segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ex-governo tentou prejudicar o início da gestão de Agnelo


Sabotagem para interromper serviços de limpeza nas ruas da cidade foi feita pela Novacap três dias antes do 2º turno, que deu a vitória ao petista

SUZANO ALMEIDA


salmeida@jornaldacomunidade.com.br Redação Jornal Coletivo



Cidade sofreu com descaso nos últimos dias do governo de Rogério Rosso, após ordem da Novacap que dispensou serviços


A leitura feita pelo secretário de Obras do Distrito Federal, Luiz Carlos Pitiman, de um documento, redigido e assinado três dias antes do 2º turno das eleições para o Buriti revelou que a ordem de parar os serviços de limpeza e manutenção das ruas da cidade partiu da própria Novacap. No dia 29 de outubro de 2010, a Novacap ordenou que a partir do dia 1º novembro daquele ano fossem suspensos os serviços na cidade. Nesse momento, as empresas que prestavam o serviço terceirizado reduziram o número de funcionários nas ruas e o DF passou a ficar com seus serviços básicos de limpeza por fazer.






O documento, que partiu da presidência da Companhia, foi assinado três dias antes da realização do 2º turno. Naquele momento as pesquisas apontavam vitória, à época, do candidato Agnelo sobre Weslian Roriz (PSC), esposa do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), padrinho político do ex-mandatário do GDF Rogério Rosso (PMDB), que mesmo sendo do partido do vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), declarou apoio à Weslian.





Uma fonte presente à reunião comandada por Agnelo com portas fechadas, na sede da Novacap, afirmou que o documento foi lido em voz alta para os participantes pelo secretário de Obras, Luiz Carlos Pitiman, e foi confirmada por telefone ao Coletivo pelo secretário de Saúde, Rafael Barbosa, que estava presente na reunião, mas afirmou não ter visto quem assinou o documento.





A presidência no período estava sob o comando de Celso Roberto Machado Pinto, porém a ordem pode ter vindo de cima, de alguém ligado ao governador ou do próprio Rogério Rosso. A decisão prejudicou toda a estrutura de limpeza e manutenção do DF, fato, que levou a poucos dias do fim da gestão de Rosso, os servidores das empresas terceirizadas pela Novacap entrarem em greve, paralisando de vez o corte da grama, a poda de árvores e o recolhimento do lixo. Sem função, os funcionários das empresas terceirizadas, que faziam o serviço de limpeza nas ruas e quadras do Distrito Federal, passaram a ser remanejados.









Nova administração teve início comprometido pela Novacap







O documento lido por Pitiman na presença de outros secretários revelou uma sabotagem ao governador eleito.





A gestão de Agnelo, que logo em seu primeiro ato prometeu limpar a cidade, começou com apenas 30% do número de funcionários para fazer a limpeza das ruas. Durante a semana este número subiu para 40%, segundo pessoas próximas ao governador, e atrasou a limpeza da cidade, que mesmo com 100% de sua mão-de-obra disponível ainda teria dificuldades para limpar a cidade num curto prazo de tempo, que há mais de dois meses não recebe a atenção necessária para sua manutenção básica.





Em relação à greve, há a suspeita de que ela tenha sido forjada para prejudicar Agnelo.

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