Carlos Carone
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A devassa que a Polícia Civil faz no sistema de transporte público coletivo está apenas no começo. Há um ano e três meses, investigadores da Divisão Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap) preparam o terreno para desbaratar um suposto esquema criminoso que beneficiava poucos e prejudicava milhares de usuários do transporte público.
A segunda fase da Operação Drakkar terá o reforço importante de uma série de documentos que foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão cumpridos na última sexta-feira, no posto de atendimento da Fácil, no Setor de Diversão Sul (Conic). O alvo é desmembrar e identificar os principais beneficiários do esquema. Os investigadores querem identificar quem recebia propinas e quem pagava os valores aos mais interessados em inchar o sistema com veículos sucateados.
Sabe-se que o esquema teria começado ainda em 2007, quando o governo iniciou o programa de renovação da frota, e teria sido montado em reuniões da residência oficial de Águas Claras. Dois anos depois, o faturamento com a atividade ilícita teria aumentado, quando cerca de 350 novos ônibus deveriam ter sido usados para substituir parte da frota. No entanto, a frota que chegou a ser exposta no Eixão Sul pelo então governador José Roberto Arruda, serviu para acrescentar e não substituir veículos que deviam ter parado de rodar. “A nova fase da investigação pretende apurar quem faturava com esse esquema. Os documentos que foram apreendidos serão importantes para esclarecer algumas dúvidas”, explicou o diretor da Decap, delegado Flamarion Vidal.
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