domingo, 31 de outubro de 2010

Agnelo, do PT, encerra era Roriz no DF


Petista obteve 66,1% dos votos com 99,9% das urnas apuradas, desbancando a mulher de Joaquim Roriz, que obteve 33,8% dos votos

Com 99,9% dos votos apurados, o médico baiano Agnelo Queiroz, do PT, é o novo governador eleito do Distrito Federal, com 66,1%. Depois de uma disputa marcada por acusações mútuas entre sua campanha e a da adversária Weslian Roriz, do PSC – que obteve 33,8% dos votos – o candidato do PT vai assumir no dia 1º de janeiro o Palácio do Buriti, aos 52 anos, e promete chefiar também, ao longo dos três primeiros meses de governo, a Secretaria de Saúde do DF. Ele coloca, assim, um ponto final à era Roriz no Distrito Federal.
Roriz foi governador do DF por quatro mandatos, o primeiro nomeado pelo ex-presidente José Sarney, em 1988, época em que essa unidade da Federação não elegia diretamente seus governantes. Ele já havia sido vereador e prefeito de Luiziânia (GO), além de vice-governador e ministro da reforma agrária do ex-presidente Fernando Collor (1990-1992). Roriz está com 74 e, dificulmente, deve se canditar ao governo do DF em 2014, quando terá 78 anos.


Agnelo dos Santos Queiroz Filho, nascido no município de Itapetinga, na Bahia, é o filho mais velho de um funcionário público e uma cabeleireira, estudou em escolas públicas e formou-se em Medicina na Universidade Federal da Bahia. Chegou a Brasília durante a década de 1980, para especializar-se em cirurgia no Hospital de Base da capital federal. Após um período como presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, foi eleito deputado distrital pelo PC do B em 1990.




Após a passagem pela Câmara Legislativa, Agnelo foi eleito por três vezes consecutivas deputado federal pelo DF, período durante o qual continuou a exercer a medicina com operações semanais. Em 2003, ministro do Esporte durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encarou as primeiras polêmicas de sua trajetória.



À frente do ministério, foi alvo de acusações relativas a irregularidades no programa Segundo Tempo, de sua autoria. As denúncias foram trazidas novamente à tona durante o pleito deste ano pela campanha de Weslian Roriz, que exibiu em seu programa eleitoral o depoimento de testemunhas da Operação Shaolin, uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal relativa ao desvio de dinheiro público.



Agnelo alegou não conhecer os acusadores, que, segundo ele, teriam sido pagos para denunciá-lo, e argumentou que sua gestão foi aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Agnelo também foi alvo de acusações durante os Jogos Panamericanos de 2003, quando teve que devolver R$ 11 mil aos cofres públicos em resposta a uma suspeita de pagamento duplicado em uma viagem.





Participação em majoritárias



Em 2006, deixou o ministério para concorrer ao Senado, mas os mais de 540 mil votos que recebeu – quase 43% do total – não foram suficientes para elegê-lo. Agnelo assumiu então a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, dois anos depois de deixar o cargo de ministro, trocou o pouco expressivo PC do B pela maior possibilidade de articulação e visibilidade do PT, e começou a articular a candidatura ao governo do DF.



À frente de uma coligação de mais de dez legendas – que inclui PMDB, PDT, PSB e PC do B –, o agora petista deu início à campanha no primeiro turno atrás de Joaquim Roriz, mas virou o jogo no início de setembro e ganhou força com a desestabilização da candidatura do adversário do PSC. Diante de escândalos, denúncias e do julgamento de sua situação frente à Lei da Ficha Limpa empatado no Supremo Tribunal Federal (STF), Roriz desistiu de concorrer ao Palácio Buriti e lançou sua mulher, Weslian, para assumir a posição na disputa – a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições.





Prioridades





Para o vice-presidente regional do PT, Chico Vigilante – um dos articuladores da filiação do ex-ministro ao partido –, a característica mais marcante de Agnelo é sua habilidade em negociar e a capacidade aglutinadora. “O governo dele será de reconstrução, de tolerância para compor o governo com partidos que não são o PT e, inclusive, com segmentos que nem partido são”, afirma.



De acordo com suas declarações em entrevistas e comícios ao longo da campanha, Agnelo elegeu como prioridades para o início do governo a saúde, a segurança e o transporte público no Distrito Federal. O petista promete construir Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em todas as regiões administrativas do DF, disponibilizar 400 equipes de saúde para atender à população, integrar modais de transporte público como ônibus e metrô, estender o metrô até o fim da Asa Norte de Brasília e estabelecer rondas ostensivas, repressão ao tráfico de drogas e parcerias com igrejas para o tratamento de dependentes. Ele anunciou ainda o projeto de uma “Secretaria da Transparência” que fiscalizaria os contratos firmados pelo governo do DF.



Segundo Vigilante, eleito deputado distrital, uma das primeiras ações de Agnelo no governo deve ser a exoneração de cargos de confiança ocupados em governos anteriores. “Vamos afastar todos os que fizeram parte dos últimos governos e colocar gente capacitada e preparada para os cargos”, promete.
Dilma vence e é eleita a primeira


mulher presidente do Brasil

Escolhida por Lula, petista chega à Presidência com maioria para governar




                                        Candidata de Lula, petista será a primeira mulher a governar o país


Do R7








A candidata do PT, Dilma Rousseff, venceu a disputa pela Presidência da República, sendo eleita a primeira mulher presidente do Brasil. A petista derrotou o adversário José Serra (PSDB) no segundo turno das eleições, neste domingo (31), de acordo com os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).



Conheça a trajetória da 1ª mulher eleita presidente do Brasil



Com 93% das seções apuradas, Dilma obteve 55,49% dos votos, o que representa mais de 52,5 milhões de eleitores. Já Serra recebeu os votos de 44,41% dos eleitores, o que representa aproximadamente 41,9 milhões de votos.





Aos 62 anos, a mineira chega à Presidência após ser escolhida por Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo; isso depois de ter enfrentado a ditadura militar, comandado o principal ministério do governo Lula (a Casa Civil); vencido um câncer no sistema linfático e se tornado avó pela primeira vez, ainda no primeiro turno das eleições.



Até então desconhecida pelo eleitorado, pois nunca havia disputado uma eleição, Dilma passou a liderar a corrida pela sucessão presidencial no final do primeiro semestre deste ano, sendo beneficiada pela aprovação recorde do governo atual. Após oito anos na Presidência, Lula deixa o governo no fim do ano com índices de aprovação superiores a 80%.



Disputa



Antes de sair vitoriosa das urnas, Dilma enfrentou uma das campanhas mais agressivas da história. Se, no primeiro turno, o debate de propostas já havia sido sobreposto por discussões eleitorais, no segundo, os ânimos ficaram mais acirrados.



Os boatos de que a candidata do PT era favorável ao aborto, difundidos na internet e alimentados em cerimônias religiosas, marcaram a reta final da eleição, mas foram desmentidos pela petista. A discussão, porém, gerou uma série de troca de acusações entre Serra e Dilma, que atribuiu os rumores à tentativa do tucano de alimentar a divisão religiosa no Brasil.



Além da discussão em torno de temas polêmicos, a disputa pela Presidência foi marcada pelo surgimento de escândalos. Em um dos casos, Serra foi surpreendido pela denúncia de que o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, teria fugido com R$ 4 milhões da campanha tucana. O caso foi chamado de factoide por Serra e negado pelo engenheiro.



Em outro momento da campanha, imperou a troca de acusações em torno dos dossiês contra Serra supostamente montados por integrantes da campanha petista – informação sempre negada pelo PT, que passou a ser investigada pela Polícia Federal. Um dos envolvidos no esquema, o jornalista Amaury Junior, disse que decidiu investigar os tucanos, em 2008, após saber que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também era alvo de uma investigação clandestina. Na época, Aécio disputava com Serra a indicação do partido para concorrer à Presidência.



A saída da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, após suspeitas de tráfico de influência, também inflou os ataques do tucano contra a campanha de Dilma que, por sua vez, defendeu a investigação imediata do caso.



Na última semana da campanha, uma nova denúncia atingiu o governo de São Paulo, deixado por Serra em abril. Desta vez, o jornal Folha de S.Paulo revelou que os resultados de uma licitação para a construção de lotes da linha lilás do metrô, que passa pela zona sul da capital paulista, vazaram seis meses antes do anúncio oficial. Após a denúncia, o atual governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), ordenou a paralisação do processo de licitação. Serra, que era o governador na época em que a obra foi licitada, defendeu a investigação de um possível acordo entre as construtoras.



Apesar da disputa acirrada e agressiva, Dilma chega ao Palácio do Planalto com ampla maioria no Senado e na Câmara Federal, e ainda tendo a maioria dos Estados governados por aliados. Ela, porém, terá pelo menos um grande desafio para enfrentar nos próximos quatro anos: a realização das reformas política e fiscal.
Com 89,42% dos votos apurados, Dilma já está eleita presidente do Brasil








Victor Martins



Publicação: 31/10/2010 19:12 Atualização: 31/10/2010 19:56



A eleição presidencial está definida em favor da candidata petista Dilma Rousseff. Até às 19h55 deste domingo (31/10), 89,42% das seções já haviam sido apuradas. Dilma Rousseff (PT) lidera com 55,07% dos votos válidos. José Serra está com 44,93%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta 21,10% de abstenção.
Primeiro discurso como governador


Eleições 2010, GDF em 31/10/2010 às 19:11



Agnelo





Acompanhado do vice Tadeu Filippelli (PMDB), o governador eleito do DF, Agnelo Queiroz (PT), fez o primeiro pronunciamento depois das eleições no Lake Side Hotel no início da noite deste domingo (31). O novo governador começou o discurso fazendo um agradecimento especial ao povo do Distrito Federal e assegurando que a vitória não era dele nem de Filippelli. “Essa vitória nao é minha ou do Filippelli, essa vitória é d povo do Distrito Federal”, afirmou.



Bastante emocionado, o petista fez questão de agradecer aos 13 partidos que integraram sua aliança nesta eleição e defender que a união, tantas vezes contestadas, foi feita em defesa da população brasiliense. “Agradeço a dedicação e empenho de todo um grupo que lutou por esta aliança. Esta aliança é um gesto de amor à cidade”, garantiu. Agnelo ainda reafirmou propostas e promessas de campanha e assegurou que fará um governo com forte cunho social e de desenvolvimento para a capital.



Nesta segunda-feira (1), o novo governador fará uma entrevista coletiva para apresentar com calma os próximos passos do novo governo e a transição.
Agnelo é o novo governador do DF


Eleições 2010 em 31/10/2010 às 18:13



Agnelo





Agora é oficial: o petista Agnelo Queiroz é o novo governador do Distrito Federal. Os eleitores do Distrito Federal atenderam ao apelo de mudança feito durante a campanha da Coligação Um Novo Caminho e apostaram no petista, que alcançou o dobro do número de votos de sua adversária, Weslian Roriz (PSC) - 875.612 votos contra 449.110.



A abstenção, que no primeiro turno havia sido de 15%, chegou a 19,31%. Trezentos e cinquenta mil eleitores não apareceram para votar. Brancos foram 3,11% e nulos, 7,38%.



A festa da vitória está marcada para daqui a pouco, na Esplanada dos Ministérios. Depois, o governador eleito deve fazer uma pequena viagem para descansar e, na próxima semana, dar início ao governo de transição.
Agnelo Queiroz vence disputa para o governo do DF




O ex-ministro Agnelo Queiroz (PT) está eleito novo governador do Distrito Federal. O petista teve 66,10% dos votos válidos (875.612), contra 33,90% (449.110) da adversária Weslian Roriz (PSC), mulher de Joaquim Roriz.







Agnelo Queiroz, 51, é médico e iniciou sua carreira política em Brasília, enquanto fazia residência. Na época, tornou-se presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes. Ele foi eleito pela primeira vez deputado distrital em 1990, pelo PC do B. Em 1994 foi eleito deputado federal, cargo para o qual se reelegeu em 1998 e 2002.







Queiroz foi também ministro dos Esportes de 2003 a 2006, durante o governo Lula. Em 2006 perdeu a disputa para o cargo de senador contra o ex-governador Joaquim Roriz. Em 2008 filiou-se ao PT, partido pelo qual foi eleito governador.







A campanha no Distrito federal foi marcada por muita polêmica. Joaquim Roriz colocou a mulher para disputar o pleito em seu lugar para fugir de uma eventual impugnação de sua candidatura em função da Lei da Ficha Limpa.

sábado, 30 de outubro de 2010

Ibope e Datafolha divulgam última pesquisa presidencial do 2º turno


No Ibope, Dilma obtém 56% dos votos válidos, e Serra, 44%.

No Datafolha, petista registra 55%, e tucano, 45%.



Do G1, em São Paulo



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Os institutos Ibope e Datafolha divulgaram neste sábado (30) as últimas pesquisas de intenção de voto para a disputa presidencial antes da votação deste domingo (31).



A margem de erro das duas pesquisas é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Veja a seguir os resultados.



IBOPE

Foram realizadas 3.010 entrevistas neste sábado (30/10). O número de registro no TSE é 37.917/2010. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".



Votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos)

Dilma Rousseff (PT): 56%

José Serra (PSDB): 44%



Votos totais

Dilma Rousseff (PT): 52%

José Serra (PSDB): 40%

Branco/nulo: 5%

Indecisos: 3%



DATAFOLHA

Foram realizadas 6.554 entrevistas na sexta-feira (29/10) e no sábado (30/10). O número de registro no TSE é 37.903/2010. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".



Votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos)

Dilma Rousseff (PT): 55%

José Serra (PSDB): 45%



Votos totais

Dilma Rousseff (PT): 51%

José Serra (PSDB): 41%

Em branco/nulo/nenhum: 4%

Não sabe: 4%
/10/2010 - 20h15


Dilma chega ao dia da eleição com 55% das intenções de voto, aponta Datafolha


FERNANDO RODRIGUES

DE BRASÍLIA



Dilma Rousseff (PT) chega ao dia da eleição com 55% dos votos válidos, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e hoje. Está dez pontos à frente de José Serra (PSDB), que pontuou 45%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.



O Datafolha entrevistou 6.554 pessoas neste sábado, um número maior do que o de outras sondagens recentes. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e está registrada no TSE sob o número 37903/2010.

Se confirmar nas urnas o resultado do Datafolha, Dilma será eleita a 40ª presidente do Brasil. A corrida eleitoral tem se mantido estável nos últimos 15 dias, com os dois candidatos variando apenas dentro da margem de erro do levantamento.





Na última quinta-feira, Dilma tinha 56% e oscilou negativamente um ponto. Serra estava com 44% e deslizou um ponto para cima. Do ponto de vista estatístico, é impossível afirmar se houve ou não variação no período.



Quando se consideram os votos totais, Dilma tem 51% contra 41% de Serra. Ambos oscilaram positivamente um ponto cada de quinta-feira até ontem. O percentual de indecisos continua em 4%. E há também 4% de eleitores decididos a votar em branco, nulo ou nenhum.



A campanha de segundo turno agora em outubro mostrou uma recuperação de Dilma em todos os segmentos analisados ontem pelo Datafolha, com exceção de dois grupos: os eleitores da região Sul e os do interior do país.



No Sul, a petista começou o mês com 43% contra 48% de seu adversário tucano. Ontem, Dilma estava com 42% e ainda perdia para Serra, que pontuou 50%.



Entre os eleitores do interior, a candidata do PT ficou no mesmo lugar. Começou outubro com 50% e ontem tinha o mesmo percentual. Mesmo assim, está sete pontos à frente de Serra (43%).



A arrancada mais significativa de Dilma se deu nas regiões metropolitanas (de 44% para 52% neste mês) e no Sudeste (de 41% para 48%). O Sudeste concentra 45% dos eleitores do país. Serra, que é paulista e fez sua carreira política na região, tem 44%, o mesmo percentual do início do mês.



No Nordeste (25% dos eleitores brasileiros), a petista manteve neste mês sua liderança sobre o tucano. No início de outubro, tinha 62%. Ontem, segundo o Datafolha, Dilma estava com 63% e uma frente de 33 pontos sobre Serra, cuja pontuação na região foi de 30%.



O principal reduto do tucano é o Sul. Mas ele avançou pouco durante o mês, de 48% para 50%. Dilma, cuja carreira se deu no Rio Grande do Sul, não conseguiu se recuperar entre os sulistas _16% do eleitorado.



Nas regiões Norte e Centro-Oeste, os dos candidatos a presidente começaram o mês empatados tecnicamente: Serra com 46% e Dilma com 44%. Ao longo da campanha, a curva se inverteu. Ontem, a petista estava com 50% e o tucano com 42%.



A pesquisa Datafolha confirma a força de Dilma entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos (44% do total do país). A petista tem 56% nesse segmento contra 36% de Serra.
Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39%, indecisos 5%


Na véspera da eleição, candidata petista tem 57% do votos válidos, contra 43% registrados pelo tucano
 
Na última pesquisa Vox Populi/iG antes do segundo, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, confirma a dianteira de 12 pontos sobre o adversário tucano José Serra evidenciada nos demais levantamentos de intenção de voto. De acordo com os números coletados neste sábado pelo instituto, Dilma tem 51% das intenções de voto, enquanto Serra contabiliza 39%. A um dia da ida às urnas, o número de indecisos totaliza 5%, enquanto brancos e nulos chegam em 5%.



Quando o instituto considera apenas os votos válidos - ou seja, não inclui indecisos, brancos e nulos - Dilma apaece com 57%, enquanto o tucano fica com 43%.



Os números divulgados hoje apontam uma ampliação da vantagem de Dilma sobre Serra. Na última pesquisa Vox Populi/iG, divulgada em 25 de outubro, a petista tinha 49% considerado o total das intenções de votos contabilizadas, dois pontos a menos do que no novo levantamento. Serra, por sua vez, manteve-se estável, já que tinha 38% na pesquisa anterior.



A pesquisa ouviu 3.000 mil eleitores neste sábado e possui margem de erro de 1,8 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Os dados do levantamento foram registrados na Justiça Eleitoral sob número 37.844/10
Datafolha: Dilma 51% x 41% Serra




Pesquisa Datafolha, realizada nos dias 29 e 30 de outubro, com 6.554 mil entrevistados em todo País:



Nos votos totais (quando são contados os eleitores indecisos e os votos brancos e nulos):



Dilma: 51% (subiu 1 ponto em relação à pesquisa de sexta-feira)

Serra: 41% (subiu 1)

Votos brancos e nulos: 4% (caiu 1)

Não souberam ou não opinaram: 4%



Nos votos válidos (descartando os eleitores indecisos e os votos brancos e nulos):



Dilma: 55%

Serra: 45%



A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.
No DF, Agnelo tem 64% dos votos válidos, e Weslian, 36%, diz Datafolha


Levantamento ouviu 1.580 eleitores entre sexta-feira (29) e sábado (30).

Margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1, em Brasília



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Pesquisa Datafolha sobre a disputa ao governo do Distrito Federal (DF) divulgada neste sábado (30) mostra Agnelo Queiroz (PT) com 64% das intenções de votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), e Weslian Roriz (PSC), com 36%.



A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Por isso, Agnelo pode ter entre 62% e 66%, e Weslian, entre 34% e 38%.



Nos votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Agnelo soma 57% e Weslian, 31%. Brancos e nulos são 7% e indecisos, 4%.



A pesquisa foi realizada sexta-feira (29) e este sábado (30) e entrevistou 1.580 eleitores. Ela está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) com o número 41098/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral com o número 37931/2010.
No DF, Agnelo tem 63% dos votos válidos, e Weslian, 37%, diz Ibope


Em votos totais, Agnelo (PT) tem 55% e Weslian Roriz (PMDB), 32%.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1, em Brasília



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Pesquisa Ibope sobre a disputa ao governo do Distrito Federal, divulgada neste sábado (30) , mostra Agnelo Queiroz (PT) com 63% das intenções de votos válidos, e Weslian Roriz (PSC), com 37%. Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos.



A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Por isso, Agnelo pode ter entre 61% e 65%, e Weslian, entre 35% e 39%.



Nos votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Agnelo soma 55% e Weslian, 32%. Brancos, nulos e indecisos totalizam 13%.



O Ibope ouviu 2.002 eleitores no Distrito Federal. A pesquisa, encomendada pela TV Globo, foi realizada entre quinta-feira (28) e sábado (30). O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) com o número 41086/2010.
Dilma tem 57,2%, e Serra, 42,8% dos votos válidos, diz pesquisa Sensus


Em votos totais, petista soma 50,3% e tucano 37,6%.

Pesquisa foi feita de 28 a 29 de outubro. Margem de erro é de 2,2 pontos.

Do G1, em Brasília



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Pesquisa do instituto Sensus divulgada neste sábado (30) pelo site da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra Dilma Rousseff (PT) com 57,2% dos votos válidos e José Serra (PSDB) com 42,8%. Para se chegar aos votos válidos, são excluídos os eleitores que dizem votar em branco ou nulo e os indecisos.



O levantamento foi realizado nos dias 28 e 29 de outubro e ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o de número 37.919/2010. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.



Votos totais

Em votos totais (que incluem os brancos, nulos e os indecisos), Dilma tem 50,3% e Serra 37,6%. Os eleitores que disseram votar branco ou nulo são 4,1% e os que não souberam ou não responderam, 7,9%.



No levantamento anterior, divulgado na última quarta (27), Dilma aparecia com 58,6% dos votos válidos e Serra com 41,4%. Em votos totais, a petista tinha 51,9% e o tucano 36,7%.



A pesquisa divulgada neste sábado trouxe também índices de rejeição. Foram 41,7% os eleitores que disseram que não votariam em Serra e 34,1% os que disseram não votar em Dilma.



Em relação à expectativa de vitória, 67,8% dos entrevistados disseram acreditar que a petista ganhará a eleição. Para 23,3%, o vencedor será o tucano.
Agnelo sempre acima dos 60%


Institutos Exata, Ibope, Datafolha e Soma têm resultados parecidos entre si, mostrando o petista sempre entre 61% e 65%, ao passo que sua adversária, Weslian, não consegue passar dos 39%

Agnelo Queiroz (PT), candidato ao governo do DF, continua recebendo pesquisas atrás de pesquisas que demonstram que o petista deve ser eleito no domingo. Na mais recente, do Instituto Exata, ele tem 62% dos votos contra 38% de sua adversária, Weslian Roriz (PSC). Ele teve, no total, 51,4% contra 30,7% de Weslian, enquanto indecisos e eleitores que pretendem anular ou votar em branco somam 17,9%. A novidade da pesquisa Exata é que ela perguntou ao eleitor se ele pretende viajar no feriado e traz também os índices descontados esse público. Nesse caso, Agnelo fica com 61% e Weslian, 39%, pois 4% dos entrevistados disseram que estarão fora da cidade. A pesquisa Exata foi feita nos dias 26 a 28 de outubro, tem margem de erro de 2 pontos percentuais, entrevistou 3.000 pessoas e está registrada no TRE-DF com o nº 41404/2010.






Já na pesquisa do Ibope, Agnelo tem 64% dos votos válidos contra 36% de Weslian. Na soma total, Agnelo chega aos 55% da preferência do eleitorado, enquanto Weslian fica nos 32%, que é um índice muito próximo à votação que ela obteve no primeiro turno. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. O levantamento entrevistou 2.002 eleitores e está registrada no TRE-DF sob o nº 40417/2010.





Já a pesquisa Soma divulgada quinta-feira (28) mostra que Agnelo aparece com 22 pontos percentuais na frente de Weslian, no levantamento de votos válidos. O petista possui 61% dos votos válidos enquanto Weslian detém 39%, segundo a sondagem realizadas entre os dias 25 e 27 de outubro. No total de intenção de votos, Agnelo apresenta 52% da preferência do eleitorado brasiliense enquanto Weslian figura com 33%. Entre os 928 entrevistados no DF, 7% disseram que vão votar em branco ou anular, enquanto 8% afirmam que ainda não sabem em quem irão votar.





Nas quatro últimas pesquisas do instituto, Agnelo cresceu de 51% para 54%, depois para 55% e caiu para 52% devido a uma pequena oscilação no aumento do número de indecisos e brancos ou nulos. Já a candidata do PSC caiu de 36% para 33% e estabilizou nesse número sem conseguir evolução nas últimas sondagens.



Perfil do eleitorado

Segundo o levantamento Soma, Agnelo tem maior aceitação entre os eleitores com até 30 anos, enquanto a maioria dos eleitores de Weslian tem mais de 30. Com relação ao grau de escolaridade, a maioria do eleitorado de Agnelo possui segundo grau ou grau universitário, enquanto no universo de eleitores de Weslian predominam pessoas que têm até o primeiro grau escolar.





Outro dado apontado pela pesquisa dá conta que a maioria dos eleitores de Agnelo também votam na candidata Dilma Rousseff (PT) para presidente da República. Já os eleitores de Weslian, em sua maioria, também votam no candidato à presidência José Serra (PSDB).





De acordo com a pesquisa, do universo feminino entrevistado, 51% votam em Agnelo e 33% dizem votar em Weslian, enquanto 11% dizem não saber e 6% pretendem votar branco ou nulo. Entre os homens, 54% preferem Agnelo como governador, enquanto 33% optam por Weslian, 4% não sabem e 9% dizem votar nulo ou branco.





A margem de erro desta pesquisa é de 3,2 pontos percentuais com um intervalo de confiança de 95%. A checagem e conferência foram feitas, aleatoriamente, em 20% dos questionários. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional do DF sob o número 39619/2010.





Já a pesquisa Datafolha realizada e divulgada na quarta-feira (27) mostrou que, considerando apenas os votos válidos, Agnelo possui 65% das intenções de voto, enquanto Weslian Roriz (PSC) tem 35%. A Datafolha foi a pesquisa mais generosa com o petista de todas as publicadas até agora, já que nela, pela primeira vez nessa eleição, Agnelo abre 30 pontos de diferença para Weslian, patamar absolutamente inédito. O levantamento de votos válidos exclui brancos e nulos. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo. Foram entrevistados 1.112 eleitores.





A vantagem de Agnelo aumentou de 23 para 25 pontos. Considerando o total de votos, o candidato do PT tem 55% contra 30% da concorrente. No último levantamento, realizado entre os dias 20 e 21, Agnelo estava com 54%, enquanto Weslian tinha 31%. Ou seja, o petista subiu um ponto e a representante do PSC caiu um. A margem de erro é de três pontos percentuais.





No primeiro turno, Agnelo venceu Weslian por 48,41% a 31,5% dos votos válidos, uma diferença de mais de 13 pontos. Além de mostrar a liderança de Agnelo, a pesquisa sinalizou que Agnelo bate Weslian em todos os estratos do eleitorado. Entre os eleitores de 35 e 44 anos, a vantagem do petista aumentou de 50% para 60% e, entre os mais velhos, oscilou de 48% para 54%.





Agnelo também se mostra como maioria entre os mais escolarizados. Na pesquisa anterior ele tinha 69% das intenções de voto dessa faixa do eleitorado, número que subiu para 73%. Apesar da desvantagem, os estratos em que Weslian mostra melhor desempenho são os de eleitores mais velhos (36%), os menos escolarizados (48%) e entre os mais pobres (41%). Segundo a Datafolha, 7% pretendem votar em branco ou anular o voto e 8% ainda estão indecisos. A pesquisa Datafolha está registrada no TSE sob o número 37.404/2010 e no TRE-DF com o número 40068/2010.
Vai votar no Serra? Prepare a carteira: Trecho leste do Rodoanel prevê mais 2 pedágios na via Dutra






O projeto de concessão do trecho leste do Rodoanel, que será leiloado na próxima semana pelo governo do Estado de São Paulo, o PSDB do Serra e vice, incluiu a construção de duas praças de pedágio na intersecção com a via Dutra (BR-116), na Grande SP.





As praças ficarão nos dois acessos pela Dutra, no sentido SP-RJ e no oposto. Embora, pelo projeto, a construção das cabines esteja a cargo da vencedora, o pedágio será cobrado pela NovaDutra, a concessionária da rodovia.



Com as praças na Dutra, o usuário do Rodoanel pagará pedágio ao entrar no trecho leste,...As já construídas no trecho sul só devem ser abertas em 2011.A previsão de praças no acesso altera concepção básica do Rodoanel, em que o motorista só pagaria pedágio na saída, e não na entrada.





Ou seja, além do valor máximo previsto no edital, de R$ 6 (trecho sul) e R$ 4 (leste), o usuário terá despesa extra se chegar pela Dutra.A reformulação do conceito foi revelada pela Artesp (agência dos transportes de SP) na fase de interlocução com interessados no leilão.Quem assumir a concessão vai operar e iniciar a cobrança de pedágio no trecho sul, concluído neste ano, e em contrapartida terá de construir o leste, investimento estimado em R$ 5 bilhões.





A implantação de cabines será uma forma de compensar a NovaDutra pelas prováveis perdas de movimento nos pedágios dentro e próximos da Grande São Paulo.A concessionária já vem enfrentando a concorrência com o sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto desde que o valor do pedágio caiu nessas vias estaduais após a privatização, em junho de 2009.A viagem entre a capital paulista e Taubaté (140 km) ficou 40,7% mais barata -de R$ 27 para R$ 16.Na Folha
Consórcio contratou família de Paulo Preto




A Folha, jornal dos tucanos, publica hoje a notícia que nós demos aqui há muito tempo. Veja aqui a nossa matéria







Consórcio contratou família de Paulo Preto





Peso Positivo, do genro e da mãe do ex-diretor da Dersa, recebeu R$ 91 mil de um dos construtores do Rodoanel





Advogado da empresa e assessoria do consórcio afirmam que o negócio foi realizado conforme exigências da legislação





Agora a matéria da Folha para assinantes;





Um dos consórcios construtores do Rodoanel contratou de forma emergencial e pagou R$ 91 mil à empresa do genro e da mãe do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, à época em que Souza era diretor de Engenharia da estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.).





A companhia contratada pelo consórcio Andrade Gutierrez/Galvão no ano de 2009 foi a Peso Positivo Transportes Comércio e Locações Ltda. -ME, que tem como sócios Fernando Cremonini, genro de Souza, e Maria Orminda Vieira de Souza, mãe do engenheiro.





Souza foi diretor da Dersa de 2007 a abril deste ano.





Nesta semana, a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo requisitou ao Ministério Público Estadual a abertura de uma investigação sobre os negócios da Peso Positivo.O capital social da Peso Positivo, constituída no ano de 2003, é de R$100 mil. Cremonini tem participação de 99% na sociedade, e Maria Orminda, 1%.Cremonini é casado com a filha de Souza, a jornalista Tatiana Arana Souza Cremonini, que passou a ocupar o cargo de assistente técnica de gabinete no Palácio dos Bandeirantes, a partir de um decreto assinado pelo então governador José Serra (PSDB) em janeiro de 2007.





Atualmente Tatiana trabalha no cerimonial do Palácio, com remuneração de R$ 4.595, com gratificações.A Peso Positivo tinha um contrato para fornecer serviços de guindastes na área do Lote 1 do trecho Sul do Rodoanel por um período de três meses, de acordo com a assessoria do consórcio.





A execução dos serviços, calculada por número de horas trabalhadas, foi concluída antes do previsto, em dois meses, segundo o advogado da Peso Positivo.O nome de Souza veio à tona na campanha eleitoral depois que a candidata do PT Dilma Rousseff passou a citá-lo em debates na TV.





Dilma tem citado reportagem publicada pela revista "IstoÉ", que levantava a suspeita de que Souza teria desviado o valor de R$ 4 milhões que supostamente iria para um caixa dois da campanha de Serra à Presidência.





