POLÍTICA
Após dia tenso, PMDB se reúne na casa de Roseana
Os ministros do PMDB se reuniram, ontem à noite, na casa da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, com o vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. As informações são da Agência Brasil.
A reunião ocorreu após uma maratona de reuniões e conversas ao longo do dia. O objetivo do PMDB foi fazer um balanço e avaliar as conversas com os petistas e a repercussão do anúncio de que não está assegurado o apoio do partido ao governo na votação da medida provisória que fixa o salário mínimo em R$ 540, como foi definido pelo governo.
De acordo com Temer, o jantar foi ‘apenas uma reunião social‘, na qual os ministros discutiram o futuro do governo e do PMDB. No entanto, o valor do salário mínimo esteve entre os temas da reunião, segundo admitiram alguns dos convidados. De acordo o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), a insatisfação com o valor de R$ 540 já foi expressada por parlamentares e vinha sendo colocada na Comissão Mista de Orçamento.
Segundo Raupp, apesar de ter sido aprovado no Orçamento de 2011, o assunto pode ser rediscutido na votação da Medida Provisória que fixou o mínimo. ‘Agora existe um clamor popular. É um consentimento entre os partidos da base aliada de que dificilmente (o salário mínimo) ficará nesse valor‘, disse Raupp. As informações são do Estadão.
Estiveram na reunião os ministros José Garibaldi Alves, da Previdência Social; Pedro Novaes, do Turismo; Edison Lobão, de Minas e Energia; Nelson Jobim, da Defesa; Wagner Rossi, da Agricultura; e Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos; além dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Valdir Raupp.
Cargos
Segundo Temer, a divisão de cargos no segundo escalão da gestão de Dilma Rousseff não foi o principal motivo do encontro, mas é um assunto ainda não resolvido. ‘Não estamos disputando cargos, vamos esperar a decisão da presidenta Dilma. Haverá, naturalmente, uma divisão equitativa (de cargos) entre os partidos políticos‘, disse.
Mais cedo, numa outra reunião com o PMDB, Temer disse que os anúncios sobre os cargos de segundo escalão do governo estariam suspensos até que a negociação da presidenta Dilma Rousseff com o partido fosse concluída. À noite, o presidente do partido disse que a decisão está mantida.
Ele também negou que o acordo com o PT sobre o apoio na disputa da presidência da Câmara dos Deputados esteja ameaçado. Segundo Temer, o PMDB vai manter sua palavra e apoiar Marco Maia (PT-RS) para dirigir a Casa nos próximos dois anos.
Para o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, não há crise por causa de cargos no segundo escalão. ‘Não gosto dessa palavra, crise, porque isso sugere uma coisa maior. É natural que haja a discussão entre políticos que se elegeram recentemente‘, afirmou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário