Política
Aldo desiste de se candidatar à presidência da Câmara
Após avaliar o atual cenário da disputa pela presidência da Câmara, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) decidiu abrir mão da briga com o atual presidente, Marco Maia (PT-RS), em campanha pela reeleição.
A eleição do presidente da Câmara ocorre após o recesso do Congresso, no início de fevereiro.
“Chegamos a conclusão que as condições são remotas. Examinamos que a maioria dos partidos da base e da oposição está com Marco Maia. Não vamos apresentar nenhuma candidatura”, disse Aldo ao blog.
Apesar do discurso de Aldo, segundo integrantes da cúpula do PT, a candidatura dele começou a "esfriar" após o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, entrar em campo e convocar o parlamentar para uma reunião, que ocorreu na última sexta-feira (7).
Na conversa, teria sido avaliada como contrapartida a possibilidade de Aldo se tornar presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara.
Com a desistência de Aldo é a segunda nas últimas 24h. Ontem (13), o deputado Silvio Costa (PTB-PE), que também teve o nome ventilado, anunciou que não disputará a presidência.
A decisão também foi tomada após intervenção do Palácio do Planalto. No caso de Costa, ocorreu, como o blog revelou, depois de conversa com o vice-presidente, Michel Temer.
A iniciativa de Aldo, um dos principiais nomes para uma candidatura “alternativa”, pegou de surpresa até os demais postulantes à presidência.
“Não estava sabendo. Tínhamos uma reunião marcada para a próxima segunda ou terça-feira para avaliar como andam as conversas", se queixou deputado Júlio Delgado (PSB-MG), um dos cotados para a disputa.
"Lógico que com isso cria mais uma dificuldade. Mas seguimos trabalhando porque acreditamos no poder do voto secreto e naqueles que estão descontentes”, ressaltou.
Outro que esperava formar uma frente com Aldo e Júlio na tentativa de derrotar Marco Maia, é o atual líder do PR, Sandro Mabel (GO).
“É um absurdo não ter outro candidato para discutir o poder. O parlamento perde muito com apenas uma candidatura. Tem que existir debate. Continuo avaliando”, disse Mabel.
Apesar das queixas de Mabel, na próxima terça-feira (18), a bancada do PR se reúne em Brasília para formalizar o apoio à candidatura do PT.
“Concordo que o partido tem que compor, como todos os outros partidos vem fazendo. Mas não vou ao jantar. Continuo olhando os movimentos”, ressaltou o líder.
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