A candidata petista também vem citando o fato de o nome do engenheiro ter sido mencionado nos relatórios da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal.A operação foi deflagrada para investigar a suposta ação ilegal de executivos da construtora Camargo Corrêa para fraudar licitações e pagar propinas a agentes públicos.
Dilma em Minas Gerais. Militância nas ruas do Brasil inteiro




Dilma encerra sua campanha na sua terra natal, com uma carreata em Belo Horizonte:



Hora: 11h

Concentração: Shopping Norte, na Avenida Vilarinho, Bairro Venda Nova

(altura do número 1.250)



Consulte aqui uma ampla agenda de mobilização em diversas cidades, em diversas horas, no Brasil inteiro.



Atividade da Juventude #NaRucacomDilma (no Brasil inteiro)



Atividades divulgadas no estado da Bahia aqui



Atividades divulgadas pelo PT no estado de Minas Gerais aqui



Atividades divulgadas pelo PT no estado do Paraná aqui



Atividades divulgadas pelo PT no estado de Pernambuco aqui



Atividades divulgadas pelo PT no estado do Rio Grande do Sul aqui



Atividades divulgadas pelo PT no estado do Rio de Janeiro aqui



Atividades divulgadas pelo PT no estado de São Paulo aqui.



Procure nos demais estados pelo google, digitando PT PA ou PT CE ou PT SC ou PT MT, etc. por exemplo.

INDIO DA COSTA vice do Serra Quase apanha na Comunidade da Rocinha e Foge

Weslian sem despedida


Eleições 2010 em 29/10/2010 às 20:46



Weslian





A candidata do PSC ao GDF, Weslian Roriz, perdeu 18 minutos de seu último programa eleitoral a ser veiculado na noite desta sexta-feira (29). A Coligação Um novo Caminho, de Agnelo Queiroz, conseguiu liminar no TRE que suspende o programa da ex-primeira dama e cede espaço ao petista como direito de resposta. Como Weslian só tem direito a dez minutos de tevê, termina a campanha devendo oito minutos de direito de resposta a Agnelo. O última programa havia sido feito pelo marqueteiro Dimas Thomas, especialimente a pedido da candidata.
Um debate com propostas e sem ataques




Finalmente, um debate de propostas. Em uma clara tentativa de evitar o clima de guerra que se instalou nos debates no segundo turno, os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se concentraram em responder aos temas propostos pelos eleitores indecisos, no último debate da eleição, exibido pela TV Globo. Serra provocou sutilmente Dilma, ao falar de corrupção e de inflação. Mas, na maior parte do tempo, listaram propostas para áreas como funcionalismo, agricultura, segurança e saneamento.



Ao responder à pergunta do advogado Lucas Andrade, do Distrito Federal, sobre a sucessão de escândalos envolvendo políticos no país, Serra afirmou que a corrupção no país "chegou a níveis insuportáveis". Na réplica sobre o tema, citou o caso dos aloprados, envolvidos na compra de dossiê contra a campanha do tucano Geraldo Alckmin (PSDB), em 2006. O tucano fez também referência a escândalos que atingiram a política "nos últimos vinte anos". Serra fez uma referência indireta aos escândalos na Casa Civil, mas, diferentemente de outros embates, sem citar o nome do PT, de Dilma ou da ex-ministra Erenice Guerra:



- O exemplo tem de vir de cima. Tem de ser implacável, não passar a mão na cabeça. Quando o chefe passa a mão na cabeça é terrível, do ponto de vista que isso vai acabar se repetindo porque pessoas vão achar que estão protegidas. Tem casos até hoje insepultos. Lembra do dossiê dos aloprados? Tinha 1,7 milhão que a polícia apreendeu, ninguém foi condenado, não tem processo. Esse é um péssimo exemplo - disse Serra.



O candidato tucano aproveitou para defender a liberdade de imprensa, ao dizer que é a imprensa que "descobre grande parte das irregularidades e não pode ser inibida, pressionada".



Dilma, na réplica da pergunta sobre corrupção, teceu elogios à Polícia Federal:



- Nos últimos anos, reforçamos e profissionalizamos a Polícia Federal. Começamos a ver uma série de casos de corrupção sendo apurados. E vimos pessoas de gradação mais elevada sendo presas. Mal feito, pode ter certeza de que em qualquer lugar que não houver investigação, vai acontecer. Tem que investigar e punir. E a PF é um dos maiores instrumentos de apuração.



A pergunta sobre agricultura familiar, feita a Dilma pelo funcionário Robinson Luis, de Porto Alegre, trouxe o tema ao debate, mas também foi usada como recurso para uma outra discussão: o risco da volta da inflação ao país. A questão apareceu na réplica de Serra:



- O que precisa a agricultura? Precisa de renda. Para renda, precisa de crédito. Às vezes, ele não tem condição de pegar. Será necessário fazer uma reorganização ampla. Com política de juro alto e moeda valorizada, o agricultor perde competivividade com a Argentina e o Uruguai. E infraestrutura. Ele precisa de estrada e 40% da armazenagem são considerados ruins e falta estrada, isso encarece o preço do milho, etc. Estamos tendo aumentos imensos feijão, no arroz, no leite, no açúcar, na carne. Não são aumentos sazonais. A inflação de alimentos está o dobro da inflação do consumidor médio.



Dilma defendeu a política de agricultura familiar implementada na gestão Lula. E também reagiu a Serra:



Dilma pergunta do Ceará, sobre segurança. Vera Lúcia. Assaltada com arma na cabeça na porta de casa.



Serra defende um funcionalismo qualificado, que assuma a missão de servidor. Defendeu a carreira e a valorização de cada área.



- Eu acredito que no Brasil tem que haver muito avanço nessa área. Devemos dar força e fazer concurso, sempre que houver condição legal para isso. E incentivo material ao longo do tempo. Isso vale praticamente para todas as áreas de governo. Creio que o serviço público bem valorizado, faz com que pessoas melhoram autoestima. Mas tem que ter exemplo de cima.



Debate contou com a participação de eleitores indecisos



O debate, realizado no estúdio da Central Globo de Produção, contou com a participação de 80 eleitores indecisos, que foram selecionados pelo Ibope em todas as regiões do país. Esses eleitores redigiram perguntas importantes para o futuro na nação, escolhendo temas definidos pela produção.



Seguindo as normas acertadas com os candidatos, o debate teve três blocos. Em cada um deles, quatro eleitores fizeram perguntas. O primeiro candidato a responder em cada bloco foi definido por sorteio. As respostas, as réplicas e tréplicas tiveram duração de dois minutos.



Após o fim do terceiro bloco, Dilma e Serra fizeram suas considerações finais, encerrando o último debate da campanha. Informações de O Globo.
Segundo Instituto CB Data, Agnelo mantém ampla vantagem sobre Weslian




Se a eleição fosse hoje, candidato petista teria 59% dos votos válidos, contra 41% de sua adversária, e estaria eleito para o cargo de governador do DF. Pesquisa foi feita com 1,1 mil eleitores entre quarta-feira e ontem





Ricardo Taffner



Publicação: 30/10/2010 08:09



Na véspera da eleição que decidirá o nome do próximo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) segue à frente com uma grande margem de folga em relação à adversária. De acordo com pesquisa do Instituto CB Data encomendada pelo Correio Braziliense, se a eleição fosse hoje, o petista teria 59% dos votos válidos e Weslian Roriz (PSC), 41%. Considerando a intenção de voto, Agnelo surge com 50% das intenções, enquanto sua rival aparece com 34% da preferência do eleitorado. Entre os pesquisados, 8% afirmaram que pretendem anular o voto e outros 7% ainda não se decidiram ou prometem votar em branco.



A pesquisa foi realizada entre quarta-feira e ontem, com 1.100 eleitores, e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF sob o número 40947/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a inscrição 37789/2010. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. De acordo com o coordenador da pesquisa, o cientista político Adriano Cerqueira, os números finais são arredondados para facilitar a compreensão e a assimilação dos dados.



No levantamento realizado pelo CB Data entre 11 e 13 de outubro, Agnelo aparecia com 52% das intenções e, agora, caiu dois pontos. Por sua vez, Weslian manteve o mesmo patamar da pesquisa anterior, de 34%. Com a oscilação, a diferença dos votos válidos entre os dois concorrentes diminuiu de 22 para 18 pontos percentuais. O cientista político explica que a variação é muito pequena para atestar que o petista tenha, realmente, perdido votos. Para ele, o resultado está dentro da margem de erro da última pesquisa. “Os novos dados demonstram uma estabilização dos dois candidatos”, afirma Cerqueira.



Os números de votos nulos e de brancos ou indecisos também sofreram pouca alteração. A sondagem realizada 10 dias após o fim do primeiro turno mostrava que 6% dos eleitores pretendiam votar nulo, enquanto outros 8% ainda não sabiam em quem apostar. Segundo Adriano Cerqueira, esse cenário demonstra que as movimentações políticas deste mês e os investimentos das coligações nas candidaturas praticamente não influenciaram na decisão do brasiliense. Nem mesmo as trocas de acusações entre os candidatos e a divulgação de inúmeras promessas pelos dois lados foram capazes de interferir nos números das intenções de voto. “O efeito é de equilíbrio e a única coisa que pode alterar o resultado é o feriado prolongado”, avalia o coordenador.



Feriado

A consequência nas eleições de tantos dias de folga para uma parcela da sociedade — segunda-feira é feriado para os servidores públicos e terça-feira é Dia de Finados — faz parte da preocupação do grupo de Agnelo. Nas ruas e no programa eleitoral, a coligação tem pedido ao eleitor para que deixe para viajar depois de votar. “Quem está na liderança, estatisticamente, tem mais chances de perder eleitores em situações como essa do que os candidatos com menos votos”, explica Cerqueira.



Apesar de a pesquisa mostrar que, se a eleição fosse ontem, Agnelo estaria eleito, o coordenador avisa que não é possível “cravar” o resultado de amanhã. “Nunca dá para dizer que uma pessoa está eleita antecipadamente, mas a probabilidade de Agnelo ser o próximo governador é muito maior do que as chances de Weslian. A pesquisa mede apenas as intenções, mas os votos serão confirmados nas urnas”, diz. Neste domingo, a votação será das 8h às 17h. O resultado deverá ser conhecido logo no início da noite.



Liderança em 16 cidades

No detalhamento da disputa local por região administrativa, Agnelo aparece na frente em 16 das 19 cidades pesquisadas pelo Instituto CB Data, enquanto Weslian lidera apenas em três. A diferença da primeira pesquisa deste segundo turno para a última é de apenas uma cidade — Samambaia. Entretanto, os resultados em Sobradinho e em São Sebastião podem ser considerados como empates técnicos entre os concorrentes. Na primeira localidade, a candidata do PSC aparecia apenas um ponto percentual à frente do petista, enquanto na outra cidade a situação se inverte a favor de Agnelo.



