quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DEM quer demitir Rodrigo Maia






O DEM encara, na tarde de hoje, a encruzilhada política esboçada desde o fim das eleições com a disputa interna pelo controle da legenda. Dividido entre dois grupos, a executiva do partido vai antencipar a eleição para a sucessão do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando dos Democratas. O mandato do Rodrigo Maia iria até o fim do ano que vem, mas uma corrente expressiva da legenda pretende promover uma mudança em no máximo cinco meses.





Desde as eleições, o DEM vive uma guerra de bastidores entre o grupo de Maia e o capitaneado pelo ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do partido. Ao lado de Maia está boa parte das bancadas mineira e fluminense. Do outro lado, lideranças emergentes, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e os deputados federais Índio da Costa (DEM-RJ) e Paulo Bornhausen (DEM-SC), pressionam para uma mudança de rumos.





Para convencer o grupo liderado por Maia a antecipar as eleições do partido, a parcela liderada por Bornhausen pretende pressionar os correligionários com a possibilidade de desfiliação.





Caso não aceitem a antecipação, o grupo estuda apresentar irregularidades na ata da reunião que confirmou a eleição de Maia. O documento, que teria sido falsificado, seria uma brecha legal para que parlamentares deixem o partido sem risco de perderem o mandato por infidelidade partidária.





O nome apresentado de consenso para tentar pacificar a legenda e manter Kassab no DEM seria o do senador José Agripino Maia (DEM-RN). Caso ele realmente seja eleito o presidente do partido, a saída de Maia também significaria uma vitória pessoal de José Serra (PSDB). O candidato à Presidência passou as eleições às turras com Maia e atribui boa parcela da derrota nas urnas à falta de apoio do partido aliado.





Aécio





Nesta terça, o ex-governador de Minas e senador eleito Aécio Neves (PSDB) desembarcou em Brasília no papel de árbitro da disputa. De acordo com Aécio, o "DEM fortalecido e bem articulado com o PSDB é fundamental para a construção de um projeto de poder alternativo". O ex-governador é aliado, especialmente, de Maia - que o apoiou e defendeu sua escolha, e não a do tucano José Serra, como candidato da oposição para enfrentar a petista Dilma Rousseff na disputa presidencial. "Os embates para valer vamos ter contra nossos adversários", emendou o tucano. DEM

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