sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

o cofre alheio

No apagar das

luzes, Rosso envia

projetos que

impactam o

Orçamento de 2011

Bruno Peres e Francisco Dutra

redacao@jornaldebrasilia.com.br

Com a Câmara Legislativa votando a

toque de caixa o Orçamento, o IPTU

e o IPVA de 2011, o governador

Rogério Rosso enviou ontem, no apagar

das luzes de seu governo, cinco projetos

de lei para votação. Quatro deles envolvem

questões complicadas na mudança

de carreira para servidores públicos,

que impactariam expressivamente o Orçamento

do GDF para 2011.

A Assessoria de Imprensa do governador

não soube informar o teor dos projetos

ou mesmo confirmar o envio deles para

a Câmara. Considerando que o ano legislativo

terminou anteontem, o gesto de

Rosso causou estranheza entre os distritais,

sobretudo os da base do governador eleito

Agnelo Queiroz. Para eles, a votação do

Orçamento pode ser comprometida com

isso, o que, invariavelmente, atrapalharia a

futura gestão do GDF.

"A tendência é não votar, porque os projetos

têm que ser mandados com antecedência,

para que possam passar pelas comissões e os

deputados poderem analisá-los. A Câmara

não é o puxadinho do Buriti", atacou o deputado

distrital Cabo Patrício (PT).

Também cético quanto as chances de os

projetos serem votados ainda este ano, o

presidente da Câmara Legislativa, Wilson

Lima (PR), lembrou que houve um compromisso

firmado entre Agnelo e os parlamentares

de votar apenas as questões

realmente relevantes para 2011.

"Acredito que o governador (Rosso) deve

ter feito algum compromisso com essas

categorias (de servidores) e agora está tentando

cumprir com a palavra. Ele é político.

E é natural que ele faça política. Mas acho

não vamos ter condições de apreciar e votar

esses projetos agora. Não há tempo hábil",

comentou o presidente da Câmara.

Segundo Lima, a votação destes projetos

pode causar mais prejuízos do que vantagens,

uma vez que não se tem noção do impacto nas

contas do GDF, por exemplo. Para o atual

presidente da Câmara, é mais interessante que

sejam apreciados ano que vem, com calma e

respeitando os ritos de tramitação.

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