quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TRANSIÇÃO - DISTRITO FEDERAL




Raimundo Júnior diz que não responde a qualquer inquérito



O coordenador da campanha do governador eleito do DF Agnelo Queiroz (PT), Raimundo Junior, disse em entrevista à rádio CBN que não responde a qualquer inquérito em relação ao mensalão do PT. Junior disse que a sua participação se resumiu ao desconto de um cheque no Banco Rural e entregar o valor sacado ao então tesoureiro do PT, Delúbio Soares.



O coordenador lembrou também que o caso da Secretaria de Trabalho é um fato ocorrido há 14 atrás e que está sendo contestado na Justiça. Ele lembrou também que a equipe de transição será anunciada na próxima segunda-feira pelo governador eleito Agnelo Queiroz e ele pode não ser um dos integrantes.



Muito tranquilo na entrevista, Raimundo Júnior disse que não acredita que o episódio prejudique a imagem do governador eleito Agnelo Queiroz, que anunciou que o seu governo será composto apenas por pessoas “ficha limpa”.





Da redação Blog em 04/11/2010 10:36:06





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TRANSIÇÃO - DISTRITO FEDERAL



Coordenador da transição responde processo no TC



Escolhido por Agnelo Queiroz para coordenar mudança de governos, Raimundo Júnior também esteve envolvido no mensalão do PT e está impedido de assumir cargo em comissão.



Raimundo Júnior é funcionário de carreira na Câmara Legislativa e coordenou a campanha e foi anunciado como coordenador da transição na mesma entrevista coletiva em que Agnelo prometeu um governo ético e com pessoas acima de qualquer suspeita. “Tem uma pessoa que vai ficar responsável por essa área agora que vai ser o Raimundo Júnior. [Ele] vai fazer o contato com a parte do governo, vai ver a parte física onde vai acontecer. Todas as providências serão tomadas que é ainda parte da minha coordenação”, afirmou o governador eleito. Informações do DFTV Globo.



O escolhido por Agnelo Queiroz foi um dos operadores do esquema de repasses de dinheiro para políticos, conhecido como mensalão do PT. Ele apareceu na lista de sacadores de dinheiro do esquema de corrupção entregue pelo empresário Marcos Valério à CPI dos Correios, em 2005. Na época, Júnior explicou que sacou R$ 100 mil no Banco Rural a pedido do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e que entregou o dinheiro a ele.



A CPI recomendou o indiciamento de Júnior, mas ele não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público por não haver provas de que o dinheiro foi para benefício próprio. No processo que corre no Supremo Tribunal Federal ele aparece como testemunha.



Raimundo Júnior está impedido pelo Tribunal de Contas do DF de exercer cargos em comissão, mas recorreu da decisão. Ele teria cometido irregularidades na prestação de contas da Secretaria do Trabalho, onde foi diretor durante o governo de Cristovam Buarque. Amparado por liminar, ele foi secretário-executivo na vice-presidência da Câmara Legislativa por um ano e quatro meses. Só saiu em junho desse ano, poucos dias depois que o Tribunal negou o recurso a ele.



Ele também foi obrigado a pagar multa após outros dois processos. Em todos os casos, recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador teriam sido usados irregularmente para contratar sem licitação ou para pagar serviços não comprovados.



Após ser procurado pela reportagem, Raimundo Júnior não foi à reunião de transição com o governador Rogério Rosso e o secretariado, realizada nesta quarta-feira (3) no Palácio do Buriti. Ele tinha confirmado presença, mas esteve apenas numa reunião restrita com o coordenador da transição pelo atual governo, Geraldo Lourenço. Para a reunião com todo o governo, ficaram outros dois coordenadores de campanha, convocados na última hora por Agnelo.



“O negócio é que está havendo uma confusão as pessoas estão entendendo que o Raimundo Júnior será o coordenador da transição. Essa decisão ainda não foi tomada. O govenador vai chegar domingo, segunda -feira ele vai estar comunicando quem vai fazer parte da equipe de transição”, afirmou o presidente do PT-DF, Abimael Nunes. I





Da redação Blog em 04/11/2010 10:19:41

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