A diferença aberta pelo ex-ministro do Esporte em relação à adversária supera os 40 pontos percentuais em duas cidades. No Cruzeiro, o petista tem 60% das intenções de votos e Weslian, 11%. A vantagem pode ser explicada porque a população do local vota historicamente nos candidatos de esquerda, mas uma margem parecida a favor de Agnelo é observada em Santa Maria, cidade criada por Joaquim Roriz (PSC). O petista é apontado como preferido de 67% dos moradores da localidade, enquanto a ex-primeira-dama figura 52 pontos atrás, com 15%.



Diferença

Weslian ultrapassa o concorrente no Paranoá, com 53% das intenções de voto, contra 34% do ex-ministro. A maior diferença a favor dela está em outra cidade criada pelo marido. Em Samambaia, Agnelo aparece 37 pontos atrás da rival. O número de votos nulos e de indecisos ainda é grande na região: 15% e 12%, respectivamente. Na primeira pesquisa, o petista aparecia um ponto à frente da adversária na cidade.



O coordenador da pesquisa CB Data, Adriano Cerqueira, explica que as variações nos cruzamentos por regiões administrativas são normais devido ao número de pessoas entrevistadas ser menor do que no quadro geral, o que aumenta consideravelmente a margem de erro. São 1,1 mil eleitores em 19 cidades selecionadas, distribuídos de acordo com o tamanho da localidade e o perfil do eleitorado. “Em uma região, podemos entrevistar apenas 30 eleitores e, em outra, 70 ou 80”, explica o cientista político. (RT)



Levantamentos

O Instituto CB Data foi criado em 2006 e atende exclusivamente a demanda do Correio Braziliense por pesquisas eleitorais. O Instituto CB Data, a exemplo do EM Data, que trabalha para o jornal Estado de Minas desde 2002, não atende partidos políticos nem candidatos. Nas eleições de 2006, o CB Data realizou seis pesquisas de opinião durante a campanha no DF. Neste ano, o Instituto realizou cinco levantamentos.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Jingle "Serra é do bem" SERRA NUNCA MAIS!

Mulher laranja - parte 2

Ex-secretária devassa esquema Qualix




Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br







A ex-secretária Domingas Gonçalves Trindade, 40 anos, foi ouvida ontem na Divisão de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap), da Polícia Civil do Distrito Federal, sobre as acusações que faz contra o ex-governador Joaquim Roriz; o presidente do PSC-DF, Valério Neves; os senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e José Agripino Maia (DEM-RN); o empresário Eduardo Badra; e o ex-diretor da Belacap (estatal responsável pelo serviço de ajardinamento e limpeza urbana do DF), Luís Flores. Todos são acusados de se servirem de um esquema de desvio de dinheiro envolvendo a Qualix, empresa que faz o recolhimento do lixo no DF.







O depoimento foi acompanhado da apresentação de uma série de provas documentais. Domingas denunciou um esquema que, até então, não tinha o respaldo de tantos elementos. Ela acusa Roriz, Valério, Agripino e Guerra de receberem propina proveniente de contratos firmados entre o GDF e a Qualix.







O Jornal de Brasília obteve um vídeo (cujos trechos estão ao lado) no qual Domingas faz as mesmas acusações que confirmou à polícia e apresenta as mesmas provas documentais. Ela apresentou aos delegados extratos telefônicos que confirmam contatos constantes entre os envolvidos. A ex-secretária fazia o serviço a mando de seu chefe, Eduardo Badra – que, à época, era diretor da Qualix. Domingas tinha como função organizar a agenda do patrão, além de fazer depósitos bancários e o que chamou de "serviços particulares".







Enquanto era ouvida pelos investigadores, Domingas ainda apresentou lacres bancários emitidos pelo Banco Central que tinham a marcação de R$ 50 mil cada – são seis, num total de R$ 300 mil.

"Depois de dois, três meses, o doutor Eduardo passou a confiar em mim e fiquei responsável pela chave de um quarto, em uma casa no Lago Sul, onde guardavam o dinheiro. Era tanto dinheiro que ocupava uma cama de casal inteira. Eu cheguei a pegar um dos maços e pensar que ele seria capaz de resolver a minha vida", contou, em certo trecho do vídeo.

Assista os vídeos:





Agenda Agnelo dia 29 de outubro de 2010

Agnelo Queiroz (Coligação Um Novo Caminho)




10h - Caminhada no Shopping Popular



12h - Almoço no Restaurante Universitário da UnB



15h - Caminhada no Taguacenter e Mercado Norte



22h30 - Debate dos Presidenciáveis na Rede Globo com Dilma Rousseff
ARTIGO




O Brasil da presidenta Dilma



Delúbio Soares (*)



O Brasil de 2011 será um país quase que o avesso daquele que Lula recebeu em 2003. FHC entregou ao seu sucessor um país que havia quebrado por três vezes, ido à bancarrota e ao humilhante socorro do FMI, com seu tecido social esgarçado e a credibilidade corroída diante das demais Nações. A auto-estima dos brasileiros simplesmente havia atingido ao seu nível mais baixo, ao rés do chão, bombardeado pelo fracasso das administrações tucanas e pelo mais vergonhoso processo de privatizações jamais visto em todo a história. Éramos, naquele já longínquo e nada saudoso ano de 2003, uma caricatura mal feita de país, um arremedo de Nação, um sombra do que poderíamos ter sido e não fomos.



Dilma Rousseff receberá do Estadista Luiz Inácio Lula da Silva uma Nação ganhadora, vitoriosa, cheia de confiança e que aposta em seu próprio futuro. Dilma será a herdeira da mais virtuosa época de nossa economia, de um país que resolveu assumir o seu papel no cenário internacional e não quer dar nem um passo atrás, distanciando-se do passado recente de fracasso, e se aproximando de um futuro para lá de promissor.



Em 2003 nossas universidades estavam desmoralizadas, desmotivadas, órfãs de recursos públicos e sem condições de fornecer um ensino qualificado e à altura das necessidades de nossa juventude. Nenhuma nova universidade foi construída em quase uma década. Essa foi a herança maldita de FHC para Lula.



Hoje temos o dobro de alunos matriculados em nossas instituições de ensino superior e o Pro-Uni abriu os campus universitários e o futuro para milhares de filhos do povo que serão doutores e se constituirão na verdadeira elite pensante do novo Brasil e na argamassa de um país mais humano, generoso e solidário. O Brasil ganhou 14 novas universidades, modernas, bem construídas, com material e pessoal capacitado. Essa é a herança de Lula para Dilma.



Dilma terá a missão de ampliar e construir centenas de escolas técnicas, dentro dos padrões mais avançados de ensino, para que se forme e garantize a mão-de-obra especializada para as indústrias que florescem, para o atendimento do pré-sal, para dar vazão aos milhares de jovens que todos os dias se lançam ao mercado em busca de oportunidades e de construir os seus futuros. Lula recebeu pouco mais de 100 escolas técnicas em funcionamento, construiu mais 214 e Dilma vai implantar uma escola técnica em cada cidade com mais de 50 mil habitantes ou cidades-pólo.



No governo de Dilma as UPAS será a nova face da saúde, com uma visão revolucionária de atendimento médico, humanizado e com lastro nos avanços da medicina, que possa atender as comunidades e resolver as questões emergenciais nas próprias comunidades. A saúde será - como no governo Lula já tem sido - uma preocupação real, verdadeira, e não uma bandeira eleitoral como os tucanos, que falharam na gestão da saúde de forma sobejamente conhecida, a transformaram...



A erradicação da miséria continuará sendo uma prioridade da companheira Dilma, já sendo a preocupação central de um governo que tirou 30 milhões de brasileiros da indigência, da pobreza, da fome, e os incluiu na classe média, dando-lhes cidadania, salário, moradia e horizontes de vida. Nos anos infames de FHC e Serra, o povo era um dado estatístico. No governo de Lula e de Dilma, o povo é o agente central da história, a razão de ser de nossa luta, a grande preocupação de todas as ações do poder público. Essa é a diferença central entre os que pensam generosamente o Brasil e apóiam Lula e os que o levaram ao chão nos dois governos antinacionais e desumanos do PSDB.



Uma das grandes realizações de Lula será mantida, sem dúvida, pela presidenta Dilma: os ganhos salariais do trabalhador brasileiro. Hoje, segundo dados oficiais do IBGE, a renda mínima de um trabalhador brasileiro chega aos R$ 1.499,00. Isso tem garantido uma subsistência digna aos brasileiros, turbinando o mercado interno, impulsionando o país e melhorando as condições de vida de dezenas de milhões de famílias em todo o nosso vasto território. Hoje aqueles anos de FHC e Serra, com um achatamento salarial jamais visto em tempo algum, os aposentados sendo chamados de “vagabundos” pelo próprio presidente da República, os funcionários públicos civis e militares sendo tratados como inimigos e acumulando anos de perdas salariais imensas, são a imagem cinzenta do Brasil que não queremos jamais de volta!



O desemprego ficou marcado na vida das retinas tão fatigadas dos brasileiros. O desespero atingia os lares e os trabalhadores freqüentavam filas intermináveis em busca de poucas vagas existentes. Hoje o pleno emprego é uma realidade absoluta: Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro, por exemplo, já são centros urbanos que não sabem mais o que é o desemprego. Essa é a herança de Lula para Dilma, essa é uma conquista de um governo que honrou a confiança depositada pelos brasileiros em seu maior presidente de todos os tempos.



Há muito trabalho a ser feito. A conclusão das ferrovias Norte-Sul, Leste-Oeste e TransNordestina. A exploração racional pela Petrobrás das riquezas do pré-sal, extraindo petróleo e gás, com os recursos destinados à erradicação da pobreza, à educação, à saúde e à cultura. A ampliação de nossa produção de grãos, com amplo apoio aos produtores e a busca incessante de safras cada vez maiores. A melhora de nossa malha viária, com a construção e conservação das rodovias e estradas vicinais. A ampliação, reforma e construção de aeroportos, portos e obras de infra-estrutura indispensáveis para uma economia ascendente e a realização da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Lula deixará a casa em ordem para uma mulher invulgar e capaz.



Há muito a fazer e Lula teve a clarividência de apontar aos brasileiros uma companheira qualificada e capaz, gestora brilhante e mulher de fibra e de coragem pessoal. Dilma Roussef venceu a ditadura. Dilma Roussef venceu o câncer. Dilma Rousseff vencerá a mentira e a calúnia e será uma presidente tão bem-sucedida quanto Lula.





