sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O segredo de tostines: PIG ajuda na piora da alimentação dos brasileiros




Pesquisa do IBGE sobre alimentação nos domicílios mostra que o saudável arroz com feijão perde espaço para biscoitos e refrigerantes, na alimentação dos brasileiros. Há aumento de alimentos industrializados e diminuição de alimentos naturais. O resultado é açúcar e sal acima do recomendado, nutrição desbalanceada, aumento da obesidade, da incidência de diabetes, problemas cardíacos e alguns tipos de câncer.



Uma parte da mudança de hábitos pode ser explicada pela vida urbana, pelo fato de mais gente trabalhar fora, ainda mais perdendo tempo no trânsito, sobrando pouco tempo para os afazeres domésticos. A praticidade dos alimentos industrializados, não perecíveis, adequa-se ao ritmo da vida urbana "moderna".



Porém muita gente tem acesso a frutas frescas na prateleira dos supermercados, que também não exige preparo, e acabam comprando biscoitos e yogurtes, para dar um exemplo.



Neste caso entra também o forte componente da propaganda no PIG (Partido da imprensa golpista), sobretudo as dirigidas ao público infanto-juvenil, mais influenciáveis. São biscoitos, yogurtes, doces, chocolates e refrigerantes assediando as crianças por um lado, e cerveja, fast-food e assemelhados assediando os jovens adultos.



É óbvio que uma civilização saudável precisa de regulamentação pela sociedade desse tipo de propaganda, mas por interesse econômico que se lixa para a saúde do povo, o PIG só aceita a auto-regulamentação do CONAR, que é deixar a raposa tomando conta do galinheiro.



De vez em quando, sai alguma reportagem sobre as virtudes dos alimentos naturais, dos orgânicos, mas é pouco diante das propagandas massivas dos "enlatados".



Para piorar o quadro, os movimentos sociais que de fato lutam pela difusão da produção e consumo de alimentos orgânicos e saudáveis, são criminalizados no noticiário, como é o caso do MST, em vez de serem incentivados nas boas práticas.



É mais um motivo para lutarmos para aprofundar políticas públicas de incentivo a pequenos produtores e consumo de alimentos saudáveis, sobretudo nos grandes mercados de consumo - nas metrópoles; e de lutarmos também pela democratização dos meios de comunicação, por uma imprensa que informe sistematicamente sobre alimentos saudáveis de pequenos produtores, que não tem como bancar propagandas caríssimas na TV.

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