DISTRITO FEDERAL
Agnelo tenta retomar contato com Bird para garantir financiamentos
Superada a crise política que assombrou o Distrito Federal ao longo do último ano, o governador eleito, Agnelo Queiroz (PT), reatou os laços com o Banco Mundial (Bird), um dos principais financiadores de projetos da capital federal. No início da tarde de ontem, o petista se reuniu com o diretor da instituição bancária no Brasil, Makhtar Diop, para pedir a continuidade de repasses, hoje congelados, ao GDF e buscar apoio financeiro para as áreas da Saúde, da Educação e de Transporte nos próximos quatro anos. Com a deflagração da Operação Caixa de Pandora no ano passado, o Banco Mundial deu um passo atrás nas negociações com o governo local. Ontem, porém, durante a visita de cortesia, Agnelo reconquistou o apoio de Diop: os dois marcaram reuniões de trabalho para a segunda semana de janeiro e também em fevereiro para tratar de projetos.
Ontem, eles trataram do andamento do Projeto Brasília Sustentável, iniciado em 25 de agosto de 2005. Dos US$ 159 milhões negociados, 65% foram pagos ao GDF e outros 35% permanecem suspensos. O programa prevê obras de saneamento básico e infraestrutura para reduzir desigualdades e o nível de poluição dos mananciais, promover a inclusão social e melhorar a qualidade de vida das comunidades de Águas Lindas (GO) e Vicente Pires. O fim do processo de repasse de verbas está marcado para 31 de março do próximo ano, mas o prazo deverá ser ampliado até o fim de 2011 para possibilitar o investimento total. O projeto está sendo coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Obras. “O diretor se mostrou satisfeito. O novo governo passa esperança em superar essa crise e retomar as relações normais. Essa parceria é um interesse nosso”, disse Agnelo, ao fim do encontro.
O governador eleito garantiu que o Distrito Federal tem capacidade de negociar novos empréstimos internacionais. “Atualmente, nossa economia está desorganizada, mas a capacidade de endividamento de Brasília é grande. Vamos analisar os custos e a forma de melhorarmos as áreas fundamentais do Distrito Federal”, explicou. Quando chefiava o Buriti, José Roberto Arruda foi algumas vezes aos Estados Unidos e à Europa em busca de investimentos para infraestrutura local e para a realização de grandes obras de transporte. Após o susto provocado pela crise política, muitas negociações foram retomadas por Rogério Rosso (PMDB) e, agora, por Agnelo. Em julho do ano passado, a Agência Francesa de Desenvolvimento garantiu o empréstimo de R$ 330 milhões para a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
No último dia 9, o petista eleito visitou o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para manter o contrato atual entre a instituição e o GDF, de US$ 176 milhões — cerca de R$306 milhões — destinados à obra da Linha Verde, na Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Na ocasião, Agnelo deu o primeiro passo para negociar a ampliação dos recursos a ser investidos no VLT e no Veículo Leve sobre Pneus (VLP). Os dois projetos visam atender as demandas que serão geradas com a realização de jogos da Copa do Mundo de 2014 na capital. A competição deverá pautar as próximas conversas sobre investimento em Brasília. “As obras vinculadas à Copa trarão melhorias para a cidade em geral”, disse Agnelo, na tarde de ontem.Informações do Correio Braziliense.
Da redação Blog em 17/12/2010 10:51:12
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