Passado um curto período da audiência em Brasília (mais ou menos dois meses) o Governador Vitor foi a uma reunião de Governadores com autoridades federais no Palácio da Liberdade em Belo Horizonte, cujo anfitrião era o então governador mineiro Eduardo Azeredo. Eu também acompanhava o Governador capixaba neste encontro.
O Ministro José Serra chega ao encontro do grupo de governadores e os cumprimenta um a um só que, pasmem, quando chega ao Governador do Espírito Santo,Vitor Buaiz, simplesmente o desconsidera, sem sequer apertar as suas mãos, como se ele não estivesse no recinto.
Não sei como cada um vai interpretar este comportamento descortês. Eu avalio que não é apenas descortesia, falta de educação, mas é uma forte indicação de caráter autoritário e rancoroso, um desrespeito não apenas com o Governador do Estado mas com o próprio Espírito Santo e seus cidadãos. Por mais forte que seja a antipatia de uma autoridade política por outra, ou por um partido político, é inadmissível dar um tratamento agressivo e gratuito desta forma a um governador ou a quem quer que seja.
Ato final
Este é um registro de fatos que já vão longe no tempo, mas que são úteis para mostrar o comportamento arrogante e autoritário de quem hoje se propõe a ser Presidente da República. Aqui se tem uma informação a mais para avivar a memória dos capixabas sobre o perverso tratamento que o Governo FHC deu ao Espírito Santo. Aliás, é bom lembrar que o nosso Estado naquela época nem constava dos Planos de Desenvolvimento lançados sempre com muita pompa e marketing. É por isso que o Lula falou que “o Vitor comeu o pão que o diabo amassou quando foi governador do Estado”.
Quem desrespeita o Espírito Santo não merece o voto da população capixaba!
Amigos capixabas, façam agora seu julgamento.
Guilherme Lacerda, economista e professor
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