sábado, 8 de janeiro de 2011

Deputado Patrício prestigia posse do Secretário de Segurança








O novo secretário de Segurança do DF, Daniel Lorenz, tomou posse na tarde quarta-feira (5), no auditório do Tribunal de Justiça. Presidente da Câmara Legislativa, o deputado Patrício foi uma das autoridades que compôs a mesa da solenidade.



Lorenz assume a pasta sob orientação de despolitizar a área. Em seu discurso, ele afirmou que é preciso valorizar e proteger o bom policial. “As forças de segurança precisam estar balizadas em três pilares: talento humano — e a nossa polícia está entre as melhores do país —, trabalho de inteligência e uma corregedoria forte que dê resposta firme e ágil a eventuais desvios de conduta nas corporações”, defendeu.



Sobre o avanço das drogas no DF, Lorenz destacou que esse é um dos principais desafios. “Sem inteligência e cooperação, não seremos capazes de debelar o mal do tráfico. Vamos usar as estatísticas de dia, hora e local para combater os crimes que ocorrem no DF”, adiantou.



Os postos de segurança comunitária (PSC) serão mantidos, mas passarão por uma remodelação para que a comunidade tenha um pronto-atendimento quando for vítima de algum crime. “A intenção é implantar um sistema parecido com o de Bogotá, na Colômbia. Vamos fazer unidades de dissuasão, em que o policial conseguirá atender de perto a população”, disse Lorenz, que até recentemente atuava como adido da PF na embaixada do Brasil na capital colombiana. Além dos cerca de 125 postos existentes, pelo menos 15 serão instalados para cumprir a exigência do convênio com o Ministério da Justiça. Não há garantias, porém, de que o DF chegará aos 300 postos, número estipulado pelo ex-governador José Roberto Arruda (sem partido).



Ao discursar, o governador Agnelo também afirmou que pretende rever o projeto dos postos comunitários. Atualmente, os policiais são proibidos de deixar o local para averiguar um chamado. Para resolver a questão, ele quer contratar profissionais e dar mobilidade a eles. “Tudo isso com tecnologia. Assim, o policial saberá onde tem tiro e qual o calibre da arma para combater o crime”, explicou.

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