terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Deu em O Globo


Dilma levará PAC da Casa Civil para o Planejamento



Lula confirma que Dilma levará PAC da Casa Civil para o Planejamento



Presidente diz que prefeitos devem ‘aprender a fazer projeto factível’



André Coelho



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ontem publicamente que o PAC sairá da Casa Civil e passará para o Ministério do Planejamento no governo de Dilma Rousseff, dando ainda um conselho a prefeitos e governadores que participaram da cerimônia de assinatura de obras do PAC 2: não percam tempo correndo atrás de "emendinhas parlamentares" aprovadas no Orçamento da União.



Para Lula, o jeito mais fácil de conseguir dinheiro público para obras e projetos nos estados e municípios é a apresentação de projetos bem estruturados ao governo federal.



Lula citou o Rio como exemplo de estado que consegue recursos graças à qualidade das propostas encaminhadas.



— Não é a choradeira de um prefeito que vai fazer dinheiro. O prefeito precisa aprender a fazer projeto factível — disse Lula, dirigindo-se em seguida ao vice-governador do Rio, Luiz Fernando de Souza, o Pezão:



— Não tem ninguém que saiba me enganar mais do que o Rio de Janeiro. O Rio é uma fábrica de projetos. Todo dia chega um projeto aqui, e agora eles não me mostram mais projeto, mas um filme. Daqui a pouco já vão apresentar a obra pronta.



Para Lula, o momento agora é de estados e municípios trocarem "choradeira por projetos". Ele assegurou que a presidente eleita, Dilma Rousseff, continuará preocupada em melhorar o setor de infraestrutura no Brasil:



— Prefeitos, façam seus projetos. Não percam tempo atrás de emendinha parlamentar. Isso ajuda, mas precisa de coisa mais estruturada. E só venham a Brasília quando tiverem o projeto pronto. Projeto é condição sine qua non dessa relação.



— O PAC 2 tem programas novos, que vão atender a outras necessidades, como creche, cultura, saúde e até mesmo a melhora das estradas vicinais — disse o ministro, na solenidade, que ocorreu quase ao mesmo tempo em que o ministro Guido Mantega dizia, no Rio, que as novas obras do PAC terão um ritmo mais lento em 2011.



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Após meses de campanha eleitoral em que a presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmava que não faria ajuste fiscal caso se elegesse, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem que haverá um corte de gastos generalizado a partir de 2011, e que apenas projetos prioritários, como o Bolsa Família, ficarão de fora do ajuste.



Nem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será poupado.



Segundo Mantega, que permanecerá no cargo no futuro governo, apenas os projetos do PAC com previsão de conclusão de até dois anos terão o cronograma mantido. Os que ainda não começaram serão executados "mais lentamente".



— Pretendemos fazer um ajuste reduzindo o custeio já existente e impedir novos gastos de custeio. (O corte) será feito em todas as áreas do governo, excepcionalizando, é claro, os projetos prioritários, como o Bolsa Família. Em todo o resto, será feita uma revisão, todos os ministérios, sem exceção — disse Mantega, após seminário sobre as perspectivas do governo Dilma, promovido pela revista "Carta Capital", no Rio.

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