domingo, 19 de dezembro de 2010

Todo mundo odeia o Serra












Diante da disputa entre José Serra e Aécio Neves pelo comando do PSDB, o nome do senador Sérgio Guerra vai ganhando espaço para permanecer na presidência do partido e, assim, adiar um pouco mais a briga entre as estrelas tucanas.





Isso pode ser, na avaliação de alguns tucanos e aliados do DEM, outro grande erro do PSDB: não enfrentar logo seus fantasmas e divisões internas para tentar chegar unido em 2014.





Após a ofensiva de Serra para conquistar a presidência do PSDB, Aécio e outros nomes de expressão do partido, como osenador Tasso Jereissatti (CE), o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reagiram à intenção do ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à Presidência de garantir antecipadamente a vaga de candidato do partido à sucessão presidencial de 2014.





Tanto que teria chegado a Serra um recado: se ele insistir em se candidatar à presidência do PSDB, aliados de Aécio prometem lançar o nome do mineiro para disputar a vaga com ele. Isso teria feito Serra repensar seus planos, embora publicamente Aécio negue que pretenda disputar a presidência do PSDB.



Serra corre atrás do DEM







A movimentação de Serra também ESTÁ incomodando alguns aliados do PSDB. Na última semana, o ex-governador teria telefonado para o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), para anunciar que apoiaria seu nome para a presidência do partido, num sinal claro de que trabalha em parceira com o ex-senador Jorge Bornhausen para tirar o deputado Rodrigo Maia (PJ) do comando da legenda.





Há quem acredite que Serra estaria estimulando o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a trocar o DEM pelo PMDB, ainda que os objetivos deles sejam distintos. Serra estaria interessado em pôr um aliado no PMDB paulista, de olho numa nova disputa presidencial em 2014. Já Kassab está em busca de uma sigla para disputar o governo de São Paulo contra os tucanos.





Na expectativa de manter a seu lado parte do tucanato paulista, Aécio teria autorizado a bancada mineira na Câmara a apoiar o deputado Duarte Nogueira (SP), ligado a Alckmin, para assumir a liderança do PS DB.

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