RIO GRANDE DO SUL
Governo do RS deve anunciar hoje crise nas finanças
Do Correio do Povo
Em companhia do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, deve anunciar nesta quinta-feira (13), às 14h, que o Estado enfrenta uma crise financeira. Um assessor direto do governador antecipou que “ocenário não é nada bom".
- Muitas contas ficaram em aberto, temos a previsão de déficit a partir de janeiro. E isso deve se estender pelo ano todo.
O diagnóstico que será apresentado à imprensa fora prometido por Tarso ainda em dezembro, quando ele ficou incomodado com as notícias veiculadas pela antecessora Yeda Crusius (PSDB). A tucana afirmava que o petista herdaria o Piratini com R$ 3,6 bilhões em caixa para investimento imediato. Os aliados de Tarso se apressaram em dizer publicamente que os valores pertenciam ao Caixa Único, oriundos de depósitos judiciais, e que não estavam disponíveis para viabilizar gastos do Estado.
Como não pretende passar a impressão de que está preocupado apenas em culpar a Yeda, o Piratini apresentará uma série de medidas para buscar recursos que possam cobrir os supostos rombos financeiros encontrados.
- Apesar da situação difícil, a ideia não é fazer alarmismo ou crítica exagerada.
É provável que sejam apresentadas outras fontes de financiamento dispostas a negociar com o Rio Grande do Sul, além do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do Banco Mundial, que já discutem com o Piratini a concessão de empréstimos de R$ 2 bilhões.
Os diretores da Secretaria de Comunicação, que na quarta-feira (12) discutiram com Tonollier o tom da manifestação, não descartavam a inclusão de outro secretário na entrevista coletiva. Ele falaria especificamente sobre a busca de novos investimentos. Tonollier irá questionar o déficit zero de Yeda, afirmando que ele foi construído a partir do descumprimento dos mínimos constitucionais em saúde e educação. Pela ótica petista, a carência de investimento justifica o apontamento de um déficit não somente financeiro, mas de “políticas públicas”.
O governador afirmou na quarta que a manifestação do secretário da Fazenda, Odir Tonollier, será de caráter estritamente técnico. Ele justificou a iniciativa dizendo que os eleitores precisam tomar conhecimento da “verdadeira” situação financeira do Estado.
- Recomendei ao Odir que fizesse uma radiografia puramente técnica das finanças. Ele não vai fazer nenhum juízo político. Mas o anúncio se explica porque o povo gaúcho precisa saber o real ponto de partida da nossa gestão.
Questionado sobre o tamanho do déficit das finanças, o governador petista preferiu fazer mistério, mas não negou a informação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário