quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Política


Planalto entra na disputa pelo comando da Câmara



Preocupado com um possível racha dentro da própria base aliada em razão da disputa pela presidência Câmara, o Palácio do Planalto resolveu entrar em campo para tentar botar um “freio de arrumação” e garantir a vitória do candidato do PT, Marco Maia (RS).



A eleição da presidência da Câmara deve ocorrer no início de fevereiro após o recesso parlamentar.



Cotado como candidato “alternativo” na disputa, o deputado Silvio Costa (PTB-PE) foi convocado pelo vice-presidente, Michel Temer (PMDB), para uma reunião no Palácio do Planalto, ontem (12) no início da noite.



No encontro, Costa concordou com Temer em abrir mão da candidatura em prol da “governabilidade” no início do mandato da presidenta Dilma.



“Não serei nenhum tipo de empecilho. Vou ligar para o Marco Maia para dizer que ele tem o meu apoio”, disse ao blog Costa.



Além do Planalto, Marco Maia, que hoje começa uma peregrinação pelos estados, deverá receber na próxima segunda-feira (17) o apoio formal dos deputados da base eleitos pelo Ceará.



O movimento de apoio à candidatura é capitaneado pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB).



A medida é vista como uma forma de desestimular as outras candidaturas “alternativas”, ainda não oficiais, de Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Sandro Mabel (PR-GO) e Júlio Delgado (PSB-MG).



No discurso dos três, o desejo de representar aqueles que foram esquecidos na divisão do governo Dilma e/ou se sentiram atropelados pela forma como PT e PMDB negociaram a presidência da Câmara.



Acordo feito entre os dois partidos, que são os dois maiores na Câmara, prevê que um indicado do PT presidirá a Câmara no biênio 2011-2012 e outro do PMDB no biênio 2013-2014.



“Quem garante que essas candidaturas representam os insatisfeitos. Não é um pouco de presunção? Não acredito que os três tenham os mesmos objetivos”, disse ao blog o ex-presidente da Câmara e um dos articuladores da campanha de Maia, Arlindo Chinaglia (PT-SP).



Quanto ao Mabel, deputados da base acreditam que a candidatura dele não seguirá a diante.



E que ele não trocará a liderança do PR, tida como certa para muitos, por uma “aventura” pela disputa da presidência.



Blocos



Além da disputa pela presidência, nos bastidores da Câmara também está em processo a formação de um novo bloco com PDT, PTB, PV e PSC.



No calculo de alguns deputados, o grupo teria cerca de 80 deputados.



A idéia é garantir duas vagas na Mesa (a quarta-secretaria e uma suplência) e mais três Comissões Permanentes, cargos, que isolados, os partidos não teriam direito.

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