domingo, 9 de janeiro de 2011

GOVERNO FEDERAL




A república de batom



POR SHEILA MACHADO, O Dia



Rio - Logo na primeira semana de trabalho no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff já imprimiu um ritmo bem diferente de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva — o expediente lá começou logo no domingo, dia seguinte à posse. Com uma nova chefe extremante rigorosa com o andamento de tarefas que delega, há, entre o funcionalismo, quem já esteja lamentando, pelos corredores, que “a paz acabou”.



Um dos que experimentaram a austeridade profissional da presidenta foi o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na segunda-feira, depois de uma manhã intensa de trabalho, ele achou que poderia tirar uma horinha de almoço. Sentou-se em um restaurante e, em menos de 15 minutos, recebeu um telefonema de Dilma. Ele disse que estava terminando de comer, e ela respondeu, em tom de ironia: “Embrulha e traga para comer aqui. Não tem comida no seu ministério, não?”. Cardozo deu uma gargalhada, deixou o prato na mesa e voltou ao Palácio do Planalto.



Em Brasília, há várias histórias — do tempo em que Dilma era ministra-chefe do governo Lula — de broncas em reuniões. Ela delega tarefas e cobra prazos. Sempre sabe o que foi discutido porque mantém ata dos encontros. Fica irritada quando alguém fala do que não conhece ou não sabe uma resposta que deveria saber. Também está sempe acompanhada de seu laptop — na primeira semana, em uma reunião com ministros, tinha dois. O próprio Lula contou que quando a conheceu, no final de 2002, quando ele se preparava para assumir a Presidência e buscava uma ministra de Minas e Energia, a então secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul chegou à sua sala com um computador portátil, e mostrou eficiência e segurança no tema. Conquistou Lula.



Na semana passada, Dilma chegou ao Planalto sempre por volta das 9h e não saiu nem para almoçar — com bem percebeu Cardozo. Não são raras as vezes em que ela pede a seus assessores para encomendar refeições para todos que estejam em reunião com ela.



À LA DILMA



O prato preferido



O prato preferido da presidenta é italiano: polpetone. Em Brasília, um de seus restaurantes prediletos é o Villa Tevere, onde a chef Suzana Leste prepara o polpetone que Dilma tanto gosta: feito de filé mignon moído, recheado de mozarela, com molho de tomate e gratinado com parmesão ralado — e salada verde de acompanhamento. Mineira, a petista também não dispensa pão de queijo.



O penteado



Celso Kamura, cabeleireiro e maquiador que faz consultoria para a presidenta, revela que a cor de batom preferida de Dilma Rousseff é vermelho com tom de cereja. Nas unhas, ela mantém os esmaltes em tons claros, como branco e bege, com acabamento natural.



Marca registrada de Dilma, o cabelo curto e modelado para o alto é prático. “Corto de dois em dois meses e faço luzes bem fininhas para iluminar”, conta Kamura. A escritora Henny Ribeiro, de 79 anos, é adepta do penteado. Para fazê-lo, escove o cabelo para alto. Prenda as mechas do alto da cabeça com rolinhos pequenos, passe fixador em spray e deixe por 15 minutos. Retire os rolos e desfie todo o cabelo com um pente fino. Modele usando o fixador, ensina o cabeleireiro Sid Giovanni, do Espaço Glecciano Luz, na Barra da Tijuca.

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