Agnelo comanda no DF o mais lento processo de transição
Em busca de soluções para o caos na saúde e as greves de servidores, eleito não anunciou ainda nenhum secretário
Christiane Samarco, Estadão.com
Eleito para administrar uma terra arrasada a partir do escândalo do "mensalão do DEM", o qual levou um governador à prisão, o petista Agnelo Queiroz comanda hoje o processo mais lento de transição de governo no País.
Não há um único secretário escolhido e anunciado no Distrito Federal, onde a saúde entrou em colapso, as greves de funcionários deixam as vias de acesso à Esplanada dos Ministérios repletas de buracos e o mato ameaça tomar conta dos jardins de Burle Marx.
Diante do acúmulo de problemas, Agnelo consumiu os últimos 30 dias levantando dados da administração local e batendo à porta de alguns ministérios, como o da Saúde, para resolvê-los. Só nesta semana começou a fazer as primeiras consultas para compor a equipe com 12 partidos aliados.
Não bastasse a disputa entre o PT e o PMDB do vice-governador Tadeu Filippelli, a pressão por cargos vem de todo lado.
Até o ex-ministro José Dirceu deverá emplacar apadrinhados no governo do DF.
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