(*) Delúbio Soares é professor
Agnelo evita confronto com Weslian



Depois de ser a estrela do debate no primeiro turno com frases inusitadas, a candidata ao governo do Distrito Federal Weslian Roriz (PSC) apareceu nesta quinta-feira pela primeira vez num debate do segundo turno.Às vésperas da eleição e atrás nas pesquisas do candidato Agnelo Queiróz (PT), Weslian abandonou a tática de recusar debates e foi hoje à TV Globo.



O debate na Globo aconteceu um mês depois de Weslian estrear na política e se candidatar no lugar do marido Joaquim Roriz, barrado pela Lei da Ficha Limpa. Novata, Weslian chegou a dizer no debate do primeiro turno que iria "defender toda aquela corrupção".



Hoje, Weslian também se confundiu para achar papéis, lia a maior parte das perguntas e respostas e não seguia o roteiro dos temas propostos. Sempre que possível, a candidata fazia referências ao governo do marido.



Weslian prometeu bolsa-auxílio para os desempregados, aumento de salário para policiais e conforto nos ônibus. Do lado de fora, rorizistas aplaudiam a cada frase de Weslian. "Se eu for eleita, todo trabalhador vai ter seu emprego", disse.



A candidata citou o papa Bento 16 para falar sobre aborto. "Eu quero dizer para vocês que essa é prioridade do governo, somos contra o aborto e a favor da vida. O papa Bento 16 pediu para nós falarmos com o eleitor", disse Weslian.



E concluiu: "Essa mulher pequena, mas forte, vai fazer um grande governo por você".Em primeiro lugar nas pesquisas, o petista Agnelo evitou confrontos diretos com Weslian. Assim como a presidenciável Dilma Rousseff (PT), Agnelo disse que iria criar uma pasta para os microempresários."Temos 180 mil empregos, mas temos potencial para gerar imediatamente 80 mil empregos que estão vagos porque não há qualificação".



Quando o tema foi corrupção, Agnelo e Weslian desconversaram. O petista disse que "só tem ficha limpa" na coligação, enquanto a mulher de Roriz, barrado pela Ficha Limpa, disse que sua chapa tem "afinidade e espírito de campanha".



Quando Agnelo perguntou sobre as acusações que são feitas a ele no programa eleitoral da adversária, Weslian respondeu: "Se aconteceu, o senhor fez, se aconteceu é porque existe".



Veja a seguir como foi o debate:



23h19 - Em menos de uma hora, termina o debate entre Weslian e Agnelo na TV Globo.



23h17 - Agnelo parabeniza os servidores públicos pelo “Dia do Servidor”. Ele teme que os servidores públicos, no qual tem grande apoio, viajem no feriado, aumentando o índice de abstenção.



23h16 - Agnelo se diz vítima de um “ataque violento, sórdido, covarde, feito por marginais, bandidos, que recebem dinheiro para atacar minha honra”. Ele se refere a vídeos mostrados pela campanha de Weslian na qual é acusado de corrupção.



23h15 - Weslian se define como uma mulher “pequena, mas forte”.



23h13 - “A cidade está toda azul, azul como está aqui também [no estúdio da Globo]“, diz Weslian. Ele aproveita para pedir voto para o presidenciável José Serra, do PSDB. “Nós somos do bem, só queremos trazer a felicidade para vocês”.



23h13 - O debate já está nas considerações finais.



23h10- Sempre que vai criticar Weslian, Agnelo diz, antes, “com todo respeito”. Ele criticou a promessa da campanha de Roriz de criar uma cidade da saúde. Fim do segundo bloco.



23h07 - Weslian volta a falar dos “técnicos” que a ajudarão a governar: “Se eu eleita, vamos ter pessoas técnicas, competentes, meu governo será de pessoas muito competentes, sinceras”.



23h06 - No tema livre, Weslian perguntou sobre habitação, e disse que vai dar escrituras para os terrenos não-legalizados. A pergunta de tema livre de Agnelo para Weslian é sobre saúde.



23h04 - Weslian chamou Agnelo de “nosso candidato”, depois tentou se corrigir e o chamou de “governador.



23h02 - ”Doutor Agnelo, quero ser franca com o senhor, as verdades que são ditas, não fica escondida de ninguém. Se aconteceu e mostrou, é porque existe, ninguém vai pra TV contar o que não existe. Se aconteceu, o senhor fez, não sabemos….”



23h01 - Agnelo levanta o assunto sobre as propagandas que Weslian tem exibido na TV, o acusando de corrupção.



22h58 - Weslian traz o assunto “aborto” para o debate, e cita mensagem do Papa Bento XVI divulgada hoje. Ela afirma que, se eleita, fará com que a saúde no DF seja “de primeiro mundo, que nem no governo do meu marido”. Agnelo rebate: “A senhora está muito mal informada, porque no período do senhor Joaquim Roriz a saúde foi muito maltratada”.



22h57 - “Eu darei total prioridade à recuperação do sistema público de saúde, que está na UTI”, responde Agnelo.



22h56 - Início do segundo bloco. Agnelo diz que vai assumir a Secretaria de Saúde simultaneamente ao governo do DF caso eleito. Weslian questiona: “Conversei com meu vice, Jofran Frejat, e ele disse ser impossível isso. Como o senhor vai cuidar dos outros problemas do DF?”



22h49 - “Primeiro que na minha coligação só tem Ficha Limpa. Meu vice-governador é Ficha Limpa, pessoa de grande experiência”, diz Agnelo. Três deputados distritais eleitos na chapa dele são citados como beneficiários do “Mensalão do DEM”.



22h47 - Corrupção é o tema da vez. Weslian ataca o candidato a vice de Agnelo, o presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli. Fillippelli era aliado de Roriz, inimigo político de Agnelo. Hoje estão juntos.



22h44 - Novo tema: transporte. Weslian está mais desenvolta hoje. Ela critica a falta de conforto nos ônibus. “Meu marido construiu o metrô para melhorar a vida das pessoas”.



22h43 - Agnelo promete equipar a polícia e instalar câmeras de monitoramento pela cidade. Weslian quer melhorar o salário dos policiais e retornar com programas do governo do marido dela, Joaquim Roriz, como o “Picasso não Pichava”.



22h41 - Weslian se enrolou nos papéis ao procurar as anotações da assessoria. Ela pergunta ao adversário as propostas dele na área de segurança. O petista promete contratar quatro mil novos policiais nos próximos quatro anos.



22h39 - Agnelo promete a construção de escolas técnicas em cada cidade-satélite. Weslian segue no mesmo caminho, e fala sobre a importância da “capacitação” do trabalhador.



22h37 - “Se eu for eleita, todo trabalhador terá o seu emprego”, responde Weslian, sem explicar qual a proposta para gerar empregos.



22h36 - O primeiro assunto é emprego. 180 mil pessoas estão desempregadas no DF, diz Agnelo, ao perguntar sobre as propostas de Weslian para fomentar a geração de empregos.



22h34 - A jornalista da TV Globo Cristina Serra apresenta as regras do debate. Com informações da Folha.com e Estado de S.Paulo.
FERNANDO RODRIGUES

DE BRASÍLIA



Pesquisa Datafolha realizada ontem voltou a indicar estabilidade no quadro da corrida presidencial, com Dilma Rousseff (PT) mantendo liderança de 12 pontos sobre José Serra (PSDB).



A diferença agora é que o percentual de indecisos caiu de 8% para 4% em dois dias. Essa redução nesse grupo de eleitores indica que há cada vez menos espaço para mudanças na tendência de favoritismo da candidata do PT.





O levantamento do Datafolha, encomendado pela Folha, foi realizado ontem em 256 cidades e com 4.205 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.



Quando se consideram os votos válidos, Dilma manteve os mesmos 56% que obteve nos levantamentos de terça-feira (dia 26) e quinta-feira (dia 21). Serra também ficou com seus 44% registrados nas últimas duas sondagens.





Há alguma variação no que diz respeito aos votos totais, pois aí houve redução dos indecisos. Dilma oscilou de 49% para 50% nesta semana. Serra foi de 38% para 40%. Ambos movimentaram-se dentro da margem de erro da pesquisa.



Os que votam em branco, nulo ou nenhum mantiveram-se em 5%. E houve a queda nos indecisos, de 8% para 4% em dois dias, de terça para ontem.



No geral, as curvas dos candidatos na pesquisa Datafolha neste segundo turno mostram uma tendência clara: Dilma conseguiu ganhar algum fôlego desde o início do mês (pulou do patamar dos 48% para o dos 50% dos votos totais), enquanto Serra parece ter ficado estagnado (começou outubro com 41% e agora tem 40%).



Há também uma pequena variação para baixo, dentro da margem de erro, no percentual total dos que são indecisos somados aos que votam em branco, nulo e nenhum. No início deste mês, eram 11%. Agora, são 9%. Há sinais de que esses eleitores não querem mesmo sair desse grupo.



Essa tendência é perceptível entre os eleitores que dizem ter votado em Marina Silva (PV) no primeiro turno. No começo de outubro, 9% deles votavam em branco, nulo ou nenhum e outros 18% estavam indecisos. Somados, esses dois grupos eram 27%.



Ontem, segundo o Datafolha, os "marineiros" indecisos caíram para 8%, mas os que vão anular ou votar em branco foram a 18%. Os dois grupos totalizam 26%. Ou seja, cerca de um quarto dos eleitores de Marina não se convenceram até agora a votar em Dilma ou em Serra.



Outro dado que ajuda a entender porque a petista subiu um pouco neste mês e consolidou sua dianteira é o comportamento de quem no primeiro turno votou em branco ou nulo. Na primeira semana de outubro, 14% desses eleitores diziam estar propensos a votar na petista e 25% declaravam apoio ao tucano.



Passadas quase quatro semanas, o quadro se inverteu: 25% dos eleitores que votaram em branco ou nulo no primeiro turno dizem agora que vão escolher Dilma contra 13% que optam por Serra.



A vantagem de Dilma continua ancorada no eleitorado masculino. Entre os homens, ela tem 54% contra 38% de Serra. Já no voto feminino há um empate técnico: a petista está com 46% e o tucano obtém 43%, diz o Datafolha.



A pesquisa foi registrada no TSE sob o número 37721/2010.

Pesquisa Datafolha dia 28 de outubro de 2010

TSE manda campanha de Serra suspender o 'telemarketing da calúnia'




A ministra Nancy Andrighi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu liminar que suspende imediatamente o serviço telemarketing de baixarias, realizado pela empresa Transit do Brasil S/A, em favor do Zé Baixaria (José Serra).



O telemarketing, denunciado nos últimos dias por vários eleitores, divulgava informações caluniosas contra Dilma Rousseff.



Segundo o parecer, "a medida cautelar é necessária e premente, haja vista que tal propaganda irregular poderá causar estragos sem precedentes sobre a candidatura de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores".



