sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

4POLÍTICA & PODER

EFEITOS DA DERROTA

O inferno astral

dos Roriz

lJoaquim

perde no TRT e

Jaqueline teria

domésticos

pagos pela CLDF

Bruno Peres

bruno.peres @jornaldebrasilia.com.br

Afastados dos holofotes desde

a derrota para Agnelo Queiroz

em outubro, o clã Roriz

parece passar por inferno astral.

Isto porque o patriaca Joaquim perdeu

ação trabalhista – embora ainda

caiba recurso –, enquanto a filha

Jaqueline supostamente teria dois

funcionários particulares sendo remunerados

com dinheiro público.

No dia seguinte à diplomação

de Agnelo pelo Tribunal Regional

Eleitoral (TRE), veio à tona a condenação

de Roriz pela juíza Sandra

Nara Bernardes, da 10ª Vara do

Trabalho, pela qual o ex-governador

terá que pagar uma indenização

no valor de R$ 112 mil a

um ex-cabo eleitoral, vítima de

acidente de trabalho.

O episódio foi durante a campanha

eleitoral do então candidato

ao GDF, em 1998. A vítima, que

chegou a coordenar o núcleo da

campanha rorizista, foi atingida no

olho por um pau de bandeira e

ficou cega posteriormente.

O ex-governador não se manifestou

sobre a derrota na Justiça

trabalhista. A assessoria de Roriz

informou que os advogados do

ex-governador já apresentaram recurso

ao Tribunal Superior do Trabalho

(TST) questionando a decisão

de primeira instância.

COMISSIONADOS

Mas as derrotas do clã Roriz

não terminam aí. Também ontem,

a filha do ex-governador Jaqueline

Roriz reagiu "com muita estranheza"

às denúncias de que dois

empregados da família seriam funcionários

da Câmara Legislativa.

Em nota divulgada por seu gabinete,

ela classificou as acusações

de "inverídicas", "desencontradas"

e "especulação".

A deputada não confirmou

que os comissionados Jorcelino

Teixeira dos Santos, lotado na gráfica

da Câmara Legislativa, e Sandra

Ribeiro Soares, que trabalharia

no gabinete dela, sirvam à família.

Atestou, no entanto, que o casal

está morando em uma casa emprestada

pelo marido. Sandra tem

salário de R$ 12 mil e Jorcelino, de

R$ 2,8 mil.

Para pessoas ligadas aos Roriz,

os dois episódios são sinais de "perseguição"

e "denuncismo" de adversários,

interessados em "acabar

com o legado político" da família.

Diante das acusações, Jaqueline

manifestou-se afirmando estar

tranquila. Mais: disse que se manterá

firme como oposição a Agnelo.

Também garantiu que o pai "está

bem" e ocupado com administração

das propriedades da família.

"Não vou fraquejar. Eu acho

que a verdade sempre vem à tona.

Denuncismo não cola, não pega.

Então, eu vou ser firme".

SAIBA +

Procurada pelo

Jornal de Brasília,

Sandra informou

que trabalha há

cerca de seis meses

no gabinete de

Jaqueline Roriz e

que a rotina envolve

"todos os setores".

Conforme informou,

ela trabalha no

gabinete há cerca de

seis meses. No

momento em que

conversou com o

Jornal de Brasília,

Sandra estava

auxiliando no envio de

cartões de Natal.

Sandra não

escondeu o

desapontamento

com as denúncias

contra ela e o

marido. "Como

você acha que

você recebe uma

notícia dessas?

Você está

trabalhando,

tocando a sua vida,

e, de repente, você

vê tanta calúnia a

seu respeito,

totalmente o

inverso do que

acontece no seu dia

a dia", defendeu-se.

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