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Enviado por Ricardo Noblat - 6.12.2010
6h44m

Deu na Folha de S. Paulo

Dilma: em direitos humanos, a opção é pela esquerda



Eliane Cantanhêde



A declaração da presidente eleita, Dilma Rousseff, ao "[The] Washington Post", promete uma guinada na polêmica e sistemática abstenção do Brasil na condenação a regimes ditatoriais no Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas).



Durante os oito anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os embaixadores brasileiros se abstiveram quanto a sanções a Cuba, Sri Lanka, Mianmar, Sudão e, mais recentemente, Irã.



A argumentação do Itamaraty é que as votações do conselho têm sido politizadas para condenar adversários dos EUA, como o Irã.



O Itamaraty defende que, em vez de condenação para virar "diploma pendurado na parede", é melhor manter o diálogo e a cooperação com os países acusados e tentar mudar de fato a situação dos direitos humanos.



Os críticos, dentro e fora do Brasil, ironizam que se trata de uma forma rocambolesca de simplesmente se omitir numa questão que deveria ser fundamental para Lula, ele próprio perseguido por uma ditadura enquanto líder sindical nas décadas de 1970 e 1980.



Com Dilma, essa posição tende a mudar. Mais do que apenas perseguida pela ditadura militar (1964-1985), ela foi presa e torturada.

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