quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mais um cabo de guerra


JOSEMAR GONÇALVES

Celina pretende impedir

decisão tomada por

Agnelo na transição, que

seria prejudicial aos

diretores das escolas

lGrupo dos 14

quer dar suas

sugestões à

reforma que

Patrício propõe

Sionei Ricardo Leão

sionei. leao@ jornaldebrasilia. com. br

Otamanho e o modelo de

uma futura reforma administrativa

em elaboração

na Câmara Legislativa do Distrito

Federal (CLDF) tornou-se o novo

foco do Grupo dos 14. Ontem, em

almoço na residência da distrital

Eliana Pedrosa (DEM), os integrantes

do grupo esboçaram

ideias para serem apresentadas

em reunião que ocorrerá com a

Mesa Diretora da Câmara.

"A meu ver, não podemos ir

ao encontro totalmente despreparados",

comentou Eliana.

A articulação reúne parlamentares

que se definem como

defensores da independência

da Casa em assuntos administrativos

e temas políticos. A

preocupação do grupo tem a

ver com a medida adotada segunda-

feira pelo presidente da

Câmara, distrital Patrício (PT).

Ele nomeou comissão de servidores

para apresentar, no

prazo de dez dias, projeto para

redução de gastos na CLDF.

Esse projeto faz parte dos

esforços da Câmara para tentar

reverter a liminar que desde

agosto do ano passado veta novas

contratações na Câmara. A

restrição diz respeito a descumprimento

da Lei de Responsabilidade

Fiscal (LRF).

Eliana foi a anfitriã da reunião

de ontem. No entanto, esforçou-

se para desfazer qualquer

tom de um futuro enfrentamento

ou ambiente de tensão. "O encontro

foi quase informal. As

pessoas vieram para me visitar

porque estou doente. Aí um foi

ligando para chamar os outros",

explicou. Onze distritais estiveram

na residência dela.

COBRANÇA MAIOR

Um desses parlamentares –

que não quis se identificar –

disse que a tendência do grupo

é cobrar mais rigor da Mesa a

respeito da contenção de gastos.

"A Câmara perdeu o controle.

Não vai adiantar esperar

a colaboração do Tribunal de

Contas ou do Tribunal de Justiça

para derrubar a liminar.

Temos que reduzir os gastos

para pelos 1,51% da receita líquida

do DF", analisou.

O Grupo dos 14 protagonizou,

sábado, confronto que

mergulhou a Câmara numa

discussão de sete horas, por

conta da composição dos cargos

na Mesa. Por essa razão,

fontes próximas ao distrital Patrício

salientaram que o presidente

da Casa está atento as

movimentações dos 14.

Enquanto isso, o grupo se

movimenta em outras frentes.

Ontem, a distrital Celina Leão

(PMN), membro dos 14, foi ao

Ministério Público do DF pedir

que questione o fim da gestão

compartilhada na escolas. Em

dezembro, a pedido do então

governo de transição de Agnelo

Queiroz, a Câmara Legislativa

alterou a Lei Distrital 4.036/2007,

que trata do tema.

Para Celina, a modificação

teve o caráter de um "jeitinho",

que deixou um vácuo para a

escolha dos novos diretores de

escolas. A distrital sugeriu à

procuradora-geral de Justiça,

Eunice Amorim Carvalhido,

que a mudança seja contestada

por uma ação de inconstitucionalidade.

Professoras e diretoras que

acompanharam a distrital na audiência

disseram que o que está

em jogo são conquistas obtidas

ao longo de vários governos do

DF na gestão das escolas.

"Várias pessoas que auxiliam

na direção foram exoneradas. E

não sabemos o que será feito",

disse uma das educadoras.

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