Formação de ministério não passa de jogo de aposta e adivinhação
Essa época é de entressafra de notícias políticas quentes. Depois de sair do calor do clima eleitoral, os factóides foram esvaziados e reduzidos à sua real dimensão, a única plantação que prospera é a de plantar notas na imprensa de ministeriáveis, muitas vezes para fritar nomes em disputa.
Colunistas do PIG abandonaram a pauta eleitoral de factóides oposicionistas, e rendem-se ao lobismo de querer emplacar ministros mais palatáveis aos barões da imprensa e ao poder econômico.
É claro que a formação do ministério é um dos assuntos mais quentes das próximas semanas. Mas é perda de tempo ficar especulando. É como querer fazer apostas ou jogo de adivinhação. Formação de ministério é processo político.
Certamente há alguns nomes de extrema confiança da presidente eleita, que ela considera imprescindíveis, e que ela simplesmente escolherá e ponto final. Há outros nomes que ela deve ter na cabeça, mas que precisa costurar apoios partidários para viabilizá-los. Não adianta escolher um bom nome de um partido se o partido não endossa. Na equação das cotas partidárias entra as bancadas na câmara e no senado, e a bancada dos governadores, que muitas vezes controla deputados de vários partidos. Para cada ministério (principalmente os com mais visibilidade e mais verbas), há pelo menos uma meia dúzia de ministeriáveis, que podem acabar em outros ministérios ou outras posições de governo.
Por isso é perda de tempo fazer como o PIG, quando fica especulando e plantando notas. É preciso esperar pela declaração da presidente eleita.
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