Alckmin age para pôr fim à era Serra no Bandeirantes
Mudará chefia de 7 das 26 secretarias, fechará uma pasta, quer extinguir mais duas e criar três
Roberto Almeida, Estadão.com
O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), engrena um profundo rearranjo na administração estadual e tenta impor, tacitamente, um rompimento com a estrutura serrista no Palácio dos Bandeirantes.
Das 26 secretarias paulistas, o tucano decidiu mudar o comando de sete e extinguir uma. Ele estuda, ainda, emplacar nomes de sua lavra em pelo menos 13 pastas, liquidar a existência de mais duas e criar outras três.
Até agora, a equipe de transição de Alckmin resolveu extinguir a Secretaria de Ensino Superior e pretende decretar o fim da pasta de Relações Institucionais, considerada "inócua" pelos alckmistas. Ambas foram criadas pelo ex-governador José Serra (PSDB).
Para substitui-la, a transição avalia recriar a Secretaria de Governo e Gestão Estratégica, para articulação interna. Um dos nomes cotados para a tarefa é o atual secretário de Cultura, Andrea Matarazzo.
Outra secretaria que pode ser extinta é a de Comunicação, cujas atribuições, em forma de coordenadoria, poderiam ser repassadas à nova pasta de Governo ou à Casa Civil, comandada por Sidney Beraldo, chefe da transição tucana.
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