segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Deu na Folha de S. Paulo


PMDB insiste em quinto ministério no governo Dilma



Partido já tem Agricultura, Turismo, Minas e Energia e Previdência e pode ficar com Assuntos Estratégicos



Temer discute hoje com Cabral estratégia para garantir à legenda um espaço "justo" para quem apoiou Dilma



Valdo Cruz



O PMDB vai insistir em uma quinta vaga no ministério para fechar seu espaço na equipe da presidente eleita, Dilma Rousseff. O partido avalia que, ao contrário dos demais aliados, está perdendo prestígio na montagem do governo da petista.



Líderes peemedebistas negociavam ontem com o futuro ministro Antonio Palocci Filho (Casa Civil) qual seria essa quinta pasta.



A tendência é uma fortalecida Secretaria de Assuntos Estratégicos, que poderia absorver o comando do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e projetos da área de saneamento básico.



O partido também inclui entre as hipóteses a manutenção do Ministério da Saúde, com a indicação de um nome ligado ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ).



Hoje, o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), vai almoçar com Cabral. Na pauta, uma estratégia para garantir aos peemedebistas um espaço que eles consideram "justo" para quem apoiou Dilma desde o início.



Na semana passada, Dilma definiu quatro pastas na cota do PMDB: Agricultura, Turismo, Minas e Energia e Previdência. Os dois primeiros na cota dos deputados do partido. Os dois últimos, na dos senadores.



Agricultura ficará com Wagner Rossi, atual ministro. Minas e Energia, com o senador Edison Lobão.



No Turismo, perdeu força o nome do deputado Mendes Ribeiro (RS) e ganhou o de Pedro Novais (MA). Previdência pode ficar com o senador Eduardo Braga (AM).



Dilma já havia oferecido a Secretaria de Assuntos Estratégicos para Temer entregá-la ao peemedebista Moreira Franco. Ele rejeitou, porém, por considerar a pasta sem peso político e executivo.

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