sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ECONOMIA




Mantega: valor do corte no Orçamento deve sair em fevereiro



O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que o governo ainda não determinou um número para o corte do Orçamento de 2011, que deve ser apresentado à presidente Dilma Rousseff apenas no início de fevereiro. "Não existe número. A Fazenda não tem proposta", afirmou, negando uma notícia do jornal Folha de S. Paulo de que o ministério teria sugerido a Dilma um bloqueio superior a R$ 40 bilhões, podendo chegar a 50 R$ bilhões.



"Hoje vamos estabelecer os critérios para que cada ministério faça um trabalho junto com o Planejamento e a Fazenda... (ver) quanto é possível reduzir em cada ministério", disse Mantega, referindo-se à primeira reunião ministerial da presidente Dilma Rousseff, marcada para esta tarde.



"A gente vai discutir cada projeto... e vamos levar à presidente uma proposta no início de fevereiro... O trabalho vai demorar umas duas, três semanas", disse o ministro. Ele disse que o governo quer focar nos gastos. "Planejamos uma redução sensível dos gastos. Vamos olhar se tem gordura em algum lugar, algo que possa ser reduzido... Sempre é possível aumentar a eficiência, fazer mais com menos gastos", disse.



Desde sua definição, a equipe econômica do novo governo adotou um discurso claro de redução dos gastos, mas o mercado continua cauteloso sobre o tema enquanto números concretos não são anunciados. Os cortes são vistos como intrumento importante em meio à pressão inflacionária e esperada alta de juros, o que pode valorizar ainda mais o real.



Mantega também comentou o swap cambial reverso, anunciado pelo Banco Central (BC) em mais um passo para tentar conter a alta do real. "É mais uma orientação de que nesse momento é necessário uma intervenção maior no mercado de derivativos, no mercado futuro. O BC voltou a fazer uma intervenção clássica", disse. "Quando você entra com swap reverso... neutraliza a venda e impede que haja uma valorização do real".



Após realizar pesquisa de demanda, o Banco Central (BC) anunciou na quinta-feira a oferta de até US$ 1 bilhão em contratos de swap reverso, derivativo oferecido pelo BC que funciona como uma compra futura de dólares pela autoridade monetária. Com a operação, o BC paga ao mercado um rendimento em juros e recebe em troca a variação cambial do período de duração do contrato.



É a segunda medida adotada neste ano para tentar conter a alta da moeda. Na semana passada, a autoridade monetária brasileira anunciou a imposição de depósito compulsório sobre o valor da posição de câmbio vendida dos bancos. Analistas, no entanto, disseram que a medida teria pouco impacto sobre o mercado.Informações do Terra.

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