Agnelo vira alvo em debate
Eleições 2010 em 14/09/2010 às 23:53
candidatos, debate
O debate promovido pelos Diários Associados mostrou uma novidade no cenário desta eleição: com a mudança nas intenção de votos, a vítima deixou de ser Joaquim Roriz (PSC) e passou a ser Agnelo Queiroz (PT). Toninho do PSOL e Eduardo Brandão (PV) aproveitaram a oportunidade para criticar o candidato petista, que agora lidera as pesquisas. E o maior questionamento continuou sendo a controversa aliança do PT com o PMDB e outras legendas antes adversárias.
“Há candidato rodeado de traidor”, “há candidato que já loteou o governo”, “há candidato aliado a pessoas alvos de processos” foram algumas das críticas a Agnelo e sua aliança. “Unimos 11 partidos para salvar Brasília”, justificou mais uma vez o petista.
Nesse contexto, quem levou vantagem foi Joaquim Roriz. Sem ser o alvo preferido dos adversários, chegou a trocar amabilidades com Toninho, que devolveu a cordialidade, ao afirmar que ele, Roriz, estava ali em pé de igualdade com os demais candidatos. “Saio daqui realizado e satisfeito de não ter agredido ninguém”, comemorou Roriz, na saída do debate.
Outro ponto interessante foram as perguntas elaboradas pelos jornalistas do Correio Braziliense. Tocaram em pontos cruciais das principais candidaturas. A Roriz, perguntaram se ele temia encerrar a carreira com uma derrota. “Acabei de receber uma pesquisa que me coloca em vantagem”, desconversou o ex-governador depois de reafirmar mais uma vez sua candidatura e a confiança no STF.
A Agnelo, a pergunta foi sobre seu envolvimento na Operação Shaolin que investigou irregularidades no Ministério dos Esportes. “Obrigada por perguntar, assim posso esclarecer que não há citação, indiciamento, investigação, nada que envolva o meu nome”, assegurou o petista.
A Brandão, a pergunta foi sobre o processo por falência fraudulenta de uma empresa que ele tinha com o pai de energia solar. “Não me preocupo com isso porque a empresa fechou como tantas outras no período do governo Collor”, justificou.
Para Toninho, sem denúncias, a pergunta foi porque sua campanha não emplacava, apesar do discurso da moralidade. “Gastamos pouco mais de R$ 30 mil na campanha até agora. É difícil concorrer em uma disputa com tamanha desigualdade”.
Um detalhe: o distanciamento de Roriz com o candidato de sua coligação à Presidência da República ficou ostensivo no debate. Todos os demais candidatos fizeram questão de se associar aos seus presidenciáveis. Roriz, não.
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