As principais calúnias e baixarias tratadas na ligação dizem respeito ao aborto e ao caso Erenice Guerra. Segundo os telefonemas caluniosos, a candidata Dilma Rousseff seria a favor de que mulheres façam aborto, corrupta, chefe de quadrilha, outros termos.



No site Mulheres com Dilma, a eleitora Juçara relatou, por meio de comentário, que recebeu duas ligações desse telemarketing. “Agora mesmo recebi 2 ligações, estão se passando por empresa de pesquisa, porém não se identificam. Apenas pedem para o eleitor teclar o número correspondente. O 1 para Serra, 2 para Dilma e 3 se o eleitor pretende votar nulo ou não tem intenção de ir votar?”, conta.



Indignada, Juçara reclama: “Ora, que eu saiba o voto é secreto no Brasil, não sou obrigada a declarar, ainda mais para uma gravação que nem se identifica!”



Rose Prado, também leitora do Mulheres com Dilma, também recebeu a mesma ligação. Ele teclou o 2, correspondente a candidata Dilma. “Após ter respondido duas vezes Dilma, recebi a terceira ligação (gravação) difamando a candidata e falando na Erenice. A campanha do Serra é patética”, conta.
Reportagem da TV Record abriu o tampão da corrupção abafada no governo de José Serra, em São Paulo.




A Justiça deu um prazo de 48 horas para que o Metrô pare de esconder e apresente os envelopes lacrados das ocorrências da linha Lilás, suspeita de fraude.



A obra foi suspensa e está sob investigação pelo Ministério Público paulista.



No ano passado Jorge Fagali Neto teve uma conta de US$ 10 milhões bloqueadas na justiça por propinas de contratos com o Metrô com a ALSTOM. O irmão dele (José Jorge Fagali) é o atual presidente do Metrô desde a gestão Serra, e misteriosamente José Serra não o afastou do cargo.



A Operação Castelo de Areia da Polícia Federal identificou um esquema de pagamento de propinas de empreiteiras nas linhas verde e na amarela. Também encontrou indíciou de propina à membros da Polícia Civel e Ministério Público para arquivar o processo do desabamento, conhecido como cratera do Metrô, com morte de 7 pessoas. Até hoje ninguém foi punido.



Também estava abafado no governo Serra a corrupção no Rodoanel. Só depois que Serra deixou o governo, que escândalo com Paulo Preto veio à tona.
 

 
De manhã, Serra é católico. A noite, Serra é evangélico. Esse é o candidato das mil caras






Candidato Serra faz comício em igreja. É apresentado aos fiéis e a mídia como o candidato de Deus. Futuro presidente do Brasil. Faz promessas.... Eu gostaria de pedir para o leitor observar essas imagens da Folha: Essa imagem, foi feita na manhã desta quinta-feira (28). E essas imagens foram feitas na tarde dessa quinta feira Uma hora puxando o saco dos padres, outra puxando o saco dos pastores, e assim vai enganando a todos.





Análise e comente o que vocês acham das imagens que acabaram de ver





O candidato Serra faz comício em igreja. É apresentado aos fiéis e a mídia como o candidato de Deus. Futuro presidente do Brasil. Faz promessas...



Essa prática no entanto contraria a Constituição. Segundo ela, o Brasil é um Estado laico, leigo, não confessional.





O voto também deve ser livre e consciente. Mas como os fiéis irão decidir livremente em quem votar, se o candidato faz parte do projeto divino?





Por isso, comícios em igreja devem ser vetados, tal qual os panfletos com o texto da CNBB o foram.

Corrupção abafada no governo Serra vem à tona



Reportagem da TV Record abriu o tampão da corrupção abafada no governo de José Serra, em São Paulo.




A Justiça deu um prazo de 48 horas para que o Metrô pare de esconder e apresente os envelopes lacrados das ocorrências da linha Lilás, suspeita de fraude.



A obra foi suspensa e está sob investigação pelo Ministério Público paulista.



No ano passado Jorge Fagali Neto teve uma conta de US$ 10 milhões bloqueadas na justiça por propinas de contratos com o Metrô com a ALSTOM. O irmão dele (José Jorge Fagali) é o atual presidente do Metrô desde a gestão Serra, e misteriosamente José Serra não o afastou do cargo.



A Operação Castelo de Areia da Polícia Federal identificou um esquema de pagamento de propinas de empreiteiras nas linhas verde e na amarela. Também encontrou indíciou de propina à membros da Polícia Civel e Ministério Público para arquivar o processo do desabamento, conhecido como cratera do Metrô, com morte de 7 pessoas. Até hoje ninguém foi punido.



Também estava abafado no governo Serra a corrupção no Rodoanel. Só depois que Serra deixou o governo, que escândalo com Paulo Preto veio à tona.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ibope mostra Dilma com 57% dos votos válidos e Serra com 43%


No total de votos, petista obtém 52% das intenções, e tucano, 39%.

Margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1, em Brasília



imprimir Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (28) aponta Dilma Rousseff (PT) com 57% dos votos válidos e José Serra (PSDB) com 43% na disputa em segundo turno pela Presidência da República.



Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, Dilma pode ter entre 55% e 59%, e Serra, entre 41% e 45%. O critério de votos válidos exclui as intenções de voto em branco e nulo e os indecisos.



Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último dia 20, Dilma aparecia com 56% dos votos válidos e Serra com 44%.



O Ibope entrevistou 3.010 eleitores, de 26 a 28 de outubro. A pesquisa foi encomendada ao instituto pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de protocolo 37596/2010.



Votos totais

Pelo critério de votos totais (que incluem no cálculo brancos, nulos e indecisos), Dilma Rousseff soma 52% das intenções de voto, e José Serra, 39%. As intenções de voto em branco ou nulo acumulam 5%, segundo o Ibope. Os eleitores indecisos são 4%.



Nos votos totais da pesquisa anterior do Ibope, do último dia 20, Dilma tinha 51%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 5%, e indecisos, 4%.
Agnelo Queiroz abre 23 pontos de vantagem sobre Weslian Roriz


Ibope divulgou nesta quinta-feira (28) uma nova pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da disputa ao GDF. O candidato do PT ampliou para 23 pontos a vantagem sobre Weslian Roriz (PSC).

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.



Agnelo Queiroz (PT) tinha 53% dos votos. Agora está com 55%, com a margem de erro tem entre 53% e 57%.



Weslian Roriz (PSC) tinha 35%. Agora está com 32%, com a margem de erro tem entre 30% e 34%.



Votos brancos e nulos somam 8%, eleitores indecisos somam 5%.



Considerando apenas os votos válidos:





Agnelo tinha 60%, agora está com 64% dos votos válidos. Com a margem de erro fica entre 62% e 66%.



Weslian tinha 40%, agora está com 36%. Com a margem de erro fica entre 34% e 38%.



Foram ouvidos 2.002 eleitores entre os dias 25 e 27 de outubro. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 40417/2010.

Voto no Serra porque:

A folha corrida de José Serra: 17 processos na Justiça




A folha corrida de processos que José Serra responde foi apresentada por ele mesmo ao TSE (por imposição da lei, senão a candidatura é impugnada).



Dilma também apresentou, e as certidões dela nada consta, ou seja, ela não tem nenhum processo.



Serra tem 17 processos, sendo pelo menos 4 por corrupção (Improbidade Administrativa):



No TRF1 (Justiça Federal do Distrito Federal):



1) Processo nº 2000.34.00.033429-7 (Improbidade Administrativa)

2) Processo nº 2002.34.00.007485-9 (Ação Popular, atos administrativos)

3) Processo nº 2009.34.00.030112-0 (Improbidade Administrativa)

4) Processo nº 94.00.11899-6 (Improbidade Administrativa)

5) Processo nº 2003.34.00.039140-7 (Improbidade Administrativa)



No TRF3 (Justiça Federal de São Paulo):



6) Processo nº 2005.03.00.091802-3 e Processo nº 2006.03.00.105675-0 (parecem ser sobre a mesma coisa) - Agravo de Instrumento



No TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo):



7) Processo nº 993.05.064371-9 (Calúnia, Injúria e difamação)

8) Processo nº 050.06.039436-6 (Crime de Imprensa)

9) Processo nº 993.05.037241-3 (Crimes de responsabilidades)

10) Processo nº 050.10.043792-3 (Interpelação)

11) Processo nº 994.07.003423-6 (Interpelação)

12) Processo nº 994.07.003424-4 (Interpelação)

13) Processo nº 994.07.003425-0 (Interpelação)

14) Processo nº 994.08.001595-0

15) Processo nº 990.09.268296-2

16) Processo nº 994.08.001595-0 (Superlotação Cadeias Públicas)

17) Processo nº 994.08.001598-6 (Superlotação Cadeias Públicas)
"Não usem meu nome em vale-tudo eleitoral", diz Marina


Militantes do PSDB jogam sujo e divulgam nota fraudulenta na internet sobre suposto apoio de Marina a Serra. A farsa ainda envolveu e-mail falso assinado pela senadora, que repudiou o "estratagema" com veemência

Site de militância do candidato à Presidência da República do PSDB, José Serra, divulgou nota e um e-mail, supostamente enviado pela senadora Marina Silva (PV-AC), com frases de apoio ao tucano. Ao saber da fraude, Marina rechaçou qualquer possibilidade de serem verdadeiras as mensagens. Em seu site, a ex-candidata verde afirmou que não quer seu nome envolvido no “vale-tudo” eleitoral e reforçou a sua posição de independência em relação às candidaturas de Serra e Dilma. Para tentar dar alguma legitimidade ao e-mail, foi usado como remetente o endereço marina@pv.gov.br. O texto pedia para que os militantes do PV se unissem em favor da candidatura tucana.

Além do e-mail, o blog “Eu vou de Serra 45” criou uma nota manipulando declarações dadas por Marina durante a campanha do primeiro turno. O blog retirou frases de contexto para que parecessem pedidos de votos ao tucano. Marina repudiou a iniciativa: “Infelizmente, muitos não aprenderam nada com os resultados das urnas e continuam a promover a política de mais baixo nível ao usar estratagemas banais para buscar votos”, disse.
Roriz fica impedido até 2026


28/10/2010



Decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso do deputado Jader Barbalho afeta o ex-governador, que renunciou à candidatura ao Palácio do Buriti em favor da mulher, Weslian. Ele está inelegível pelos próximos 16 anos, com base na Lei da Ficha Limpa.



Por analogia, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que Joaquim Roriz (PSC) está mesmo inelegível nestas eleições. Ao contrário do que ocorreu no julgamento do recurso do ex-governador do Distrito Federal, quando o empate no plenário sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa provocou um impasse, na sessão de ontem, ao discutir caso semelhante envolvendo o deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA), os ministros chegaram a um resultado. O placar permaneceu dividido sobre a constitucionalidade do uso da nova norma neste ano. Mas por sete votos a três, eles resolveram que, diante da falta de uma posição majoritária no STF, vale a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o assunto.



