Economia
Inflação: Mantega faz contraponto ao presidente do BC
Martha Beck e Vivian Oswald, O Globo
Se o novo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, acredita que o Brasil já está pronto para discutir uma redução da meta de inflação - como mostram seus recentes pronunciamentos e entrevistas -, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é o contraponto.
Embora exista na própria Fazenda quem ache que o Brasil tem condições de conviver em breve com uma meta menor - o que seria uma forma de coordenar expectativas do mercado e ajudar a reduzir os juros mais rapidamente no país -, Mantega prefere cautela. Ele ainda é defensor da ideia de que o mais importante agora é o país crescer mesmo que para isso a inflação seja um pouco maior.
- Ele (Mantega) acredita que o mais importante é o Brasil crescer entre 5% e 5,5%, portanto, a meta deve ficar como está. A redução deve ocorrer, mas está num horizonte mais longo - disse um assessor de Mantega.
De todo modo, reduzir a meta de inflação é um assunto que já está no radar do novo governo. Falta discutir o momento em que pode se dar. Entre os especialistas, há aqueles que defendem a manutenção do atual centro da meta de 4,5% por julgarem que, dada a combinação de políticas macroeconômicas em prática no país, uma diminuição da meta serviria de desculpa para a manutenção de uma política monetária mais conservadora.
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