Na prática, significa dizer que os políticos que renunciaram a mandato para escapar de cassação não poderiam obter registro de candidatura a cargos eletivos neste ano. Com isso, Joaquim Roriz, caso insistisse em concorrer ao quinto mandato de governador, estaria agora numa situação complicada. Se não tivesse sido substituído pela mulher, Weslian Roriz (PSC), e passasse para o segundo turno com Agnelo Queiroz (PT), Roriz estaria impedido de permanecer no páreo. Como o petista não alcançou mais de 50% dos votos válidos, o terceiro colocado nas eleições, Toninho do PSol, seria convocado para o embate do próximo domingo.



Roriz está fora das disputas eleitorais pelos próximos 16 anos.



Ele agora só poderá se candidatar em eleições no Distrito Federal em 2026, quando terá 90 anos. A Lei da Ficha Limpa estabelece que quem renunciou quando já era alvo de representação por quebra de decoro parlamentar fica inelegível pelo período de oito anos a contar do fim do mandato ao qual abriu mão. Roriz ficaria no Senado até fevereiro de 2015.



Somando-se mais oito anos, ele só poderia voltar a concorrer a partir de 2023. No Distrito Federal, porém, a eleição seguinte só ocorrerá em 2026. Apesar de ter sido substituído pela mulher, o ex-governador terá imagem exibida na urna eletrônica.



Na sessão de ontem, o caso Roriz foi considerado parâmetro, principalmente para o ministro Gilmar Mendes, que fez um contundente voto contra a Lei da Ficha Limpa. Em vários momentos exaltado, o ex-presidente do STF repetiu diversas vezes considerar que a cláusula da renúncia foi incluída na nova norma de moralização das eleições por parlamentares da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.



“Esta é uma lei casuística para ganhar eleição no tapetão”, afirmou. E acrescentou: “A inelegibilidade pela renúncia foi incluída na Lei da Ficha Limpa de forma casuística com foco na eleição do DF”. Na avaliação de Gilmar Mendes, aliados do PT, como Jader e Paulo Rocha (PT-PA), que disputaram eleição ao Senado no Pará, acabaram sendo atingidos, mas não eram o foco.



A posição de Gilmar não obteve consenso. Como no julgamento do processo de Roriz, os ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie consideraram a Lei da Ficha Limpa perfeitamente aplicável nas eleições deste ano.



Permaneceram contrários os ministros Cezar Peluso, que preside o STF, Celso de Mello, Mar- co Aurélio Mello, Dias Toffoli, além de Gilmar Mendes. “Dis- cordo em gênero, número e grau de todo o raciocínio jurídico do ministro Gilmar, embora o respeite”, rebateu Ayres Britto.



Dessa vez, no entanto, os ministros do STF chegaram na sessão dispostos a resolver o impasse para evitar um novo constrangimento, como o ocorrido no julgamento do recurso de Roriz. Mas a forma de desempate também provocou discussão no plenário. Prevaleceu tese defendida pelo decano, Celso de Mello, segundo a qual para superar o impasse, como não houve maioria para derrubar a constitucionalidade a lei, vale a decisão anterior. O TSE negou o registro da candidatura de Jader e de Roriz.



Articulação O assessor de comunicação de Roriz, Paulo Fona, admitiu ontem que a decisão do STF juridicamente valeria para o caso de Roriz. Mas a equipe do ex- governador preferiu se basear nas palavras de Gilmar Mendes.



“Que se reproduza e se ouça as palavras do ministro Gilmar. Ele deixou claro acreditar que houve uma articulação política para impedir a candidatura do (ex) governador Roriz, com a marca do PT”, afirmou Fona. Segundo ele, Roriz sempre acreditou que houve no Congresso a inclusão de forma casuística da cláusula que tratou da inelegibilidade em casos de renúncia de mandato. “Temos informações de que isso foi engendrado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputa- dos, com o apoio do (Tadeu) Filippelli”, completou.



Filippelli negou qualquer articulação neste sentido. “Como poderia ser contra uma lei que busca aperfeiçoar o processo político? Caso eu fosse considerado ficha suja, teria vergonha de recorrer para tentar impor uma candidatura minha”, afirmou o vice na chapa de Agnelo Queiroz (PT). “Aplaudo a Lei da Ficha Limpa”, acrescentou.
Nova fase para o rorizismo


Eleições 2010 em 28/10/2010 às 15:42



Ficha Limpa, Roriz, Weslian





Mesmo com as estratégias de última hora para reverter a larga vantagem do adversário Agnelo Queiroz (PT) nas pesquisas de intenção de votos, integrantes do grupo rorizista já admitem que a missão é difícil. E já pensam no que fazer para encarar os próximos quatro anos do lado de fora do Palácio do Buriti.



A situação é nova para o grupo, que passou mais de 15 anos no comando político da capital. Não apenas podem perder a eleição, como já sabem que perderam seu principal cacique - com a confirmação da Lei da Ficha Limpa, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) só poderá se candidatar em 2026, quando estaria com quase 90 anos. Ou seja, sua carreira política foi encerrada à força.



As apostas agora são de quem levará o grupo adiante. Roriz nunca conseguiu fazer um sucessor propriamente dito. Para esse posto foram cogitados um dia o ex-governador José Roberto Arruda e o atual candidato a vice de Agnelo, Tadeu Filippelli (PMDB). Mas o espaço ficou vazio, em parte porque o próprio Roriz não quis realmente ocupá-lo. Em uma conversa, no ano passado, o ex-governador reconheceu que voltaria para a política por não ter feito um sucessor de fato. “Se eu tivesse alguém assim, continuaria cuidando da minha fazenda”, brincou à época.



Se a derrota nas urnas ocorrer no próximo domingo (31) , a responsabilidade de dar continuidade ao grupo ficará a cargo, principalmente, de três jovens políticos da cidade. As filhas do ex-governador - Jaqueline, eleita deputada federal, e Liliane, eleita distrital - e o atual governador Rogério Rosso.



Jaqueline e Liliane terão um mandato para exercer e demarcar suas posições políticas. A quem acredite que, com o pai fora da vida pública, elas ficarão mais à vontade para modernizar as práticas políticas que aprenderam em casa. Rosso não terá a mesma facilidade.Terá de se desdobrar para não cair no ostracismo nos próximos quatro anos sem cargo eletivo.



Na verdade, ninguém acredita que o grupo rorizista acabará caso Weslian Roriz não seja a governadora eleita nos próximos dias. Mas é fato que ele precisará passar por uma reestruturação.
Weslian confirmada em debate


Eleições 2010 em 28/10/2010 às 16:22



debate





Como era previsto, a candidata ao GDF Weslian Roriz (PSC) confirmou presença no debate de candidatos promovidos pela Rede Globo nesta quinta-feira (28). Weslian não compareceu aos demais debates deste segundo turno. A estratégia da campanha era preservá-la das críticas e piadas de que foi vítima nos dois confrontos que participou ainda no primeiro turno. Além disso, sem Weslian, a audiência do debates caía significativamente - o que, para os marqueteiros da ex-primeira dama, resultava em menos palanque para o adversário Agnelo Queiroz (PT).
Ficha Limpa vale para estas eleições


Eleições 2010 em 27/10/2010 às 21:22



Ficha Limpa





Do G1: O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (27) que a Lei da Ficha Limpa vale para as eleições deste ano e se aplica a casos de renúncia de políticos a mandato eletivo para escapar de processo de cassação, mesmo nas situações ocorridas antes da vigência da lei. Diante do impasse causado pelo empate em cinco a cinco, os ministros optaram por manter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a norma.



O STF analisou nesta quarta o recurso do deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA), barrado na disputa a uma vaga de senador pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa. Mesmo com registro indeferido, Jader Barbalho recebeu 1.799.762 de votos e, caso não tivesse sido barrado, seria eleito em segundo lugar para uma vaga no Senado.



O deputado teve a candidatura questionada porque renunciou ao mandato de senador, em 2001, para evitar um processo de cassação em meio às investigações do caso que apurava desvios no Banpará e também por denúncias de envolvimento no desvio de dinheiro da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).



O candidato sempre negou irregularidades. Sua defesa afirma que a renúncia não representou atentado à moralidade pública porque o então senador foi alvo apenas de denúncias publicadas na imprensa.

Com a decisão do Supremo, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará pode convocar novas eleições para o Senado no estado. A soma dos votos obtidos pelo deputado Jader Barbalho e pelo terceiro colocado na disputa – o petista Paulo Rocha, também barrado pela ficha limpa – ultrapassam 50% dos votos válidos. Nesse caso, os votos são anulados, o que, pela legislação eleitoral, abre a possibilidade de realização de novas eleições.



“O que me preocupa agora é o processo do mesmo estado em relação à mesma vaga de senador”, disse o presidente do STF, Cezar Peluso.



Regimento do Supremo

A alternativa dos ministros do STF, de manter a decisão contrária ao recurso de Jader, está prevista no regimento interno do Supremo e já havia sido sugerida na primeira vez que o tribunal analisou a ficha limpa, em setembro.



De acordo com o artigo 205 do regimento interno do STF, “havendo votado todos os ministros, salvo os impedidos ou licenciados por período remanescente superior a três meses, prevalecerá o ato impugnado”.



A possibilidade já havia sido aventada quando o STF analisou o recurso do ex-candidato do governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC). Ele também teve o registro negado pelo TSE por ter renunciado ao mandato de senador, em 2007, para escapar de cassação. Na apelação ao STF, o julgamento terminou empatado e Roriz desistiu da disputa eleitoral.



O STF está com um integrante a menos desde agosto, quando o ministro Eros Grau se aposentou. A indicação de um novo ministro é feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que não tem data para ocorrer.



Solução para o impasse

Após o empate no julgamento, o advogado de Jader, Eduardo Alckmin, propôs ao plenário a suspensão da análise do recurso para que ele fosse analisado na mesma sessão que vai decidir sobre recurso de Paulo Rocha.



Por 7 votos a 3, os ministros decidiram concluir o julgamento, mas a sugestão levou a uma discussão generalizada no plenário. “A questão já foi amplamente debatida. Durante 11 horas no primeiro julgamento e, agora, mais cinco [horas] e a proposta é que adie mais uma vez? Nós estamos aqui a brincar?”, questionou o relator do recurso, Joaquim Barbosa.



Em meio ao debate, a ministra Ellen Gracie pediu que Marco Aurélio Mello concluísse o voto sobre a proposta da defesa. Ele respondeu em tom de ataque. “Vossa Excelência está presidindo este tribunal? Ministra, não me cobre definição. Se há alguém que se posiciona com coerência sou eu. Ou Vossa Excelência tem viagem marcada?”